“MarsBet”

Jogar com os adversários. Por trás da finalização de classe de Carrillo.

A finalização de Carrillo é do tamanho da classe que o peruano tem. Um extremo que como poucos controla o ritmo de cada lance em que intervém. Um entendimento dos timings de cada situação quase invulgar em jogadores nascidos e criados no corredor lateral.

Há porém, todo um trabalho de qualidade imensa nas decisões que antecedem o momento da finalização. De Nélson, que continua a desequilibrar ofensivamente os jogos pelo seu critério, que associando-se a Zivkovic ultrapassa primeiro adversário. Com mais espaço ultrapassa o segundo e conduz na direcção do corredor central, tal como se impõe sempre que há espaço dentro. O timing do passe para Jonas, atraindo central ao avançado, abrindo ainda mais espaço do lado esquerdo. E o momento que permite a Carrillo surgir em 1×0. A forma como Pizzi joga com a oposição. Desde o primeiro momento que imaginou fazer a bola chegar ao peruano. Havia, porém, que lhe dar as melhores condições para poder fazer a diferença. Como? A um toque recebe e orienta corpo dentro, obrigando defesa que já adivinhava bola a entrar em Carrillo a travar / abrandar. Travou. Saiu o passe. E agora defesa a ter de voltar a “arrancar” para chegar ao peruano. E portanto, a perder tempo para se poder colocar entre bola e baliza.

Pequenos pormenores que aumentando a imprevisibilidade do caminho a tomar, porque orientou corpo para ir para a baliza, permitiu espaço para o colega.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2706 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

2 comentários em Jogar com os adversários. Por trás da finalização de classe de Carrillo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*