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As finais e a tomada de decisão

Messi tem vinte e seis golos em vinte e cinco finais, afirmava o comentador da partida da final da Taça do Rei.

Não é somente pela experiência. Vivenciar continuamente os grandes palcos traz serenidade. Perceber que uma carreira não depende de um jogo, de um golo, do quanto mostras num palco, faz toda a diferença.

Há sempre quem consiga manter o perfil de decisões mesmo em jogos com uma envolvência totalmente diferente. Outros, por sentirem que o brilho e os holofotes podem ser um comboio que só passa uma vez, perdem-se e ainda actuam a um nível inferior, porque a sua tomada de decisão é afectada.

Ou na área devemos rematar sempre?

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2855 artigos
Creator of the "Lateral Esquerdo", is also a teacher at the University Stadium in Lisbon. Soccer coach, having conquered several national titles in Portugal. Experience as soccer coordinator, and lecturer at various Sports Universities. Author of the book "Build a champion team" from the publisher PrimeBooks.

1 comentário em As finais e a tomada de decisão

  1. Excelente análise! A ânsia de querer marcar, num lance onde o público já gritava golo, fez com que o jogador se alheasse completamente do que o rodeava. Já tinha a decisão definida mesmo antes de tocar na bola, e nem por um segundo pensou fazer diferente. Os grandes jogadores, as grandes equipas têm oportunidade de vivenciar essas situações “n” vezes, e essas situações são menos frequentemente vistas. Messi, claro, é estratosférico.

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