Sucessor de Vitor Baia?

white corner field line on artificial green grass of soccer field
“O melhor guarda redes português foi o heroi inesperado, na pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Apesar da sua juventude, Patricio é cada vez mais, um guarda redes experiente e experimentado. De Camp Nou a Old Trafford, passando pelo Olimpico de Roma, poucos são os grandes palcos europeus que ainda não pisou. É difícil compreender como não faz parte do lote de selecionados por Carlos Queiróz”. Agosto de 2009.
De lá para cá, Eduardo tornou-se uma referência. Não invalida, porém, o potencial que Rui Patricio ainda tem para se tornar recordista de internacionalizações. É que não é vulgar ser-se tão imponente na baliza aos 22 anos.
Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3333 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

28 Comentários

  1. Claramente o melhor guarda-redes a jogar em Portugal. A seguir ao Roberto claro mas o Roberto é de outro campeonato, o seu preço de resto diz-nos isso.

  2. PB repara nessa foto que escolheste.
    Olha bem para ela. O que vês?
    Sim é isso mesmo, estás certo, é de facto uma fortaleza. Compenetrado, seguro, tranquilo, com o poderoso emblema do leão ao peito, olhando para o jogo de cima para baixo, ciente da sua superioridade, da superioridade da sua equipa e superioridade do seu clube.
    Ivan Draga, claramente.
    "If he dies, he dies".
    "I must break you".
    You must Ivan, you must. And God knows you will. É nisso que está o Rui Patrício a pensar …

    Aos 22 anos já jogou:
    3 Ligas dos Campeões. Já foi por 2 vezes aos quartos-de-final da Taça UEFA / Liga Europa. Já ganhou 2 taças de Portugal, 2 supertaças de Portugal e foi o guarda-redes em campo nessas 4 finais (por si) ganhas.

  3. Paulo Bento, só uma coisa sobre o post anterior: os músculos relaxam, após o 1º golo, mas isto nada tem que ver com os golos do Zapater claro. Os golos são a parte menos importante de tudo porque o que é realmente de reforçar é essa ideia dos músculos que relaxam e do jogo que aparece, como dizia esse Mirko Jozic.

    Ignorar o aspecto espiritual em futebol é não perceber nada do jogo. Um jogador que não está serenado e não está confiante nunca fará nada em campo, por mais valor que tenha. E o Zapater ultrapassou felizmente essa fase. Abriu essa porta. Fechou o capítulo da adaptação. Serenou, e lá está: o pormenor apareceu. A forma como tirou o adversário da frente no 2º golo.
    Grande Zapater. É assim mesmo que te queremos. Ambientado, a sentir que estás em casa, porque estás.
    A casa de um Leão é a casa de um Leão e nunca nada mudará isso.

  4. Concordo que o Rui Patrício é claramente o melhor guarda-redes português… do zbordin.

    Para ser um digno sucessor do Baía falta-lhe ir para um grande clube europeu, ser um flop e regressar ao zbordin.

  5. PB,

    Patrício, à semelhança de outros jovens valores do Sporting, está à espera de um grande treinador que o potencie e de facto comprove todo o valor que tem. André Villas-Boas podia ter sido esse grande treinador, mas misteriosamente Bettencourt não o agarrou enquanto pôde e isso está a revelar-se um erro fatal. Mas Rui Patrício é, tal como Baía, um guarda-redes que agarrou precocemente a baliza de um grande do futebol português e nas camadas jovens da selecção também acumulou muitos jogos. Mas tal como no Sporting, apanhou a equipa num péssimo momento, sem treinadores de qualidade, sem jogadores inteligentes com talento na equipa…
    Ainda tem muitos anos pela frente e vai mais do que a tempo de ser um Vitor Baía. Tal como o titulo do post sugere é o sucessor natural de Baía. Afinal, quem mais poderia ser?

    P.S.: O teu blog está a tornar-se uma referência e bem grande no número de leitores. Já levas é também com os cromos que aparecem no Entre Dez com discursos irónicos, do estilo do falecido Pôncio Monteiro, em enviesam o que os outros escrevem e, ao mesmo tempo, o pouco que se percebe são ironias sem fundamentação e "clubite" crónica.

  6. Na minha opinião, que não vale muito, o patrício tem o mesmo problema que o roberto.

    Como é que um redes com a estrutura física de um armário não tem confiança para sair aos cruzamentos e levar tudo à frente?

    Cumps

  7. Pedro,
    Experimenta um dia meter-te ao meio de uma baliza e verifica a imensidão de espaço que tens para um lado e para o outro. Agora imagina essa noção mas prolongada à extensão de uma pequena-área ou área.
    É um espaço imenso, gigante, infinito, trate-se de um guarda-redes pequeno ou grande em tamanho.

    Num cruzamento quando o guarda-redes abandona a baliza não só está a abandonar um espaço já de si enorme e que ele sente que tem de lá estar para tentar defender como, está a deslocar-se para outro espaço igualmente gigante onde em cima de tudo existem 13 ou 14 almas a importunar-lhe a acção, não sabendo ele se terá forma de lá chegar, uma vez que não pode ultrapassar matéria …
    Nem a luz pode, quanto mais ele.
    Basta isso. Estar lá alguém. Estando lá alguém ele já não consegue – talvez – chegar a determinada bola.

