Quique Flores. Pelo menos 3 pontos depois.

white corner field line on artificial green grass of soccer field

Com reflexão natalicia ou não, Quique Flores voltou com as mesmas ideias, relativamente ao sistema e ao modelo de jogo.

Tornou-o claro, quando na antevisão da partida na Trofa, afirmou “precisamos dos melhores jogadores para termos um melhor controlo do jogo”. Apesar de tal afirmação, e mesmo sabendo-se do castigo de Katsouranis, ninguém consegue perceber o porquê de um meio campo formado por Carlos Martins e Bynia. Juntar dois jogadores incapazes de fazer um simples passe, nunca pode ajudar.

Após a derrota, Quique referiu que a equipa iria mudar a sua forma de jogar. Não creio que as ideias de Flores sejam más. Apesar disso, por esta altura, Quique parecia ser o único a não perceber que as suas concepções, no contexto actual do SL Benfica e da Liga Sagres, não estavam a contribuir para o sucesso da sua equipa.

Após afirmar que o Benfica iria mudar, não posso deixar de pensar, que no mínimo o deveria ter feito com uma jornada de antecedência. Haveria melhor momento que a pausa natalicia, para ter ponderado seriamente nos progressos que vinham a ser feitos?

O melhor caminho, será, possívelmente, o salvaguardar das dinâmicas possíveis, enquadrando-as num sistema táctico mais seguro, que possibilite uma maior segurança defensiva, assim como uma melhor gestão da posse da bola.

P.S. – Quão injusto é considerar que os jogadores do Benfica têm denotado falta de atitude. Não tendo dados objectivos, creio que são eles, os jogadores da Liga que têm mais kms nas pernas. O que não é bom sinal, diga-se.
P.S. II – Sabia que os melhores anos da carreira de Reyes foram como avançado, ou como 2ndo avançado?
Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2364 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

7 comentários em Quique Flores. Pelo menos 3 pontos depois.

  1. o desastre do glórias, tem apenas um “culpado”. katsouranis.o grego n joga,a “barraca abana” ate metia dó de tanta água q aquele meio-campo metia..

  2. “…ninguém consegue perceber o porquê de um meio campo formado por Carlos Martins e Bynia.” Isto é toda a explicação para o resultado do Benfica na Trofa.

    No entanto, apesar de não ver com muita atençao todos os jogos do benfica, o benfica uma equipa que nunca se aproxima o suficiente da baliza. Carlos Martins, Suazo, Reyes, Di Maria, desperdiçam a posse de bola em remates ainda muito longe da baliza quando ha possibilidade de alguem o efectuar mais perto. Maxi Pereira é dos poucos que tenta levar a bola à area. Mas o maior defeito é o buraco que existe entre o meio-campo e a defesa encarnada, onde muitos adversarios conseguem jogar a vontade nesse espaço

  3. Não quero chover no molhado e bater mais no ceguinho. Até porque, mais do que as concretas causas do desastre de Domingo passado, interessam-me mais as razões profundas deste constante estado da águia: na corda bamba, eterno candidato a entrar em estado de choque. Creio mesmo que o clube só não estoura em mil centelhas porque os benfiquistas são um espelho perfeito do povo português: casmurros, crentes, saudosistas de um passado que não volta.

    Um clube vive do seu passado, da continuidade da sua História. Mas esse passado e esse seguimento de uma “cultura” muito própria não pode servir apenas para regurgitar glórias passadas. Um clube de hoje, os jogadores que hoje o representam, têm que se reconhecer nos jogadores de há 2, 4, 6, 8 anos. Tem que haver quem passe a “cultura”, a mística do Benfica. O que resta hoje ao Benfica do que foi nos últimos anos? Vejamos quem são os símbolos de um passado recente:

    Rui Costa

    O expoente máximo da história e do amor pelo clube. Mas é dirigente, mas só voltou em fim de carreira, perdeu muitos anos daquilo em que o Benfica se transformou. É a maior esperança do Benfica, mas estará a sua vontade à altura do engenho que as novas funções exigem?

    Nuno Gomes

    Um jogador em fim de carreira. Mantém-se no plantel para que a mística não desapareça de todo. Mas já se fala em futuro lugar na estrutura directiva, é um jogador que os novos colegas já antevêem à porta da saída.

    Moreira

    Quando devia ter sido aposta não o foi. As lesões não ajudaram. Um caso típico de uma eterna promessa.

    Luisão

    Está há bastantes anos no clube. E há bastantes anos que ele e o clube desesperam por uma proposta tentadora para que saia. Não me parece o transmissor ideal da mística benfiquista.

    Haverá quem diga que os grandes clubes estão invadidos de estrangeiros, que essa questão dos jogadores formados no clube é treta. Apenas dois exemplos claríssimos de dois clubes com história e glória, passada e actual:

    Barcelona – Xavi, Iniesta, Puyol, Valdés, Messi, Eto…

    Manchester United – Scholes, Giggs, Neville, Ferdinand, Fletcher, Van der Sar…

    Sem história recente, sem um fio condutor para que os novos não percam o fio à meada, as estrelas, por mais reluzentes que sejam, não trarão de volta o brilho à Luz. Valeu a pena deixar sair o Simão, desaproveitar o Nélson e o João Pereira? Por quanto mais tempo a formação do Benfica será um deserto árido e estéril?

    A bem do futebol português o Benfica tem que inverter esta história que lhe esgota e destrói a História.

    Um abraço,
    http://bolaseletras.blogs.sapo.pt/

    António Almeida

  4. Grande Capitão,

    compreendo tudo o q dizes, e há uns anos atras, a minha opinião era igual à tua.

    Neste momento, só acredito em duas coisas (e nenhuma é a “mistica”):

    Competência e Qualidade!

    grande abraço

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