Mais e Menos da Semana

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MAIS

Fábio Coentrão

Está bastante longe de ser um jogador feito. Tão pouco, parece ter, na actualidade, qualidade para jogar muitos minutos no SL Benfica. Mas, tem denotado muita vontade de evoluir. Merece, indubitavelmente, a possibilidade de ser trabalhado por Jorge Jesus na época vindoira. Um hat-trick, é sempre algo memorável. Fica ligado ao pouco que a selecção nacional produziu em Toulon.

MENOS

Carlos Queiróz

As opções tomadas na partida contra a Malta, são de tal forma estapafúrdias, que quase se pode dúvidar da lucidez do professor. Apostar na força, em detrimento do talento é um absurdo. Tiago, Simão, Moutinho, Nani, Nuno Gomes ou Postiga, seriam bem mais proveitosos num jogo desta natureza que Pepe, Meireles, Boa Morte e Hugo Almeida.

Ainda que o apuramento possa estar mais próximo, fica a sensação, de que com Queiroz como timoneiro principal, estar ou não estar na África do Sul…

MAIS OU MENOS

Rui Costa

A decisão de não continuar com Quique Flores é boa. O espanhol fez notar que o seu (mau) caminho jamais se alteraria. Contudo, fica a sensação de que Quique parte demasiado tarde. Com um plantel único, para aquela que foi a realidade das duas últimas décadas, só alguém tão narcisista quanto Flores, realizaria uma época tão fraca quanto esta. Terá faltado, porventura, coragem para agir enquanto era tempo.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3011 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

2 Comentários

  1. O Fábio Coentrão é o melhor extremo português sub-21 da actualidade e, pela boa época realizada ao serviço do Rio Ave, merece fazer, pelo menos, a pré-época. Não é inferior, por exemplo, ao Dí Maria e ganha certamente menos que o internacional argentino, com rendimento não muito diferente. Reyes (se o Benfica o conseguir manter) e Fábio Coentrão formam uma ala esquerda interessante.

    Quanto ao Quique, não acho que seja tão mau como se diz, mas também me parece que a sua continuidade só prejudicaria o Benfica. No contexto nacional, os únicos que vejo com potencial para treinar um clube grande são o Jorge Jesus e o Carlos Carvalhal, este último com algumas reservas. De qualquer modo, espero que o sucessor de Quique faça uma boa temporada, para devolver a competitividade ao nosso campeonato.

    Uma última nota para a suposta qualidade do plantel do Benfica esta época. Concordo que, do meio-campo para a frente, a equipa tinha alternativas de grande qualidade, mas não acho que o sector defensivo estivesse à altura de um grande clube. Luisão, Miguel Vítor e Jorge Ribeiro são banalíssimos, Maxi não tinha concorrente directo e Léo foi embora no Inverno. Resumindo, os únicos defesas do Benfica com potencial são o Sidnei e o David Luiz, que, curiosamente, jogou encostado à esquerda.

    De resto, bom texto.

    Saudações desportivas.

  2. Muito o professor tem falado aqui do Coentrão, como um jogador com um grande potencial. E verdade de facto, mas no nosso pais, um jogador como ele.. e um jogador banal e não há muito que distingua ele do Nani do Vierinha, do Paulo Sergio (extremo formado a uns anos no Sporting com passagem pelo Belenenses), do Fabio Paim.
    Uns com mais ou menos talento, uns com mais ou menos sucesso, são jogadores com muito comum que tiveram opurtunidades diferentes. Mas , concluindo, não consigo perceber o motivo do Coentrão ser diferente de outros.

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