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Como Jesus garantiu mais bola no Derby

Abordei nas curtas a forma como o Sporting conseguiu criar dúvidas e dificuldades ao SL Benfica na sua possível pressão. Se uma equipa conseguiu sair em futebol apoiado desde trás e outra não, muito se deveu à forma como Jorge Jesus preparou uma inovação ao seu modelo para o Derby.

Trocou Patrício por William no centro da linha de 3 na construção, metendo William nas costas dos avançados e avançando Adrien para as costas dos médios do Benfica, fixando Fejsa e sobretudo Pizzi mais atrás, garantindo que este nunca iria pressionar William, ganhando espaço e vantagem numérica na construção.

Trocava com paciência entre centrais e guarda redes, esperando que o espaço para progredir surgisse. Ai, Semedo conduzia, invadia as costas dos avançados adversários em posse, e William ocupava a posição de defesa central, precavendo uma possível perda.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2705 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

4 comentários em Como Jesus garantiu mais bola no Derby

  1. Também tinha reparado que o Patrício esta a fazer de William hoje, e que por isso estávamos com mais dificuldade em queimar linhas com um passe, mas que as quebrávamos depois em progressão.

  2. Pensando numa perspetiva de duelos, caso William baixasse, o Pizzi poderia estar + adiantado (saíria ao Adrien), com o Fejsa e os centrais em 3vs2 com o PL e 2ºAV do SCP.

    Desta forma, fica um 4vs4 na zona central (Pizzi+Fejsa+Luisão+Lindelof vs. William+Adrien+Bryan+B.Dost), mas que pode passar a um 5vs4 caso um dos DC do SCP consiga a tal progressão e obrigue alguém a sair na contenção.
    Ou isto ou criaria desequilíbrio no corredor lateral, como tentaram no vídeo.

    Aliás, com esta construção, muitas vezes o jogo estava um 10vs10 a nível de duelos (com os jogadores a fecharem os espaços, obviamente), sendo o Patrício o homem que estava livre e que conseguia libertar um dos centrais, que depois tentaria libertar outro colega para depois se criarem desequilíbrios.

    Agora, queria perguntar se esta opção não tem a desvantagem de iniciar a construção muito atrás (DCs muito baixos)? E quais os impactos que isso tem no jogo do Sporting, neste caso?

  3. Em nada resultou porque o Benfica jogou sempre como é habitual entre linhas e defesa subida. Defendeu sempre em bloco…mais uma vez sofrer golo com a saída do Gonçalo Guedes devido à falta de pressão na primeira linha. O Benfica jogou o seu jogo sempre em bloco e contra ataque rápido e o Sporting poucas vezes conseguiu jogar como gosta em toda a largura mantendo só a posse. Se no proximo jogo em alvalade for assim o Sporting volta a perder. Só é capaz de ter hipotese se explorar passes nas costas dos laterais como vez em alguns lances perigosos deste jogo.

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