Quique Flores. Mais que 3 pontos.

white corner field line on artificial green grass of soccer field

Mais que os três pontos em cada jogo, a Quique Flores deveria ser exigido:

– Uma saída para o ataque em futebol apoiado. Porquê não colocar os centrais em cada vértice da grande área e sair a jogar com a bola no pé, em vez do tradicional chutão, indigno de um clube que se pretende dominador?;

– Que a equipa fosse capaz de conseguir 3 passes consecutivos. Seria possível, com um melhor jogo de coberturas, e com um melhor trabalho para receber de cada um dos jogadores;

– Que as bolas paradas não fossem a única forma de entrar na área adversária;

– Que a largura conferida ao ataque, não se cingisse aos movimentos de Maxi Pereira e ao posicionamento dos médios alas. Porquê não surgem os avançados a oferecer opções de passe nos corredores laterais? Como no jogo como o Napoles na luz, onde Di Maria o fez tão bem;

– Que o portador da bola tivesse em todas as situações várias opções (o jogo de coberturas ajudaria, assim como uma maior mobilidade);

– Que percebesse que na Liga Sagres, treinando um dos três tradicionais candidatos ao titulo, um modelo de jogo cujos pressupostos ofensivos acentam essencialmente em saídas rápidas para o contra-ataque é inadequado (Ainda para mais, nem as ditas transições têm resultado);

– Que a sua boa zona defensiva, tivesse um apoio mais eficiente do sector do meio campo;

– Que a equipa não dependesse tanto da qualidade individual de Reyes;

– Um maior aproveitamento de Aimar. Colocá-lo fora das zonas de pressão pareceu uma boa opção. Porém, sair para o ataque em futebol directo, prejudica-o. Colocá-lo em zonas de aproximação à 1a bola é parvoíce. Para quê talento, se não há intenção de fazer circular a bola pela relva?

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2364 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

3 comentários em Quique Flores. Mais que 3 pontos.

  1. Boas! concordo em absoluto.

    Tudo o que falas no post, deviam ser “regras” de um modelo de jogo de uma equipa como o Benfica. Um futebol dominador, apoiado, com mobilidade e a utilizar toda a largura de campo.

    A empurrar a equipa contrária para trás.

    E o que se vÊ… é um modelo de jogo tipico de equipa que joga para não descer. Esperava muito mais de Quique e seus compadres.. Claro que leva tempo a que se assimile as ideias do modelo de jogo.. mas .. o modelo de jogo é este?

    Isto não pode ser o Benfica,

    Acredito que Quique pode fazer muito melhor

  2. Todo el trabajo de recuperación física de Aimar conseguido por Pako y el propio futbolista, lo está echando por la borda un Quique que sigue sin saber qué hacer con su mejor futbolista. Todo lo que se sale de los moldes establecidos, a Quique le supera. Tampoco se ha enterado de que el Benfica es superior a todos sus rivales -si quieren, excepto el Porto- y que renunciando a machacarles consigue darles toda las oportunidades. Así, nunca pasará de su objetivo personal, que es el tercer puesto. Menos terquedad, menos soberbia y más ambición, Sr. Sánchez-

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