O gosto dos outros. Curtas.

Apesar de algumas saídas importantes (Nené, Alonso e Maicon), o Nacional continua com algumas individualidades interessantes. As equipas de Manuel Machado, são, por norma, exímias nas situações de ataque rápido e pouco organizadas no processo defensivo (facto compensado com a tendência para defender com muitos). Se forçado a assumir os jogos em ataque organizado, prevê-se uma época com performance bem distinta da anterior.

Para o Sp. Braga, a certeza de que a extraordinária época transacta (50 pontos na Liga e oitavos de final da Taça Uefa), não se repetirá. O maior responsável por tal feito, já não mora no Minho. O apuramento para a Liga Europa, independentemente da pontuação obtida, é o mínimo exigível. Porém, não é certo que tal suceda.

Dificilmente, Leixões e Académica, repetem proezas antigas. O Leixões, há muito, que perdeu Wesley (meia equipa) e a briosa nada terá a ganhar (relativamente ao passado recente) com a chegada de Rogério Gonçalves.

Em Guimarães, abunda qualidade. A resposta pouco convicente de Nelo Vingada, quando questionado, sobre a possível conciliação de Nuno Assis e Rui Miguel no mesmo 11, assustou, até, os mais optimistas. Com tamanha qualidade, a Europa é meta obrigatória. Aguarda-se demonstração de capacidade de Nelo Vingada.

No Maritimo, Carvalhal vai ter oportunidade de iniciar a época. Resgatado o velho conhecido Pitbull, a equipa madeirense, pelo treinador e por algumas individualidades que possui no plantel, terminará na primeira metade da tabela. A possibilidade de apuramento, para uma prova europeia, é real.

De Paços de Ferreira e Rio Ave, só pode esperar-se, uma intensa luta, até à última jornada, pela manutenção.

Vitória de Setúbal e Belenenses, são dois históricos, que dificilmente ocuparão a parte superior da tabela classificativa. A menos que Azenha e /ou João Carlos Pereira mostrem argumentos, a manutenção tornar-se-à no objectivo mais premente.

Da Naval, esperava-se mais, na época transacta. Com Ulisses Morais pronto para iniciar mais uma época, será importante que os reforços, resgatados em França, mostrem qualidade. Caso contrário, aguardasse mais uma época sofrível.

Do Olhanense espera-se boa organização e audácia. Pelo treinador que tem, a manutenção é objectivo viável. Já a União de Leiria, é uma incógnita, que dependerá, em demasia, do que as suas individualidades possam acrescentar ao jogo.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2359 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

5 comentários em O gosto dos outros. Curtas.

  1. Acho que estás a subestimar o Paços de Ferreira. Foi das equipas que proporcionou melhores espectáculos a época passada, pecando imenso no capítulo defensivo. Se o treinador, que se manteve, manter a bitola e subir no capítulo defensivo pode vir a ser o Leixões deste ano.

  2. Nào é impressão nào, pois se analisarmos este texto, é isso que acontece, sendo que metade fica acima e outros abaixo….la palisse.

  3. Friend, vamos la a contas entao…

    dois terços de 16 equipas dá 5.3

    Benfica, Porto, Sporting, Guimaraes, Maritimo, Braga, Nacional acabarão previsivelmente na primeira metade (já são 7). O texto deixa ainda antever as possibilidades de surpresas para Olhanense, Leiria. Tomando por incógnita Belenenses e Setubal (Aparentemente frageis, mas dependendo do trabalho dos seus treinadores)

    Como se pode afirmar q 2 terços ficam na parte de baixo da tabela????

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