Terás sempre o Mantorras

white corner field line on artificial green grass of soccer field

Velocidade, capacidade técnica, força e potência. Muita potência. Tudo Mantorras tinha. Do Benfica para o mundo, seria um ápice.

O joelho cede. Da enorme promessa do futebol mundial, nada sobra. Somente uma inexplicável aura.

Ao Benfica, chega Quique, Pako e Suazo, que se junta a Cardozo. Pedro parece, de vez, ter perdido o seu espaço na equipa. A sua qualidade e capacidade física não se coaduna com a de um atleta de alta competição. Como pode alguém com aparentes problemas de locomoção, ser futebolista?

Ninguem sabe ao certo. Certo, é que no Benfica, quando tudo o resto parece falhar, há sempre uma última alternativa. A do misticismo. Por momentos, Quique e Pako, colocaram de parte tudo em que acreditam… e resultou.

Quem souber explicar…
Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2355 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

3 comentários em Terás sempre o Mantorras

  1. Mantorras é realmente um caso especial. Não tem explicação, é a magia do futebol, o contraditório, porque em alta competição não era suposto existir excepções desta natureza. Mantorras desmente a tese segundo a qual o futebol profissional é implacável com quem está fragilizado. Uma coisa é certa: o avançado do Benfica nunca dará a parte fraca. Abraço

  2. Mantorras é realmente um caso especial. Não tem explicação, é a magia do futebol, o contraditório, porque em alta competição não era suposto existir excepções desta natureza. Mantorras desmente a tese segundo a qual o futebol profissional é implacável com quem está fragilizado. Uma coisa é certa: o avançado do Benfica nunca dará a parte fraca. Abraço

  3. Que o futebol e a paixão que gera é 95% de irracionalidade e 5% de encanto pelo desporto em si, não é novidade. Mas cada momento que nos relembra as profundas raízes dessa paixão é um momento mágico. Como o foi, quer para os benfiquistas quer para os verdadeiros amantes deste desporto único, o momento em que o mártir Mantorras entrou em campo, soltando um lancinante grito de revolta contra o destino (em forma de remate enrolado) que abanou todo o estádio, dando assim a vitória ao Benfica contra o Setúbal.

    Como sportinguista vibrei com esse momento, pelo homem, pelo que significa para todos os adeptos de futebol poder acreditar que a magia continua a ter uma importante fatia nos destinos do jogo, apesar dos cifrões, dos apitos dourados, dos salários em atraso. Esqueci-me que para o meu Sporting a coisa não fica muito famosa com este golo, esqueci-me que há alguns anos, quando o então relativamente desconhecido Mantorras jogava pelo Alverca assisti, em pleno Estádio dessa cidade, ao então jovem com um futuro que se adivinhava brilhante, marcar dois fabulosos golos a uma defesa leonina despedaçada, creio que comandada pelo grande André Cruz.

    Parabéns Pedro Mantorras, que continues a relembrar-nos a paixão do jogo. Se o Suazo tivesse um décimo da tua paixão, o Benfica seria campeão. Assim, felizmente, só os teus milagres mantêm a chama acesa. Felizmente os milagres são cada vez mais raros.

    http://bolaseletras.blogs.sapo.pt/

    Abraço,
    António Almeida

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