A “PremierLeaguezação” de Pep Guardiola: a segunda parte do City – Arsenal

Adaptación. He aquí el rasgo desconocido de Guardiola. Adaptación a los jugadores, al contexto, al oponente y a las circunstancias. Alemania le ha obligado a extraer de su interior esta característica poco empleada en su carrera como entrenador. Adaptarse para ser capaz de imponer su propuesta. Adaptarse como un camaleón. No sobreviven los más fuertes ni los más inteligentes, sino aquellos que mejor se adaptan.

Marti Perarnau

Durou quarenta e cinco minutos a satisfação de Arsène Wenger. Porque se o francês demora anos para entender como se adaptar às exigências que são fruto da evolução do treino e do jogo na Premier League, Pep Guardiola vai demorar poucos meses a adaptar-se a esta competição. Hoje, bastou o intervalo.

Sem Aguero para impor agressividade no ataque ao golo, o entendimento das faixas para desequilibrar o acerto defensivo do Arsenal. Sterling e Sané muito abertos, De Bruyne e David Silva no meio, sempre velocidade, sempre colocação da bola na procura de fazer quebrar a defensiva dos Gunners nos duelos 1v1. Os passes longos aparecem agora sem “vergonha” e Jesus Navas é opção logo a seguir ao 2 a 1, continuando a castigar o Arsenal enquanto este procura reagir à desvantagem.

Mais uma mota!

Pedro Henriques (na entrada de Jesus Navas na equipa)

Lê-se os livros de Martin Perarnau e compreende-se que este Pep Guardiola não existiria sem a sua passagem pela Alemanha. Para o seu projeto enquanto treinador, para a sua caminhada enquanto filósofo do futebol, o catalão precisou de encontrar o contexto para se transformar num outro treinador. A “PremierLeaguezação” não é, no entanto, um compromisso. É a sua forma de se preparar para dominar.

Para o bem e para o mal, não é pelas as suas equipas que Pep Guardiola joga. É por si mesmo.

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Sobre Luís Cristóvão 103 artigos
Analista de Futebol. Autor do Podcast Linha Lateral. Comentador no Eurosport Portugal.

6 Comentários

  1. Sigo este blog e agora site com muito interesse e afinco. Não perco um post “mesmo os exclusivos” desde 1 ano e tal para cá.
    Parabéns! Gosto muito e de tal maneira que agora sigo os jogos do Guardiola com mais interesse 🙂

  2. Não passamos a vida a dizer q no treino à diversidade de estímulos faz crescer um jogador por lhe criar desafios novos? Porque havia de ser diferente com um treinador?
    Por outro lado os estímulos “calcio” e real Madrid, no caso do Mourinho, estragaram um treinador que se tornou demasiado resultadista.

  3. O Pep vai-se adaptar, mas tem ainda que ajustar bastante, acho. E vai demorar mais aqui. Há lacunas evidentes sem bola que têm sido expostas demais. E é aqui que está sempre o desconforto. Com bola, mais fácil, mas há ainda muita aprendizagem a consolidar por todos.

  4. Surpreendente primeira parte do Arsenal. Não matou o jogo e pagou por isso. Wenger ía fazendo surpresa mas acabou por ser Wenger. É tão JJ o treinador francês. 🙂

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