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FC Porto seguro e formoso na Pedreira

Em Braga, apenas mais uma confirmação do que vai construindo Sérgio Conceição.

Entre o que é individual e colectivo, a equipa azul e branca é por agora a que mais preparada parece para caminhar na Liga. Se na temporada transacta sofria poucos golos porque beneficiava de ter nos seus cinco mais recuados, os jogadores mais fortes no resolver de duelos individuais defensivos, na presente época junta a tal capacidade (Ricardo, com menos que Maxi, nos tais duelos defensivos), organização e competência colectiva. Por isso, ainda nesta semana questionava, quantas equipas em Portugal marcarão ao FC Porto de Sérgio Conceição? Para já, em quatro jornadas, ainda ninguém descobriu o caminho para as redes de Casillas.

Ofensivamente, um jogar assente em ideias totalmente diferentes. Há quatro meses trouxe a este espaço os primeiros 10 minutos do FC Porto na pedreira. Sem uma única saída pelo chão. Quatro meses após e uma mudança de treinador, aos 10 minutos de jogo, já o Porto tinha criado e marcado. Sempre com as saídas que se idealizam aqui.

FC Porto que pela simples proposta de sair a jogar, abrindo centrais, baixando Danilo, e colocando Óliver, Corona e Brahimi a poderem receber primeiro passe que sai da construção, potencia bastante mais a qualidade dos seus jogadores.

Se individualmente, a sua linha defensiva e Danilo (também há Fejsa) são os mais fortes da Liga na competência nos momentos defensivos, a proposta de Conceição aproveita agora também Óliver, Corona e Brahimi.

Os três juntos com Danilo, compõem a melhor linha média de quatro em Portugal. E com larga distância para os demais. Brahimi, o “fura linhas”, sempre que recebe tem a capacidade para desequilibrar o jogo, pela facilidade com que ultrapassa toda a linha média adversária em drible. É na Liga o jogador com mais desequilibrio individual. Óliver, o génio que pensa cada ataque, sempre sem erro, sempre com as melhores decisões. Um portento de decisão e qualidade técnica que encontra no actual FC Porto o espaço perfeito que o levará de volta à melhor Liga do mundo, e a uma das melhores equipas do futebol mundial. Jesus Corona, o talento técnico a quem somente falta oferecer variabilidade nos seus momentos sem bola. Com bola, outro desequilibrador nato.

Os desequilibrios e forma como a linha média consegue chegar consecutivamente ao último terço com bola em zonas prometedoras, a aproveitar os movimentos de ruptura de Aboubakar. A linha ofensiva azul é a única onde o FC Porto perde claramente para o rival Benfica, que com Jonas a jogar entre linhas e a aparecer a finalizar, não tem igual. Em tudo o mais, Sérgio Conceição reuniu condições para terminar com o longo ciclo de vitórias do seu rival.

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 2860 artigos
Creator of the "Lateral Esquerdo", is also a teacher at the University Stadium in Lisbon. Soccer coach, having conquered several national titles in Portugal. Experience as soccer coordinator, and lecturer at various Sports Universities. Author of the book "Build a champion team" from the publisher PrimeBooks.

8 comentários em FC Porto seguro e formoso na Pedreira

  1. Acho que o FC Porto vai ter dificuldades na primeira fase de construção contra equipas que saibam pressionar alto. As ideias estão lá e são boas, o jogo posicional também, mas acho que a falta de qualidade de alguns elementos da defesa vai levar a falhas neste capítulo.

    Felipe tenta cumprir o que SC pede, mas revela sempre dificuldades, optando muitas vezes por lateralizar e quando apertado treme sempre. E depois o grande problema passa pelo 6, Danilo não só revela deficiências técnicas como se esconde e raramente dá boas opções aos colegas nem que seja só para funcionar como apoio frontal, acho que vai residir aqui um dos grandes problemas da equipa.

    De resto, só Ricardo Pereira é tecnicamente acima da média e capaz de desiquiibrar logo desde trás. Marcano é certinho mas nada do outro mundo e Telles longe de ser tosco, não prima pela inteligência…

  2. Melhores soluções com chegada e envolvimento de mais gente. Mas atenção à transição defensiva no pós perda. Por consequência, menos gente, mais difícil, perda da sincronização inter-sectores, defesas a descerem abrindo-se crateras ali no meio. Sobressaltos. A rever e a ajustar. Contra maiores será fatal.

  3. bluevertigo, acho que o mais preocupante será mesmo a qualidade com bola dos jogadores mais recuados.

    E sobretudo as possíveis lesões. Se este Porto calha de se lesionar 2/3 titulares em simultâneo, vai passar dificuldades.

  4. Se calhar dia 1 de Setembro as coisas estarão diferentes…o mercado está a mexer muito nos 3 grandes e há vendas já feitas que só serão tornadas públicas dia 31…por agora, alguma inside information aqui com pistas do que irá acontecer

  5. Isso seria tudo verdade se o futebol se resumisse a jogos individuais, se fosse um sprint e não uma maratona. Brahimi e Corona, como tem demonstrado na sua carreira, são jogadores muito irregulares. O Brahimi então, é capaz de fazer 2/3 jogos de grande qualidade e passar 4/5 onde é mais inútil em campo que um juvenil. E o suposto rendimento que se fala não tem sequer arranhado os rendimentos do Gelson (3 golos), Acuna (3 golos) ou Salvio (2 golos), por exemplo. Já para não falar que quando o número de jogos apertar e a falta de alternativas se começar a notar… Daí que a frase “Os três juntos com Danilo, compõem a melhor linha média de quatro em Portugal. E com larga distância para os demais.” seja uma autêntica barbaridade. Considerar a melhor ainda aceito, vai da opinião de cada um. Agora dizer que é com larga distância para os demais, sendo os “demais” Fejsa, Pizzi, Cervi (Rafa) e Salvio (Zivkovic) ou William (para já), Adrien (Bruno Fernandes), Gelson e Acuna é de uma fé muito grande num rendimento excepcional, que ainda não se verificou esta época nem em nenhuma das carreiras dos jogadores apontados. Óliver incluido.

  6. Só vi a primeira parte, por isso corro o risco de escrever alguma parvoíce.

    Pela primeira vez o FCP passou por algumas dificuldades. Não só aquilo que já referiram como fiquei com a ideia que as transições apresentaram várias deficiências. A quantidade de vezes que andou por ali gente de frente para a baliza sem contenção foi assinalável, mesmo em apenas 45 minutos.

    Mas, claro, dificuldades-dificuldades, passava o FCP na época passada. Aquilo não era nada.

  7. Independentemente do que o “chalana” sabe ou não sabe, o verdadeiro teste para o FCP será quando tiverem que começar a jogar duas vezes por semana. Este FCP lembra-me o SCP de Leonardo Jardim: um onze titular e é tudo. A diferença, claro, é que o SCP não chegou a ter oportunidade de confirmar isso da pior forma, logo se livrando do (previsível) peso físico e sobretudo psicológico da coisa.

  8. Eu apenas parã já quero ver que porto vamos ter em desvantagem e com o aproximar do final do jogo(se os comportamentos se mantém quando emocionalmente não tiveres por cima) e também dp de uma derrota!!! Aí sim conhecerei melhor o Sérgio e o porto 17/18

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