Portugal no u20. Segunda jornada.

Destaques individuais

Dabó. Não consegue sequer dominar uma bola. Incapaz de perceber o jogo defensivamente, sempre mal posicionado e incapaz de dar seguimento a um ataque que seja que lhe passe pelos pés. Um dos responsáveis pelo dividir em posse de bola do jogo com a Coreia. Mesmo quando procura entregar jogável, simplesmente não é capaz de o fazer.

Edgar Ié. Um dos piores centrais de que há memória nas selecções portuguesas. Completamente perdido em campo. Não sabe nada do jogo. Defensivamente é um caos, mal posicionado, não percebe quando tem de sair, quando deve apertar para impedir enquadramento (é de uma decisão dessa natureza que surge o golo do empate). Ofensivamente é jogador de um toque. Pontapear com toda a força para a frente. Tudo o que tem para dar são saltos na primeira bola. Se o jogo começa por trás, percebe-se o porque de Portugal não ser capaz de ter bola.

Agostinho Cá. Anda pelo relvado à frente da defesa. Esse é o seu único critério. Incapaz de adaptar o seu posicionamento ao dos colegas, fica ligado ao primeiro golo adversário por estar apenas a fazer número.

João Mário. Um dos jogadores de futebol que subiram ao relvado. Procura sempre entregar jogável. Menos visto na sua movimentação ofensiva porque Portugal foi incapaz de ter bola. Joga sempre com critério e mais uma vez provou estar acima da maioria dos colegas.

Bruma. O desequilibrador. Praticamente impossível impedi-lo de ser bem sucedido em situações de 1×1 (sem cobertura próxima). No U20 continua a receber a bola em espaços interiores, onde nem sempre é apertado para receber. Depois de enquadrar coloca sempre dificuldades aos adversários. Joga com os colegas e isso difere-o do tipo de extremos que só tem linha e cruzamento para dar. Uma das grandes figuras do Mundial.

André Gomes. Criminosa a sua presença no onze em detrimento de Tiago Silva. Não tem nada para oferecer para além da meia distância. Melhor nos equilíbrios, mas sempre incapaz de concluir o melhor passe. Com ele ter bola, só quando joga com o central. Se depois pensarmos que se o central que recebe é Ié, percebe-se que dois segundos depois a bola esteja na posse dos adversários.

Tozé. Vitima de estar à frente de jogadores que apenas têm chutão para oferecer. Fica sem bola. Percebeu-se a sua qualidade num passe de decisão óptima (timing e espaço onde a bola parou) para Bruma. Tem um metro e muito pouco, mas até a central deveria jogar. 
Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3407 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

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