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Primeira parte do clássico. Benfica superior colectivamente.

Há quem considere o FC Porto mais equipa e o SL Benfica com melhores individualidades.

Discordo totalmente. Sobretudo porque quer defensivamente quer ofensivamente, a equipa de Nuno Espírito Santo está bastante longe de cumprir com tudo o que considero mais correcto, e que vem sendo passado por cá há imensos anos.

Se há algo em que o SL Benfica se superioriza completamente à equipa azul e branca é na sua organização. Na forma como entende os momentos do jogo e como reage assertivamente e de forma rápida a cada situação. É uma equipa muito mais capaz do ponto de vista táctico que o FC Porto. Muito melhor posicionada defensivamente. Muito mais pronta para reagir na transição defensiva. Com mais armas no seu posicionamento ofensivo para ligar o jogo em organização ofensiva. Mesmo que no último terço dependa do que faz a cada instante o individual.

O FC Porto pelo contrário é uma equipa que retira muito mais proveito do que é individual. Não sendo uma equipa especialmente trabalhada seja em que momento do jogo for, é uma equipa que retira beneficio dos duelos individuais que se vão sucedendo a cada metro do campo. Impõe-se pela qualidade e imponência de cada um dos seus jogadores no seu metro quadrado.

A superioridade encarnada no jogo da segunda volta, depois de no Dragão ter sido completamente engolido, surgiu fruto de muito maiores valências tácticas que a equipa de Nuno.

FC Porto que depois de vencer o Sporting no Dragão, empata no Estádio da Luz porque tem inúmeros jogadores capazes de no individual promoverem desequilíbrios sem fim. Desequilíbrios que chegam sempre dos impulsos individuais e nunca da forma como a equipa ofensivamente liga o jogo. Porque colectivamente, independentemente de poder vir a sagrar-se campeão ou não, e assume hoje um favoritismo maior que ontem, é a equipa mais débil das três grandes. Mas, já na temporada passada o melhor colectivo não venceu a prova…

Não foi uma boa primeira parte o jogo na Luz. Benfica superior na forma como se apresentou do ponto de vista colectivo, na forma como se organizava rapidamente defensivamente na transição defensiva, e superior quando ligava as suas jogadas. No corredor direito havia Nélson, à esquerda Lindelof era o central que conseguia sair com ligações com bola no pé. E quando acontecia, chegava a zonas mais perigosas. Contudo, pareceu faltar um pouco mais de coragem em cada momento para poder ligar mais saídas e não fazê-lo somente de forma esporádica. Até porque chegado ao último terço, muitas eram as más decisões e até algumas más execuções dos jogadores encarnados, quando as ligações colectivas já tinham permitido ao Benfica chegar à frente. Chegar mais vezes, naturalmente que teria permitido ser mais perigoso.

Na equipa azul e branca, somente Óliver colocava critério no jogo. Saía da pressão com qualidade, ligando os ataques azuis sempre com bola no chão. Ao contrário das decisões para construir que tantas vezes procuram em primeira instância o poderio físico de Soares. Brahimi, nem sempre com os timings ideais para soltar a bola, mas sempre imprevisível. Seria, aliás, na segunda parte, de um rasgo individual do argelino que o FC Porto empataria o jogo.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2773 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

29 comentários em Primeira parte do clássico. Benfica superior colectivamente.

  1. Muito bom post. Tinha ficado com a ideia de que o jogo tinha sido mais partido do que o que acabam de demonstrar. Não tinha noção da qualidade q o Benfica teve na reacção à perda.

    Mas há uma fase no jogo que não mostram é que foi logo a seguir ao golo até aos 25/30 minutos. E aí senti o síndrome dortmund: Benfica a defender e a desistir de jogar, metendo bolas longas e a entregar constantemente ao adversário. Depois melhorou mas quase que me arrisco a dizer que só o empate do porto é que nos meteu a querer jogar o jogo

    • Completamente de acordo! Faltou coragem! é referido isso no post! E até estava fácil chegar ao último terço em situação vantajosa… mas voltou o SLB ao bola no Ederson e ele estica… poucas vezes aproveitou a superioridade na construção para chegar com ela redonda À frente, como mostra o video…
      Ainda que se possa considerar que merecia vencer… poderia ter sido melhor no período entre os 25/30 que falas e o empate… estava mais perto do 2a0 se tivesse mantido o querer jogar!

