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Decisões e enganos. Usar a cabeça. Daniel Podence.

Sporting soccer player Daniel Podense (R) fights for the ball with Boavista soccer player Anderson Carvalho (L) during their Portuguese League Cup soccer match held at Alvalade XXI stadium in Lisbon, Portugal, 14 January 2015.MIGUEL A. LOPES/LUSA

Não engano na decisão, mas engano de enganar os adversários. A capacidade de ludibriar o adversário foi e é sempre algo que se paga muito caro. Hoje, os que fazem a diferença não enganam somente no seu drible. Não enganam somente o seu marcador. Tornam o jogo mais imprevisível. Diferente daquilo que os adversários esperavam, pela tomada de decisão.

Um lance aparentemente simples, de um miúdo que sendo muito veloz e com condução fácil, também é capaz de entender os devidos momentos para enquadrar as suas decisões. Um daqueles traquinas que engana meio mundo. Daqueles que fazem valer a emoção do jogo. Acelera ganhando vantagem espacial e impedindo mais oposição de entrar no lance e posteriormente… abranda e engana adversários ganhando milésimos de segundo importantes num jogo cada vez mais rápido, e vantagem numérica para o prosseguir da jogada.

E ainda a decisão sempre acertada na “cara do golo”.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2706 artigos
Criador do Lateral Esquerdo, é também professor no Estádio Universitário de Lisboa. Treinador de futebol, tendo almejado diversos titulos nacionais. Experiência como coordenador de futebol formação e palestrante em diversas Faculdades de Desporto. Autor do livro "Construir uma equipa campeã" da editora PrimeBooks.

7 comentários em Decisões e enganos. Usar a cabeça. Daniel Podence.

  1. Desde 2007, a mostrar como se faz.

    A mostrar que as boas decisoes aproximam sempre do sucesso, mesmo que o sucesso nao venha “hoje”.

  2. Entusiasmante. É a palavra que melhor define o Podence.

    Jesus tem tantos jovens de qualidade que podem elevar o modelo dele ofensivamente para mais do que ele idealiza e por algum motivo insiste em tentar optar pelas soluções que permitem mais facilmente “robotizar” o processo. Quando tens na tua equipa Matheus Pereira, Gelson, Podence e Geraldes, a única preocupação numa equipa onde não há nada para ganhar devia ser dar-lhes o máximo de minutos possível e fazê-los absorver ao máximo o que pretendes deles sem bola e a nível defensivo para que estejam preparados para a próxima época.

    Infelizmente, não é essa a visão do treinador e é mais que certo que na próxima época vão andar por equipas que lutam para não descer de divisão. Quando ainda agora o Pepa na entrevista que deu disse por A+B que são jogadores que estão muito acima daquilo que é a qualidade dos outros e que o lugar deles é no Sporting a ganhar minutos

  3. E no último lance até se podia fazer ligação com o post do Xabi Alonso e de como o companheiro estraga a coisa.

    Não sei quem era a avezinha, mas a forma como vinha a passear no prado à espera do remate do parceiro era para levar forte puxão de orelhas depois.

  4. Mais uma vez, não estou de acordo, como no lance do Alonso e Coman: neste lance, se é jogador de topo, marca golo. Isto não foi uma decisão ‘boa’, como vocês aqui defendem. Foi ter medo de falhar o golo.

    Perguntem ao Mbappé como se faz.

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