O magnífico derby minhoto

É de facto magnífico que em Portugal, um jogo sem a presença dos ditos três grandes seja presenciado por quase trinta mil espectadores. Toda a envolvência do derby é fantástica. Desde a rivalidade dos adeptos, à vontade de fazer bem presente em todos os jogadores.

Venceu o Vitória. Porventura, tanto ou mais por culpa própria bracarense, do que por mérito vimaranense. Alan e uma infelicidade de Miguel Garcia, ditaram, individualmente, o resultado do derby.
É mais equipa o Braga. Porém, emocionalmente era um jogo altamente favorável ao Vitória. A vitória recente em Alvalade, a possibilidade de se manter no grupo dos segundos classificados e principalmente a hipotese de colocar o Braga a sete pontos, conferiam uma vantagem anímica nada desprezável.
E o jogo não foi muito diferente do que se poderia supor, até ao momento em que Alan é expulso. O Braga mesmo mais recuado, sempre bastante adulto, e o Vitória a procurar dar muita intensidade ao jogo. Mais pelo coração que pela cabeça, na verdade.
A segunda parte trouxe um Vitória menos capaz do que seria de supor, tendo em conta a superioridade numérica. Não é de estranhar a quase ausência de oportunidades de golo. A procura incessante somente pelos corredores laterais, e a incapacidade para ter os avançados a participarem com qualidade no processo de jogo ofensivo, foram permitindo ao Braga sonhar com o ponto.
Mérito para o crer do Vitória. Tem vários bons jogadores e ainda que do ponto de vista ofensivo não tenha demonstrado colectivamente ser capaz de jogar de forma assertiva em ataque organizado, atravessa um momento animico extraordinário (devido aos excelentes resultados que vem obtendo, obviamente).
P.S. – Com apenas quarenta segundos para jogar, Domingos resolve mexer na equipa, retirando o capitão. Entre o tempo que demorou a substituição e a colocação da braçadeira no novo capitão, quase se esgotava toda a compensação. Substituição bem estranha. Há, contudo, quem tenha golpe de asa. Talvez não se deva criticar quem arrisca assim. Que um golo de Meyong teria sido quase histórico, ninguém pode negar.
Sobre Paolo Maldini 3777 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

1 Comentário

  1. Realmente, sem ser dos grandes e não há comentários. Outra coisa, ainda se mantém a opinião de que a forma de defender de Machado é… suicída, ou lá perto, homem a homem, ou lá como é? E a Choraminguice, é justa? O primeiro golo, do Braga, é ilegal… Quem mereceu mais afinal ganhar?

    Abraço

    Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera

    Bimbosfera.blogspot.com

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