  2. Estou estupefacto com o nível de benfiquismo desta “análise tactica”. Respeito muito o vosso trabalho mas já tinha ficado com a ideia de que a nível de futebol nacional havia aqui alguma clubite. Hoje foi a prova final. Falar em melhor organização defensiva do Benfica, dizer que é muito superior tacticamente e que a equipa do Porto não é especialmente trabalhada em nenhuma fase do jogo é digno de uma análise tactica à Pedro Guerra depois de uma conversa telefónica com o Rui Gomes da Silva, com o profundo conhecimento tactico que ambos têm. Para não esquecer, estamos a falar de uma equipa, FC Porto que deixou sofreu golos em 11 jornadas das 27 (5 dos 13 golos sofridos nos 4 jogos contra os grandes) e que nos últimos 7 jogos, sofreu 5 golos (3 contra a Juve, 2 com 70 minutos com 10 jogadores e outro de penalty em mais um jogo com 50 minutos a jogar com menos um), um de penalty no sábado e outro num erro/lance de azar individual (Felipe contra Setubal). Omitir isto e considerar o Benfica como sendo melhor organizado tacticamente e defensivamente, ignorando a organização defensiva do Porto é de quem não conseguiu despir a camisola antes de escrever a cronica. Assim sendo, toquem-se no futebol internacional ou então tentem deixar a clubite fora do Blog, que seja um exclusivo das crónicas no Rascord.
    Um abraço.

    • O FCP sofre poucos golos não é pela sua organização defensiva. É pela muita qualidade defensiva dos seus jogadores e por opções próprias do Nuno nos momentos ofensivos…

    • Demorou a perceber João Barros 😉 O blog é jeitoso, vénia a alguns dos seus autores, nomeadamente ao Paolo Maldini mas, de facto, às vezes não é fácil despir a camisola 🙂

      Ah, se continuar a passar por aqui (eu continuarei com muito gosto) verá que está quase concluída a fase de transição do Deus Na Terra do JJ para RV 😉

      Cumprimentos para todos 🙂

    • Meu caro João Barros,
      Primeiro que tudo, explicar só com números o teu ponto de viste é um bocado redutor..
      Segundo, eles não dizem que o Porto é pior a defender, simplesmente dizem que utilizam diferentes características.
      Terceiro, o Benfica é melhor em preenchimento de espaços, condicionar a ação do adversário e controlo da profundidade.
      Quarto, o Porto tem a melhor defesa muito por causa da agressividade defensiva dos seus jogadores (Danilo, Marcano e Felipe) e isto para o campeonato Português é muito importante visto que as equipas atacam com poucos.
      Quinto, numa análise mais simples o Benfica obriga a equipa adversária a jogar para onde ele quer e o Porto quer recuperar a bola logo (sendo agressivo no portador da bola em ações 1v1).

  3. Na 1a volta levaste com os lampiões, hoje levas com os tripeiros lol

    Não é para todos olhar por cima do resultado… viva o Sporting que ainda vai a tempo…

  4. Maldini, o comentário do João Barros é elucidativo da ideia geral que se criou sobre ambas as equipas. Como sofre poucos golos, o FCP é bem organizado. E é isto que o adepto vê: números.

    Durante o jogo fiquei com a ideia que se o SLB arriscasse um pouco mais poderia ter feito mais golos, como tu dizes. Ainda assim, conseguiu controlar o jogo na primeira parte contra um FCP muito dependente do que podem fazer Corona e Brahimi.

    Aguardamos a análise à segunda parte.

