Os chavões habituais do nosso futebol

O que mais me espanta neste tipo de situação não é a opinião que vai no sentido contrário à minha, é a falta de promoção de um debate que vise a clarificação de cada ponto de vista através de argumentos. Como é que é possível ouvir uma declaração desta natureza tão convicta, de duas pessoas reconhecidas no meio nacional, e ninguém perguntar o porquê?

 

Blessing
Sobre Blessing 88 artigos
Treinador de futebol, de momento na formação. Experiência como Treinador Adjunto no escalão de seniores masculino e feminino, tendo esta época culminado com a conquista de todas as provas nacionais em disputa. Desempenha também funções como Scout para 1ºLiga. Criador do Blog Posse de Bola

8 comentários em Os chavões habituais do nosso futebol

  1. Nessa tua lista de perguntas para discussão de argumentos podes incluir por favor porque é que todos os treinadores que vendem o conceito de jogar com preferência para o corredor central, ninguém joga com um jogador de pé esquerdo a lateral direito?

  2. E caíndo também eu num chavão: “Vale mais uma imagem que mil palavras.”
    A escolha da foto de capa para este artigo é absolutamente sublime.

  3. “Uma equipa como o Bayern de Munique não pode jogar com o Lahm a meio campo ou o Kimmich a central”

    Os chavões habituais dos programas de tv em Portugal. Pessoal para falar de futebol não metem lá eles! O João Alves e o Faquirá devem ser daqueles que os centrais tem de ser para cima de 1.85 e bater nela de qualquer maneira…

  4. Eu por acaso concordo com esta ideia. Aliás, quando se vê jogos atrás da baliza percebe-se claramente que depois do intervalo os laterais já não rendem o mesmo por terem mudado de corredor.

  5. ” falta de promoção de um debate que vise a clarificação de cada ponto de vista através de argumentos.”

    Caro Blessing

    Isso acontece porque é óbvio que a argumentação que sustentam essas opiniões não têm qualquer interesse para o âmbito desse programa. Porque dentro do profundo desconhecimento que têm em tudo o que analisam em equipas onde não trabalham essa argumentação é profundamente mais desconhecida. Por isso, a preocupação deles com isso é zero.

  6. De forma simplista, acho que o que o João Alves e o Faquirá dizem é algo mais simples que o que o post pretende discutir. Acho que se referem apenas à construção do plantel, que deve acautelar soluções efectivas para as variadas posições em campo e não improvisos por falta dessas mesmas soluções.

    Ou seja, uma coisa é ter o Danilo, convictamente como central no Porto para assim garantir um conjunto de soluções tacticas, outra é ter o Danilo a jogar a central porque não há ninguém para o lugar ou melhor que ele, por erros na construção do plantel.

    Tudo o resto, o ter jogadores com estas ou aquelas caracteristicas numa ou noutra posição, é uma conversa a montante daquela que aparece no post , que me pareceu muito simplista.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*