De onde Jesus começou a perder, iniciou Rui a sua Vitória. E Gonçalo Guedes.

Beneficiou em termos defensivos de ter o Gonçalo Guedes, que é um miúdo que não pára de correr. Mas corre com critério. Compensa sempre a saída de um dos quatro da linha média e ajuda muito aos equilíbrios da equipa na construção adversária

No podcast mencionava a importância de Gonçalo Guedes no momento defensivo do SL Benfica. Uma disponibilidade incrível para se dar ao jogo, sempre a condicionar toda a construção adversária aquando da organização defensiva encarnada.

Agora por imagens e por escrito reforçando o que transmiti oralmente.

Faz Kms e Kms a sair ao central quando o portador é o do seu lado, e nunca descura o regresso para entre a linha média e o ponta de lança, condicionando médio defensivo adversário. Importante também a qualidade que apresenta no timing de saída ao portador. Espera pelo aproximar de Mitroglou e só depois de garantida a sua chegada e impossibilidade de a bola entrar dentro entre linhas (avançada e média) sai para pressionar.

Tanto se falou da influência de Weigl e na forma como mal preparado, o Sporting e Jorge Jesus foram “engolidos” logo na construção adversária.

O adversário que enfrentou o SL Benfica era sobejamente mais fraco. Mas, beneficiaram os encarnados de uma melhor preparação, e de maior disponíbilidade de um dos seus avançados para o momento defensivo.

Foi precisamente onde Jorge Jesus começou a perder o jogo, que Rui Vitória o começou a ganhar. Controlado o Dinamo em organização ofensiva, bastou conceder-lhe menos lances para sair em transição e metade do caminho estava feito.

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2364 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

6 comentários em De onde Jesus começou a perder, iniciou Rui a sua Vitória. E Gonçalo Guedes.

  1. O problema é que depois no momento ofensivo é o jogador do Benfica (das 4 posições mais ofensivas, alas e avançados) o que menos oferece.

  2. O Guedes ofensivamente tem sido dos que mais oferece… e alias, neste momento é praticamente o único jogador que tem conseguido receber bola dentro do bloco adversário e ter eficácia em movimentos de rotação com a mesma.

    O Problema do Guedes é a definição algumas vezes, nos últimos 20 metros… ultimo passe, ultimo remate.

    De resto… em tudo o que engloba o jogo de um colectivo, é já aos 19 anos um jogador muito forte… e com um nível de agressividade e intensidade muito bom.

    Quando se tornar mais efectivo no que falei.. é quando dará o salto… e nesse momento passa a ser um jogador de selecção A, e com capacidade para um Grande numa liga mais forte.

    Por enquanto ainda é cedo.. Mas, mesmo assim tem uma utilidade enorme para o Benfica e grupo… e estes miúdos das equipas B.. não precisam de ser jogadores feitos!!! Muitas vezes têm que ser apenas isto… jogadores úteis.. capazes de irem evoluindo.

    E com isto muitas vezes se tornam mais úteis do que possíveis “estrelas” vindas de fora.. e é isto que alguns técnicos portugueses ainda não perceberam… especialmente o Jesus.

  3. O que o Guedes faz defensivamente faria qualquer pessoa inteligente, fazia—o eu fazias—o tu e muitos jogadores profissionais, as dinâmicas defensivas do Benfica estão bem definidas e o jogador “só” tem de as respeitar. O problema do Gonçalo é técnico, é limitado tecnicamente, e nisso não parece que vá evoluir o suficiente para ser um jogador mais do que mediano. Ok, podem mostrar uma boa desmarcação, um bom cruzamento mas no todo é pouco.

    Ah e em 700 minutos 1 golo e oferecido por um defesa adversário é muito pouco para um avançado de tamanha qualidade!

  4. Acho que o jogo de Nápoles – onde para mim o André Horta fez um jogo interessante mas trabalhou mal na movimentação defensiva – também pode ter servido de lição. Assim espero. E o Kiev é bem mais fraco, o que também ajuda.

    Quanto ao Guedes gosto muito. Muito trabalho, conduz bem, combina bem, assiste, finaliza, tem qualidade técnica. Comete erros e é um bocado atrapalhado, às vezes, e depois? Só tem 19 anos. Está óptimo.

    • «Muito trabalho, conduz bem, combina bem, assiste, finaliza, tem qualidade técnica. Comete erros e é um bocado atrapalhado, às vezes, e depois? Só tem 19 anos. Está óptimo.» É isto pois! Quantos tipos de 19 anos andam por aí a “errar” como Guedes erra?

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