Uma das ideias mais atractivas e resultadistas da Europa.

Nasce na mente de um grupo de portugueses e cresce na longínqua Ucrânia.

São vinte e sete vitórias em trinta e um jogos de uma equipa que procura voltar a conquistar o seu espaço interno, perdido nas últimas épocas para o rival Dinamo de Kiev.

A ideia ofensiva do Shakhtar de Paulo Fonseca é do mais apaixonante que se pode encontrar por essa Europa fora. Tudo o que deve ser o jogo em organização ofensiva executado pela equipa que lidera a Liga Ucraniana.

Procura incessante, mas pensada e pausada por chegar aos espaços mais prometedores (corredor central, nas costas dos médios adversários). Bola como engodo, a mover oposição. Sempre com o intuito de chegar ao espaço pretendido para ai então acelerar em busca do golo.

O Shakhtar de Paulo Fonseca não se tornou somente uma máquina trituradora de vitórias. É um vendaval de futebol ofensivo. Um avolumar de golos proveniente de uma ideia colectiva criteriosa.

Uma ideia resultadista porque defende com bola. Porque sabe mover-se quando não a tem e porque procura os caminhos que maior sucesso poderão obter, pela primazia pela chegada com bola “redonda” às zonas de criação.

O golo na vitória em Kiev frente ao grande rival, como pequena amostra do que construiu um grupo de portugueses nessa Europa fora.

 

Sobre Paolo Maldini 3789 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

10 Comentários

  1. Espero que regresse ao futebol português e venha para o SL Benfica. Isto apesar de acreditar que se RV sair o próximo será Marco Silva.

    É, na vossa opinião, Paulo Fonseca o técnico que mais se aproxima a JJ?

  2. Parabéns e Obrigado. Finalmente que aprendo algo para perceber a táctica quando vejo um jogo e não discussões estéreis sobre arbitragem e clubite.

  3. Qualquer semelhança entre este Shakhtar e o Porto 13/14 é pura coincidência. A jogar e a pensar assim (evoluiu como poucos) PF vai ter sucesso em qualquer lugar. Agora imaginem: Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Lucho, Carlos Eduardo, Josué, Jackson, Quintero… Faltava qualidade nas alas mas a ideia era pobre, e há muitos slides (a la Lateral Esquerdo que o comprovam).

    • Claro que com os anos e a experiência de se treinar em clubes grandes se ganhar outra experiência que antes não deveria ter.

      Mas quando o ambiente não é bom por dentro o rendimento da equipa fica sempre afetado, não há volta a dar.

      Provavelmente na altura não tinha os jogadores, ou uma parte dos jogadores consigo, também é possível que alguns membros do staff (não me referindo aos adjuntos, mas sim a todo o staff que rodeia a equipa técnica – fisioterapeutas, analistas, roupeiros, psicólogos, etc.) não acreditassem nele… os próprios conflitos que existiram na administração também devem ter feito mossa na equipa… afeta sempre, e o PF sofreu com isso… e claro, teve um dos plantéis mais fracos do Porto nos últimos anos, também ajuda.

  4. Excelente desempenho no campeonato, que é um passeio. Muito bem também na 2ª divisão europeia. Falhou o acesso à Champions em Agosto quando ainda não tinha cozinhado a sua ideia. Não tenho visto com atenção, mas continuo a desconfiar. Mau demais no Porto. Cedo demais lá?! Talvez, mas este salto qualitativo estará a ser bem dimensionado? Para espreitar.

    • Pareceu-me cedo demais e pouco impositivo. O que me pareceu foi que tentou adaptar-se ao que tinha sido o passado recente da equipa em vez de impôr as suas ideias.

      Disse-o aqui que dos que actuavam em Portugal era o meu preferido para o lugar de JJ no Benfica. Estou curioso de ver a campanha na 2ª Divisão Europeia e o que fará para o ano na Champs.

  5. Boa qualidade de jogo ofensivo, mas convém não esquecer que o adversário neste vídeo estava com um jogador a menos, e isto contra uma equipe que faz boa circulação de bola…o desgaste de bascular horizontalmente para fechar as laterais abre sempre espaços interiores, e neste caso mais ainda!

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