Os primeiros quinze minutos de Felipe Augusto no SL Benfica

As suas qualidades são óbvias e já referenciadas por cá há quatro anos atrás.

Filipe Augusto aos vinte anos já é jogador para um dos três grandes.

 

Tem dezanove anos e impressiona pela maturidade.
Mesmo jogando num clube que passa demasiado tempo em situações defensivas, destaca-se pelo critério com que joga sempre que tem a posse. Não perde uma bola. Pressionado ou não, pisa, segura, joga sempre positivo. Ajuda sempre a equipa a sair com qualidade para o contra-ataque. À excelente tomada de decisão, alia muita qualidade técnica, pelo que não encontra dificuldades em colocar no relvado o que a mente lhe sugere.
Defensivamente percebe-se o posicionamento e a agressividade com que se movimenta. Filipe Augusto construirá certamente uma carreira importante. Tem lá tudo. E é muito difícil encontrar tanta qualidade em jogadores daquela idade.

Aqui e Aqui.

As primeiras três intervenções na partida a demonstrarem que promete ter personalidade para o desafio.

A “coragem” de na primeira bola meter o capitão a correr. A melhor decisão na segunda bola, em detrimento da decisão de maior conforto que lhe sugeria Nelson Semedo, e o gesticular para receber a terceira bola. Onde lhe faltou enquadrar.

Chega finalmente a um grande aos vinte e três anos. E tem tudo para por lá continuar.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3046 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

12 Comentários

  1. Vi o FC Porto Rio Ave no dragão e gostei muito de o ver jogar. Muito critério com bola, e a saber posicionar se para receber a bola dos centrais e construir.

    O Porto nunca conseguiu “tapá-lo”. Na primeira parte o AS e o DJ saiam na pressão e ele recebia nas suas costas sempre a dar linha de passe aos centrais. Na segunda o NES meteu o AA a tentar impedir que ele jogasse, mas não teve sorte.

    Falta lhe conduzir um pouco mais às vezes, estilo enzo, mas é um claro upgrade em relação ao samaris (o que também não é nada difícil)

  2. Recordo-me de no passado ter visto alguns jogos deste jogador contra os grandes, e o último que me marcou mais foi o do Braga 0-2 Benfica do ano passado, em que entrou e mudou completamente o jogo.

    Hoje, ao vê-lo jogar pelo Benfica, fez-me muito lembrar o Talisca. Fisicamente tem algumas semelhanças, parece um jogador algo lento, com pouca intensidade, mas é muito tecnicista, capaz de passes milimétricos a longa distância e com grande capacidade de remate (caraterística que não demonstrou hoje, mas lá chegará). É uma alternativa na posição 8, um jogador diferente de Pizzi e de Horta, e diferente de Danilo, e que por isso acho que irá vingar e ser relevante já esta época.

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