    A questão não tem que ver com tamanho portanto, essencialmente. Também tem, mas não é sobretudo essa parte a determinante. Importante mesmo é o espírito de resolução. A determinação. Isto, claro está, depois do fundamental de tudo: ter o dom natural de em centésimos de segundos instintivamente perceber quais são as bolas a que deve ou não ir.

    Tudo isto está nos livros do A mais B do guarda-redismo. Escritos esses desenvolvidos lá está, pelo Ivan Draga: o mais poderoso goleiro que as terras do Nordeste algumas vez viram.

  8. O Patrício é alto mas falta-lhe um bocado de corpo,aí o Roberto bate-lhe aos pontos. No entanto concordo com a observação, devia sair-se muito mais aos cruzamentos.

  9. De Camp Nou a Old Trafford, passando pelo Olimpico de Roma, poucos são os grandes palcos europeus que ainda não pisou.

    Já esteve também na Allianz Arena, em Munique, não esqueçer!

  10. Caro MM,

    É óbvio que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.
    Três notas:
    – Quer seja em lance de bolas paradas, quer seja em lance corridos os avançados e os defesas estão em constante movimento;
    – Se um avançado levar com "90Kg a voar" ao fazer-se a uma bola é quase certo que da próxima não vai lá pôr o pescoço;
    – É sabido que os edes gozam de alguma protecção por parte dos homens do apito na pequena área.

    No entanto, penso que é o medo de falhar que impede os redes de sair sem receio aos cruzamentos.

    Cumps

  11. Luis,

    Até foi o PLF que no outro dia me disse que a troca de treinador de GR para o Vitor Silvestre, já se fazia sentir, apesar do Vitor Silvestre ser mais novo que o antigo treinador de GR. Não fazia ideia desta troca e acredito que tenha muito a ver com a evolução do Patricio.

    Felizmente não é o Paulo Sergio que treina o Patricio.

  12. Pedro,
    Sim, medo de falhar. Alguma azelhice, e mais dificuldade. Muito mais. E mais dificil ser-se guarda-redes hoje do que era ha 15 anos: estranhamente (sem que o seja), os guarda-redes sao no jogo menos intervenientes. Tornaram-se ao mesmo tempo mais decisivos mas isso retirou-lhes brilho e qualquer falha de um guarda-redes fa-lo estar muito mais exposto ao ridiculo. Aquele genero de guarda-redes vistoso que defendia 10 e 15 bolas por jogo existe cada vez menos, nao por culpa deles mas porque o jogo esta diferente e, lembro-me por exemplo perfeitamente do Ivkovic que nunca o achei um guarda-redes por ai alem muito competente fazer jogos em que era parte decisiva no espectaculo. Intervia muito. Defendia muitas vezes, e com isso os seus erros percebiam-se menos.

    Hoje um guarda-redes desses nao tem hipotese. Pode ter muita genica, esticar-se bem, gostar de lancar-se, ser vistoso, mas se nao for muito competente em 2 ou 3 funcoes bem especificas – sendo essa das saidas aos cruzamentos 1 delas – passara sempre por mau guarda-redes. Porque nao tem volume de jogo suficiente que lhe permita por em pratica o "vistoso" mas, em meros 3 ou 4 lances adversarios enterra a sua equipa.
    Quantos e quantos deprimentes jogos hoje em dia tem 3 ou 4 ocasioes de golo para cada lado em que metade delas sao resultado de bolas paradas ou de lances em que o guarda-redes apanha-se com um atacante isolado a correr na sua direccao tendo atras de si uma baliza – em largura – enorme para defender.
    E dificil.

    Reparemos por exemplo: por vezes vejo falar do Toldo ou do Buffon como se fossem extraordinarios ou super guarda-redes. E ate podem se-lo mas, comparemo-los por exemplo com um Preud' Homme. Em termos de memorias da sua accao na baliza os 2 primeiros equiparam-se minimamente ao belga? Julgo que nao.

    Preud' Homme, Ravelli ou Schemeichel. Estes guarda-redes, deste seu (deles) tempo tinham para mim muito mais brilho dos que os de hoje. Nem se compara.

  13. Mike Portugal,

    Quando referi a importância do treinador para o caso do Rui Patrício não foi com o intuito de evidenciar o seu impacto no treino específico e nas qualidades técnicas individuais do guarda-redes. Referia-me mais à forma como o treinador principal monta a estratégia de jogo de toda a equipa, o que poderia criar uma dinâmica vencedora e incutir confiança nos jogadores, porque as qualidades técnicas individuais eles já as têm quase no pico (são seniores afinal), carecendo de um encaixe táctico que as plasme no jogo. Com vitórias os jovens talentos de Sporting (se não continuarem a vender e a "apodrecê-los") podem ganhar muitos títulos nacionais.

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