  5. Excelente reflexão a rebater 99% das balelas repetidas na televisão, sobretudo a respeito da “solidez defensiva” do Porto. A solidez defensiva é estar sempre com muita gente atrás da linha da bola, alguma qualidade dos defesas nos duelos e pouco mais. E com a onda de lesões do Benfica, ainda têm formado onzes de qualidade individual superior ao Benfica em muitos jogos, sobretudo depois do regresso de Brahimi. Na primeira parte estava fácil demais e o Benfica aburguesou-se e quis resolver numa transição. O Benfica deixou para mais tarde aquilo que já podia estar resolvido e o Porto está a contar com o ovo no cu da galinha. Duas más estratégias, mas uma delas vai funcionar.

  6. Já não é de hoje, se este site nos ultimos tempos não está a respirar Benfiquismo por todo lado, é pura coicidência 😉

    Este site ainda vai tirar lugar ao Eliseu na lateral esquerda.

  7. O FC Porto de Nuno Espirito Santo não apresenta qualidade coletiva acima da média em nenhum dos momentos do jogo.

    É de facto competente defensivamente, por motivos que em nada têm a ver com organização coletiva da equipa. Para começar, tem 5 jogadores fortissimos nos duelos individuais ( Maxi, Felipe, Marcano, Alex Telles e Danilo), sendo que 4 deles( Maxi é a exceção), são rápidos, muito fortes fisicamentes, bons no jogo aéreo e com muita disponibilidade física. Apesar de nem todos serem muito bons do ponto de vista posicional, aliás apenas reconheço em Marcano uma cultura tática e sentido posicional acima da média, a maneira como o FC Porto joga faz com que a equipa se exponha pouco e promova os duelos individuais, onde todos eles são fortissimos, pelo ar e pelo chão. É essencialmente daqui que vem a mais valia defensiva da equipa, equipa que raramente se desequilibra porque não evolve muitos jogadores em manobra ofensiva( na maioria dos jogos e em todos os jogos de elevado grau de dificuldade pelo menos) e jogadores fortes defensivamente.

    A nível ofensivo é um desastre ainda pior, alguma qualidade individual( não muita porque não jogam os melhores também) a disfarçar problemas gravíssimos coletivamente. Incapacidade de sair a jogar apoiado por inúmeros motivos, primeiro porque os defesas individualmente têm dificuldades técnicas( principalmente Felipe) e de tomada de decisão( Alex Telles horrível), mais uma vez o melhorzinho é Marcano que tenta ter algum critério. O 6 também não ajuda pois tem dificuldades absurdas em jogar dentro do bloco adversário. Depois a equipa não se prepara muito para sair apoiado, troca um dois passes sem grande qualidade no jogo posicional e à minima pressão bate na frente. Só de facto quando Oliver liga é que a equipa apresenta qualidade a sair.

    Na frente o FC Porto tem resolvido por dois motivos, o primeiro é Brahimi, a verdade é que ele pode falhar um bocado nos timings de soltar, mas também 90% das vezes é praticamente obrigado por falta de apoios a ir sozinho, e ele é genial, muito muito forte no 1×1, tecnicamente muito bom, decide relativamente bem, dos melhores jogadores da liga e tem decidido muitos jogos, o jogo em ataque organizado é basicamente rezar pela sua inspiração. E depois Soares tem sido importante também, apesar das limitações evidentes, num modelo com tanta bola pelo ar, tanta procura pela profundidade, tantos cruzamentos e tão pouco exigente do ponto de vista de envolvimento coletivo, um jogador das características dele acaba por conseguir fazer muitos golos.

    • a incapacidade do Alex Telles cortar uma vez pelo meio, até mete pena…mesmo muito mau com bola quando pára…em corrrida faz sempre o mesmo mas lá vai tendo sucesso quando apanha jogadores piores q ele pela frente. Se tiver de tomar um decisão diferente, não consegue. Cumpre defensisvamente no 1 pra 1

      • As laterais defensivas eram a única posição onde realmente havia uma superioridade bem notoria do SLB no individual… mas com a lesão do Grimaldo… as coisas esbateram-se. O Telles é bem melhor que o Eliseu… mesmo sendo muito burrinho…

  8. Continuo a dizer que é crime este Olivier estar nesta equipa…..!

    Com um pouco de engenho ainda vamos ter luta a três no campeonato.

