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Sporting 2017 / 2018. Parte II.III

Defesas Esquerdos:

Jonathan Silva. Apesar de ser um jogador que não prima pela tomada de decisão ou critério com que define os lances, procurando-se valer da forma tensa como consegue colocar a bola na área na expectativa de que alguém apareça, em detrimento de ideias mais pensadas ou do servir colegas, tecnicamente e fisicamente é um upgrade no corredor esquerdo. A sua partida por empréstimo para a Argentina nunca terá sido consensual uma vez que nunca ficou o Sporting suficientemente bem servido na sua posição. Perde em centímetros para Marvin e na defesa do espaço aéreo defensivo tal poderá fazer diferença.

Marvin Zeegelaar. Dificilmente permanecerá no plantel, apesar da importância que teve na temporada passada. Defensivamente mostrou competência, porém, num modelo como o do Sporting em que se pretende maior protagonismo com bola, expressa na habilidade técnica, motora e qualidade de decisões, o holandês mostrou ficar aquém das expectativas. Ficando, seria uma opção ter em conta pelo facto de ser um jogador equilibrado defensivamente, mas sendo opção seria a prova de que ficariam problemas por resolver no corredor esquerdo.

Fábio Coentrão. A chegada do português permanece num impasse. Muitas dúvidas sobre se estará apto para a maioria dos jogos, e se para aqueles em que estará, terá condição física suficiente para poder apresentar qualidade. Se tal for uma realidade, Coentrão é um jogador incrível. Talento, inteligência, capacidade para desequilibrar ofensivamente, seja por dentro, por fora, em drible ou combinações, e competência defensiva bem acima da realidade portuguesa. Já conhece as ideias de Jorge Jesus, e poderá ser uma das figuras da temporada em Portugal. O tipo de lateral que todas as grandes equipas precisam.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 74 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

4 comentários em Sporting 2017 / 2018. Parte II.III

  1. Entretanto o impasse desbloqueou-se e o Fabio Coentrão está confirmado. Resta saber em que condições físicas e psicológicas vem.

  2. Ambas as partes ficam a ganhar. Fábio quererá convencer Fernando Santos que pode ser a alternativa a Raphael. Se a época correr bem e voltar ao nível do Benfica, até poderemos ter Rapahel a interior esquerdo (tal como fez no Borussia durante muitos jogos na época passada) e Fábio a lateral.

  3. …epá sinceramente, o despedimento do Marco Silva foi um erro histórico do Sporting….
    JJ treinador de jogadores telecomandados, modelo já ultrapassado….na minhas opinião as alas estão pior servidas que o Ano passado, que já não eram grande coisa….
    Fora do assunto: tenho muita pena do Bruno Fernandes, mais um bom jogador que vai desaparecer nas mãos de JJ, assim como Geraldes….mas não há nada a fazer, o gajo é que é o cérebro….se bem que eu acho que o gajo se acha mais que isso, acha-se o cérebro, o jogador, o Prési, enfim acha-se um Deus que não passa de um Pavão…
    O futuro estará aí para evidenciar o engodo………

  4. As laterais eram o principal problema do sporting e parece-me que deveria haver mais cuidado com as escolhas.
    Até concordo com a escolha de Coentrão mas não se sabe em que forma poderá estar.
    Não seria mais lógico ter outro lateral com pelo menos consistência? Faz sentido dispensar um titular que sabe já a forma de trabalhar e chamar um que foi dispensado o ano passado?
    Por mim o Marvin não ficava mas para isso contratava-se alguém que dê o minimo de garantias.

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