Messi. Não mais haverá igual.

Para mim não há herdeiro de Messi. Haverá muitos bons jogadores, mas ao nível de Messi não estará ninguém.

Podem querer vender esta guerra entre Cristiano e Messi, mas os que entendem de futebol sabem que não há comparação. Quando Messi acabar a carreira, haverá Neymar, Hazard, cinco ou dez jogadores de nível similar, mas nenhum com a superioridade incontestável de Messi.

As palavras são de Xavi.

Não mais haverá igual. Alguém que se aproxime ou que toque o tempo praticamente todo na perfeição. Alguém que em todas as acções aproxima a equipa do êxito. Quase impossível voltarmos a encontrar alguém com tamanha qualidade técnica. Alguém com tamanha capacidade de drible. Alguém com tamanha capacidade para mudar de direcção e acelerar em posse. Alguém com tal capacidade de passe. Mas sobretudo, alguém com o intelecto de Leo para este jogo. Alguém que integra sempre o visível no momento e no espaço oportuno pelo impressionante que é no que não é visível. Na sua tomada de decisão. Os pés brilhantes fazem tudo o que a mente idealiza. A mente essa, não é menos brilhante. De todas as vezes que a bola chega às suas botas, é garantido que a sua equipa estará mais próxima de chegar ao golo. Que a situação de jogo que se seguirá será de menor complexidade e de maiores possibilidades de ser transformada em êxito.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2348 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

9 comentários em Messi. Não mais haverá igual.

  1. apesar de já ter jogado aí umas vezes, adorava ver messi jogar muito mais tempo a n10. É impossível não o imaginar a destruir equipas de cada vez que recebesse entre-linhas, À frente da defesa.

    Apesar de ser já absolutamente incomparável a jogar a partir da direita, não acham que sendo o jogador que é, é uma “pena” fazer quase toda a sua carreira naquela posição?

  2. Maldini, o Ronaldinho tinha técnica ou drible? A forma como ele conseguia “partir” um defesa só com o corpo é espetacular. E a forma como batia os livres também. Consideram isso como técnica, ou como drible? E Messi nesse aspecto é melhor que o Ronaldinho?

  3. Nesta altura, já não me interessa discutir opiniões – respeito mesmo aqueles que acham(?) que Cristiano é melhor jogador do que Messi. O que me incomoda, e deveria incomodar também todos aqueles que amam o futebol, é a persistente fraude que a patética mas sinistra máquina de Marketing de Jorge Mendes e Florentino pratica. Depois da vergonhosa Bola de Ouro de 2013; depois do MVP criado,nos prémios da Liga Espanhola em 2013, sem qualquer justificação que não fosse premiar de forma batoteira Ronaldo (https://es.wikipedia.org/wiki/Premios_LFP); agora também a Uefa faz batota e entrega The Euro 2016 Silver Boot Award ao filho da Dona Dolores (http://www.uefa.com/uefaeuro/news/newsid=2390091.html). Ao contrário do que diz a Uefa, Cristiano não fez três assistências durante o torneio; se, com imensa magnanimidade e atendendo a que o conceito de “assistência” no futebol tem alguma elasticidade, considerarmos que o remate falhado em que Nani, esticando-se todo, aproveitou para fazer o segundo golo contra Gales, Ronaldo somaria duas. Mas a Uefa, sempre na vanguarda da vigarice, acha que Cristiano fez um passe decisivo para Quaresma fazer o golo contra a Croácia. Amigos, aqui (https://www.youtube.com/watch?v=Yj1udxoYaVc) existem apenas três coisas: um mau remate de Ronaldo; uma defesa de Subasic; uma recarga(e golo) de Quaresma.

  4. De acordo com tudo, menos com a futurologia. De certeza que também diziam que depois do Pelé, puff, e do Maradona, puff, e depois apareceu o nosso – porque da nossa geração – Léo.

    Mas amanhã… Amanhã será outro dia.

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