    • O Oliver deve ter batido o record de carrinhos no jogo de sábado. Não está no Atlético mas pouco falta. E ainda assim, das raras vezes que tem bola é em péssimas condições e consegue fazer toda a diferença, craque!

  9. Nem 8 nem 80. Como leitor assíduo, creio que há mais detalhe na análise deste Benfica em relação ao Porto, não sei se por simpatia com o clube ou com a equipa e a sua forma de jogar. Quanto ao post e ao jogo, é verdade que o Benfica é mais consistente na sua orgaizacao, este Porto é colectivamente pouco trabalhado, num campeonato como o nosso não aproveita jogadores como Olivier, Brahimi, Corona, André Silva, Jota, o próprio Danilo que melhorou muito na sua decisão, os laterais invariavelmente envolvem-se numa jogada monocórdica que acaba com cruzamento (raramente da linha de fundo ou com vantagem para cruzar) e a equipa é, ofensivamente, muito aquém do que poderia dar. Defensivamente garante com a combatividade e o poder físico dos centrais e de Danilo sobretudo. Estabilizou uma linha de 4 mais 1 e isso acaba por garantir alguma regularidade. No jogo da Luz, creio que o Benfica foi melhor equipa e beneficiou de o Porto não ser equipa talhada para garantir superioridade em posse e recuperação alta com todos, mas não foi tão superior como o Porto na primeira volta no Dragão. Claro que sou eu adepto a ver, com a objectividade possível que tento que seja o mais próximo daquela que tenho quando não vejo o meu Porto.

  10. O Maldini sabe incomensuravelmente mais disto do que o NES e o Rui Vitória somados pelo que a sua análise está provavelmente correcta.
    Ainda assim, este Benfica não vale nada. É essencial notar que o Benfica jogou em casa e a diferença entre os 2 desafios (Dragão e Luz), na perspectiva do Benfica, tem essencialmente a ver com isso. As equipas menos preparadas como o Benfica ficam mais expostas nos jogos fora de portas e, olhando ambas, é inegável que o FCP foi uma equipa muito mais personalizada na Luz do que o Benfica no Porto. O Maldini refere “falta de coragem” mas algo disso terá certamente a ver com o facto dos jogadores não se sentirem especialmente capacitados (tratando-se de belíssimos jogadores a responsabilidade recai sobre o treinador).

    O FCP mais do que discutir foi (na minha opinião) superior. Mandou no jogo entre os 5 e os 60, depois o SLB equilibrou, e os últimos 10 minutos foram de sobressalto para o FCP em virtude de 2 ou 3 bolas paradas perigosas onde poderia ter sofrido o 2-1. Foram esses 10 minutos finais onde não fez nada de especial mas onde teve um par de bolas paradas perigosíssimas que deram aos benfiquistas e ao Benfica a sensação de que foram superiores. Não foram e quando durante 70 minutos, Ederson, jogando com as mãos, em lançamentos, cria para o Benfica quase tantas jogadas de potencial perigo quanto os restantes 9 jogadores de campo (somente o lateral direito criou mais do que Ederson), está tudo dito sobre a incapacidade deste Benfica. Novamente: jogando no seu estádio. A par, o Benfica só defende bem porque se senta em frente à sua área. Não é especialmente difícil defender bem nessas circunstâncias e mesmo assim Brahimi e Oliver faziam o FCP acercar-se da sua área. O Porto não criou ocasiões de golo mas teve a bola, jogou, e levou jogo até às imediações da área do SLB. Isso já foi muito mais do que aquilo que a equipa do Rui Vitória fez.

    Já o SLB foi mais uma vez uma equipa fraca e só não perdeu porque jogou no seu estádio.

