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Recupera, identifica, pausa, superioridade, acelera. Benfica no Castelo.

Ofensivamente um dos jogos mais conseguidos do Benfica na presente temporada.

Passou por jogos em que criou mais. Porque acelerou sempre e individualmente quando algumas das suas individualidades estão confiantes, não há muito como os parar na realidade portuguesa.

Porém, na partida da Taça da Liga, voltou a mostrar uma imensa qualidade de decisões no seu processo ofensivo. Um jogo constante de identificar o contexto, perceber o espaço, procurar as superioridades numéricas de forma pausada para nunca colocar em causa a posse. Depois de espaço e superioridade ganha, o click surgia e os criativos e velozes aceleravam na frente e criavam situações de golo em catadupa. No fundo, pausa, pausa, pausa, e aceleração depois de desequilibrio criado. Tal como deve ser! Ao invés de usar somente a velocidade para forçar o desequilibrio. Critério! Na decisão com bola, mas também sem bola! E tanto do que criou a partir da inteligência da movimentação.

O primeiro golo na cidade berço como que a sumarizar toda a primeira parte encarnada.

Critério, inteligência, qualidade técnica. Aceleração só depois de situação assim o pedir.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2706 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

7 comentários em Recupera, identifica, pausa, superioridade, acelera. Benfica no Castelo.

  1. O jogo de ontem não vi com tanta atenção, mas no jogo, na primeira parte sobretudo, de sabado tinha ficado com a sensação de que o Benfica estava bastante melhor na gestão da posse e na saída de bola pressionada. Só me ficou uma questão, mérito do Benfica ou a pressão alta do Vitória é que não é tão organizada quanto isso?

    Abraço

  2. O Rui Vitória entretanto aprendeu “umas coisas” e agora já é bom treinador, independentemente de ter aprendido com ideias de JJ e de outros treinadores?

    Rui Vitória conseguiu aproveitar as rotinas de treino que JJ tinha deixado no Benfica, nomeadamente defesa alta a jogar em linha e bolas paradas (praticamente não mudou nada)?

    JJ mostrou ser um treinador de topo, ganhando metade dos títulos de campeão no Benfica, mas o que agora está realmente a mostrar é que por mais brilhante que o treinador seja não é suficiente para conseguir que um plantel médio se torne num plantel campeão?
    Mais, JJ está a desmentir as suas próprias palavras: as melhores equipas não são as treinadas por si; as melhores equipas são as que têm um plantel realmente bem treinado por um treinador competente e capaz de aprender?

    Precisava mais JJ do Benfica ou precisava mais o Benfica de JJ?

    Pelo visto, o Benfica consegue continuar a ganhar e a jogar bem sem JJ.
    Pelo visto Rui Vitória soube aproveitar e aprender com JJ, acrescentando o seu cunho pessoal, mas sempre com um discurso de união, do “nós”, em substituição ao discurso do “eu, genial treinador, cérebro insubstituível”.

    Sem melhores jogadores, o que vai conseguir ganhar JJ no Sporting?

    Até que ponto as suas declarações desastrosas no pós-Real Madrid (“As melhores equipas em PT são as treinadas por mim”) contribuiu para o esmorecer da confiança dos jogadores do Sporting, que a partir daí esvaziaram a crença que tinham?

    Ter um Gelson não é a mesma coisa que ter Rafa/Carrillo/Salvio/Cervi.
    Ter Dost, Ruiz, Castagnos não é a mesma coisa que ter Jonas, Mitroglou, Jimenez, Guedes.
    Ter Luisão/Jardel/Lindelof/Lisandro não é a mesma coisa que ter Coates/Douglas/Oliveira/Ruben Semedo.
    Ter Nélson Semedo/Almeida/Grimaldo/Eliseu não é a mesma coisa que ter João Pereira, Schelloto, Marvin e companhia.

    Ou seja, é MUITO mais fácil fazer um modelo brilhar com jogadores de topo, com alternativas de qualidade.

    A bazófia de Jesus está esvaziada. Agora queixa-se que os jogadores ficaram traumatizados com pseudo-penalties de Pizzi e Nelson.
    Depois diz que os jogadores ficaram traumatizados com a derrota com o Braga, e por isso ganharam à rasca em Belém no último minuto.
    Depois diz que os jogadores ficaram traumatizados com a derrota em Setúbal, num jogo em que poupou Gelson, Adrien, Dost, e que quando os pôs teve um penalty perdoado aos 72”.
    Onde está o genial treinador? Perdeu-se na amargura de já não ter os plantéis que tinha? Vai passar o resto do tempo a justificar-se com traumas?

    • «Ou seja, é MUITO mais fácil fazer um modelo brilhar com jogadores de topo, com alternativas de qualidade.»

      Claro que é, mas sem modelo também é muito mais fácil fazer com que bons jogadores pareçam marretas. E isso é tão verdade no Benfica, como na Bundesliga, onde o melhor plantel lidera a tabela, apesar de o treinador líder não ser sequer dos 5 melhores.

      Dito isto, então e quem são os bons treinadores da segunda metade da tabela? Ou como não ganham títulos são todos maus com maus plantéis?

        • De Rui Vitória não comento porque não me revejo nisso, mas na Bundesliga, ao nível de treinadores: Roger Schmidt, Thomas Tüchel e Julian Nagelsmann estão claramente furos acima no que a “treinadores” diz respeito. Se tirarmos as palas do resultadismo, Dieter Hecking (começou no Wolfs, está no outro Borussia agora) é também ele melhor e já vamos em 4.

          Não sigo a carreira do Leipzig, mas é unânime que os bons resultados são uma combinação de bons jogadores com um bom treinador, portanto do que vejo e conheço é aqui que se começa a falar de Ancelotti. E não tenho a certeza se não perde para tipos como o Pal Dardai (Hertha) ou o Martin Schmidt (Mainz).

          Isto porque falar da Bundesliga é tão só falar talvez do campeonato mais homogéneo da Europa, quer no campo, quer fora dele.

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