Messi. Não mais haverá igual.

Para mim não há herdeiro de Messi. Haverá muitos bons jogadores, mas ao nível de Messi não estará ninguém.

Podem querer vender esta guerra entre Cristiano e Messi, mas os que entendem de futebol sabem que não há comparação. Quando Messi acabar a carreira, haverá Neymar, Hazard, cinco ou dez jogadores de nível similar, mas nenhum com a superioridade incontestável de Messi.

As palavras são de Xavi.

Não mais haverá igual. Alguém que se aproxime ou que toque o tempo praticamente todo na perfeição. Alguém que em todas as acções aproxima a equipa do êxito. Quase impossível voltarmos a encontrar alguém com tamanha qualidade técnica. Alguém com tamanha capacidade de drible. Alguém com tamanha capacidade para mudar de direcção e acelerar em posse. Alguém com tal capacidade de passe. Mas sobretudo, alguém com o intelecto de Leo para este jogo. Alguém que integra sempre o visível no momento e no espaço oportuno pelo impressionante que é no que não é visível. Na sua tomada de decisão. Os pés brilhantes fazem tudo o que a mente idealiza. A mente essa, não é menos brilhante. De todas as vezes que a bola chega às suas botas, é garantido que a sua equipa estará mais próxima de chegar ao golo. Que a situação de jogo que se seguirá será de menor complexidade e de maiores possibilidades de ser transformada em êxito.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3046 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

9 Comentários

  1. apesar de já ter jogado aí umas vezes, adorava ver messi jogar muito mais tempo a n10. É impossível não o imaginar a destruir equipas de cada vez que recebesse entre-linhas, À frente da defesa.

    Apesar de ser já absolutamente incomparável a jogar a partir da direita, não acham que sendo o jogador que é, é uma “pena” fazer quase toda a sua carreira naquela posição?

  2. Maldini, o Ronaldinho tinha técnica ou drible? A forma como ele conseguia “partir” um defesa só com o corpo é espetacular. E a forma como batia os livres também. Consideram isso como técnica, ou como drible? E Messi nesse aspecto é melhor que o Ronaldinho?

  3. Nesta altura, já não me interessa discutir opiniões – respeito mesmo aqueles que acham(?) que Cristiano é melhor jogador do que Messi. O que me incomoda, e deveria incomodar também todos aqueles que amam o futebol, é a persistente fraude que a patética mas sinistra máquina de Marketing de Jorge Mendes e Florentino pratica. Depois da vergonhosa Bola de Ouro de 2013; depois do MVP criado,nos prémios da Liga Espanhola em 2013, sem qualquer justificação que não fosse premiar de forma batoteira Ronaldo (https://es.wikipedia.org/wiki/Premios_LFP); agora também a Uefa faz batota e entrega The Euro 2016 Silver Boot Award ao filho da Dona Dolores (http://www.uefa.com/uefaeuro/news/newsid=2390091.html). Ao contrário do que diz a Uefa, Cristiano não fez três assistências durante o torneio; se, com imensa magnanimidade e atendendo a que o conceito de “assistência” no futebol tem alguma elasticidade, considerarmos que o remate falhado em que Nani, esticando-se todo, aproveitou para fazer o segundo golo contra Gales, Ronaldo somaria duas. Mas a Uefa, sempre na vanguarda da vigarice, acha que Cristiano fez um passe decisivo para Quaresma fazer o golo contra a Croácia. Amigos, aqui (https://www.youtube.com/watch?v=Yj1udxoYaVc) existem apenas três coisas: um mau remate de Ronaldo; uma defesa de Subasic; uma recarga(e golo) de Quaresma.

  4. De acordo com tudo, menos com a futurologia. De certeza que também diziam que depois do Pelé, puff, e do Maradona, puff, e depois apareceu o nosso – porque da nossa geração – Léo.

    Mas amanhã… Amanhã será outro dia.

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