    • Ai sim? Então explique-me porque raio o Benfica teve mais do dobro dos remates enquadrados e não enquadrados à baliza que o Porto? E teve 9 remates DENTRO da área à baliza enquanto o Porto teve apenas 2 durante o jogo todo. E até um deles, o que deu o golo, foi irregular?
      O futebol é para ser jogado só no meio campo?

      • Caro Joe Mancini

        Eu explico-te isso: quando o Benfica atacava e o FCPorto travava em falta os jogadores do Benfica, o árbitro assinalava falta e o respectivo amarelo (aliás toda a defesa do FCPorto ficou amarelada e obviamente condicionada), já quando era o contrário, Nélson Semedo mostrou-se insuperável face a Tiquinho Soares e Otávio, deixando-os por terra e com o árbitro a mandar seguir, já com Diogo Jota como não havia opositor foi levantado o “instrumento de trabalho” do fiscal-de-linha e ainda outra em que não houve finalização por mérito de Ederson.

        Houve iregularidade precedente ao golo de Maxi, mas como querias que o fiscal-de-linha visse isso se “não viu” a agressão de Samaris a Alex Teles logo aos 2 minutos de jogo.

    • Por muito que me custe admitir como benfiquista, tenho que concordar com este post. os únicos minutos que vi o benfica jogar realmente a bola foi antes de marcar o golo e senao me engano mais uns minutos depois do golo… foi para cima do porto e nao deixou este respirar…fez uma pressão asfixiante. obviamente que o benfica nao ia aguentar o jogo todo faze lo. mas de certeza que aguentava ate fazer o dois zero por ex. apos fazer o golo baixou as suas linhas e voltou ao mesmo benfica de sempre. Como apreciador de bom futebol não consigo gostar deste benfica que com equipas de nível semelhante parece uma equipa pequena. claro que os títulos e q importam…vamos ver se os continua a ganhar

    • Em que canal viste o jogo? Ele deu na BTV…… O porto rematou à baliza? Fazer posse nos centrais não é domínio. O único jogador do porto que criou real perigo foi o brahimi, e pegava na bola no meio campo do porto que era onde lhe era consentido.

  11. Os primeiros 5 parágrafos são a razão pela qual, mesmo sendo Sportinguista, prefiro uma vitória do benfica no campeonato… Perder o título para o Rui Vitória é mau, mas ter o NES campeão português seria o cúmulo

  12. O que mete mete impressão é o Eliseu, nunca vi jogador tão mal no plano ofensivo. Será que é por isso que o Rafa, Zivkovic ou até Carillo tem sofrido mais quando jogam na esquerda???

    Espero que o Grimaldo comece a jogar porque vai ser muito útil para dar chocolate 😛

  13. Boa tarde,

    O que salta à vista é a falta de qualidade no futebol dos 6 primeiros classificados, principalmente nos três grandes.

    Este clássico foi, nas palavras de um sábio, “um cheiro a mijo que não se aguentava”.

    Benfica marca um golo num penalti madrugador, senta o rabo à entrada da área e espera pelo Porto, sabendo de antemão que viriam cruzamentos em barda para o Soares e fé no ressalto.

    Que aconteceu! No início da segunda parte, um cruzamento, uma carambola e golo do Maxi.

    A seguir é a vez do Porto vir para trás, fugir da bola e agradecer ao Casillas o facto de vir com o empate de Lisboa.

    Futebol? Pouco, muito pouco mesmo, duas equipas que não quiseram a bola, que fugiram à sua responsabilidade de querer ganhar o jogo, de querer marcar golos ou, no seu aspecto mais básico, de querer a bola para jogar.

    Duas equipas que, a jogar assim, não terminavam em quinto lugar no campeonato espanhol, tantas são as insuficiências com e sem bola.

    Culpa do Sporting e culpa do jesus por não estar em primeiro, bastava colocar os melhores em campo, não este conjunto de jogadores overfed que agora tem entrado.

    E com menos qualidade individual do que Porto e Benfica.

    Um abraço

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