“MarsBet”

Brahimi. A imprevisibilidade no Estádio do Dragão.

Num texto recente abordava a formatação que tantos pais e treinadores “dão” aos seus jogadores / educandos.

por isso, tantos crescem a “saber” que na linha de fundo se cruza, que a bola não se guarda por demasiado tempo e que se houver oportunidade para rematar, não há outra decisão possível

Brahimi é um caso óbvio de imprevisibilidade. Nas pernas o futebol dos miúdos traquinas que enganam meio mundo. Que não sentem o temor de a tocar mais um pouco depois de ouvido o grito do “passa a bola”.

Brahimi desfez o Nacional da Madeira no Dragão, num jogo que não estava fácil de desmontar até o argelino lhe tomar as rédeas.

A forma como obriga a que o adversário se aglomere em número suficiente para que lhe possam tapar o caminho, a possibilitar explorar outros caminhos. O tempo que prende a bola, não permite que oposição se organize como acontece com tantos outros. Enquanto a tem, desorganiza-se o adversário porque é imprevisível. Porque ultrapassa contenção e cobertura mesmo que escasseie o espaço.

Em cada decisão, e tantos foram os lances que criou na partida de ontem, o argelino demonstra ser a prova de que não há tempo certo para ter ou soltar a bola que já esteja predeterminado.

Num dos golos mais bonitos da noite, é espantosa a forma como permite a André André e a Óliver receberem e enquadrarem-se perante última linha adversária. Ainda no seguimento do texto citado anterior, imagine um jogo de crianças supervisionado por adultos. Quantos não teriam exigido que soltasse mais cedo?

 

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2706 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

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