Professor por professor

white corner field line on artificial green grass of soccer field

Prefiro o Karamba.

As suas crenças sempre parecem mais lúcidas que as de Queiróz.

É certo que os lamentos de que há pouco tempo para treinar são justificados. Porém, o que faz Carlos Queiróz quando tem oportunidade de fortalecer as rotinas existentes(!?)? Abdica de praticamente toda a equipa. Brilhante.

Entretanto, parece que o jogador que ocupe o espaço mais recuado do meio campo, tem, obrigatoriamente, de ser um defesa central. Parece também, que o avançado da nossa selecção tem de ser um jogador capaz de estorvar os próprios colegas. A opção por Boa Morte como médio interior também é fantástica.

Se dúvidas houvesse… Portugal está mesmo preparado para os jogos que faltam cumprir no apuramento. Se o plano A não funcionar (e quão mau o plano A, é), teremos sempre a possibilidade de recorrer ao Beto, ao Eliseu, ao Gonçalo Brandão, ao Rolando, ao Boa Morte e ao Edinho.

PS – Por momentos pareceu que Queiróz era a pessoa menos dotada, intelectualmente, do planeta. Mas, não. É que, entretanto, um comentador, sugeriu juntar Edinho e Hugo Almeida no mesmo onze. Fantástico.

PS II – Com todo o respeito que Queiróz ainda vai merecendo, a questão tem de ser colocada. Estará o professor na plenitude das suas capacidades mentais? Ou temos, finalmente, o Rui Santos a escalar os onzes nacionais?

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2364 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

5 comentários em Professor por professor

  1. entre o Boa-Morte e o Juliano Spadacio a interior preferia o Spadacio. Ao menos havia garantias que era possivel trocar 3 bolas seguidas. E incrivel, nunca pensei dizer tão mal do Queiroz. Começo a achar que ele se meteu nas drogas ou que então o Scolari recorreu à bruxa para lhe lançar uma maldição que o impede de pensar com clareza. Porra. Ze Castro a trinco ainda é a menor das maldades cometidas, Boa Morte a medio centro? Boa-Morte na selecçao? G. Brandão? Eliseu? Edinho? E treinar rotinas?

    Bem…tenho mesmo que começar a escolher a equipa pela qual vou torcer na Africa do Sul.

  2. Boas

    Em parte, concordo com o post. CQ tem desiludido muito no aspecto que parecia ser a sua principal mais valia, o conhecimento técnico e tático do jogo. A escolha de Boa Morte para médio centro é das coisas mais estranhas que já vi um técnico fazer, ainda para mais quando CQ deixou de chamar jogadores como Pedro Mendes,Maniche,Veloso,Amorim (até Zé Pedro faria mais sentido…). A unica justificação que encontro é ter sido uma opção de recurso para este jogo, face à indisponibilidade de alguns elementos. Ainda assim, fica na historia.
    A questão do trinco também é intrigante. Pepe não tem qualquer perfil para a posição (é lento na execução, visão de jogo a roçar o zero, capacidade de esticar o jogo igual). Apenas oferece altura e capacidade de dobra nas laterais por ser rápido. Zé Castro tem mais perfil, mas temos Meireles, Amorim, Veloso (se acordar para a vida…), Pelé (o mesmo que Veloso…). Acredito que se Adrien Silva aparecer mais esta época poderá ser a opção mais equilibrada, ao nivel de Paulo Sousa.
    Como ponta de lança, não me parece muito justo criticar Queiroz. As opções são escassas e todas elas passiveis de criticadas (até Pauleta foi…). Mas Edinho não tem qualidades para a Seleção. A chamada de Nuno Gomes ou Postiga é bem mais lógica, até porque funcionaria como alternativa (ou primeira opção, como eu entendo) ao estilo de jogo de Hugo Almeida. Mas o melhor ponta de lança que Portugal tem é Ronaldo, de longe…
    Quanto à forma como Queiroz seleciona, é um estilo. Errado no sentido da criação de automatismos de jogo, de conhecimento inter-atletas, da coesão de grupo. Correcto no sentido de exploração de alternativas aos demais, de manter o grupo aberto e assim funcionar como motivação para todos os possiveis escolhidos. Nesta fase, julgo que não há espaço para experiencias e devem entrar em campo os melhores e mais fiaveis.
    Rematando, CQ enquanto técnico tem desiludido. Julgo que daria um bom coordenador de todas as seleções (é bem precisa a Federação), mas com outra pessoa no banco. Por muito que me custe dizer pois acho que é um mau treinador (péssimo a nivel metodologico, táctico), mas Scolari tem o perfil ideal de selecionador: não complica, aproveita a base de um clube, se possivel, cria um grupo base de 15,16 elementos e é forte no aspecto social e humano do grupo. Mas mais Scolari, não.

    Saudações

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