O mestre das decisões a controlar o jogo. 2ª parte no Bernabéu.

Ainda Toni Kroos, a chave de todo um jogo. O seu posicionamento na construção a permitir não só gerir todo o jogo, aumentando ou baixando o ímpeto ofensivo, determinando todo o ritmo do jogo, como a causar desconforto à equipa de Simeone.

A receber sempre em diagonal para o central, sempre com campo de visão sobre todo o jogo e de frente para este, para poder controlar toda a envolvência. A jogar de forma incrível com a oposição. Se ala saía na pressão, a bola que entrava no homem livre (Marcelo) e desequilíbrio desde logo iniciado. Se não saía, o controlo e paciência absurda nas combinações curtas até atrair adversários.

À direita Modric com o mesmo posicionamento, mas não em todas as situações. Zidane a aproveitar a maior mobilidade do croata para envolvê-lo sempre no centro do jogo. E Isco, o jogador perfeito para aparecer como mais adiantado nos losangos que forma na construção. Seja no vértice superior ou no do lado de dentro do campo. Pela mobilidade e qualidade técnica e de decisões. Um autêntico vendaval de futebol apoiado, desequilíbrios inteligentes e capacidade para perceber timings ideais. Um jogo soberbo de ligações ofensivas entre corredores, e no mesmo corredor, um jogo a fazer mover a oposição para onde se pretendia, esperando o momento para investir com um critério elevadíssimo.

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3047 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

15 Comentários

  1. Boa noite, acompanho o blog já há uns anos e sempre tinha ficado com a ideia que a vossa opinião sobre Kroos era que apesar de ser muito forte tecnicamente era fraco ao nível da decisão, pelos menos até a saída dele do Bayern para o Real. Porque razão Pep abdicou dele no Bayern ou pelo menos não se esforçou para ficar com ele, mais uma vez tinha ficado com a ideia que na perspectiva de Pep Kroos não servia para o seu jogo.

    • A passagem para site e a saida de alguns autores encaminharam posts p mim (n sei pq). Esse texto é da autoria do Blessing (foi autor (e bom) cá antes deste boom… ele é que publicava videos no sapo) que entretanto saiu…

      Com certeza que terá as suas razões para escrever o que está no video! Nem todos temos de ter as mesmas opiniões…

      Agora isso nunca foi consensual… o adepto apanhou a opiniao de um e tomou por todos… nem sei o que pensa o resto da malta q está por cá agora

  2. E o perarnau n diz q o pep abdicou dele. No livro diz q foi uma perda decisiva p o implementar das ideias q o pep tinha…

  3. Nao entendo aqui as polémicas. Do pouco que me lembro do Kroos no Bayern, ele tinha posiçao mais avançada,jogava entre as linhas,diferente do que ele é hoje e nunca tivemos a sorte de o ver com o Guardiola.
    Ademàs, o Lahm e O Kroos nao tem o mesmo perfil:
    1/o Lahm é tipo Xavi e temporiza o ritmo e uma das principais tarefas é manter posse de bola. Ele é inteligente mas sempre faltou alguma coisa no seu jogo ou tecnica para se impor no meio campo e Guardiola chamou o Alcantara; o lahm ainda esteve em posicoes centrais mas partindo da sua lateral e de mais longe….
    2/ O Kroos é mais vertical mas nessa nova posiçao atras das linhas no Real acrescentou imenso; Sabe como respire o jogo e mais do que o Lahm, sabe como acelera-lo tambem; nao sei se nessas posiçoes, o Guardiola teria feito o mesmo porque a posse nao é tao forte. Temos que dar muito mérito ao Zidane e ninguem se atreve a isso neste blog, e nao entendo porque…
    O tal artigo é de 2015 e desde entao, ele foi trabalhado por Ancelotti e sobretudo por Zidane, por isso nao hà polémica, o jogador nao era o mesmo.

  4. kroos:pep penso eu que olhava para ele como nem é um busquets(nao tem a inteligência defensiva,nem a vontade parece me aqui de longe) foi buscar xabi alonso,nem é um iniesta(nao tem o desiquilibrio individual principalmemte dentro do bloco)thiago Alcântara da lhe por vezes isso…por isso abdicou dele…sim no livro diz que sim que quis ficar com ele,parece me o politicamente correcto…gestão de egos…luisao e salvio…pensar em estrutura e conseguir ter resultados e ser campeão é obra…futebol é mto do que nao vemos…

  5. Caro Maldini,
    Escrevi um comentario ontem no seu primeiro artigo sobre o Kroos a falar de liberdade e de sistema.
    O modelo ofensivo que liga os ataques do Real Madrid era em losango mas deixa os jogadores com uma liberdade muito grande na decisao graças a uma agilidade do sistema.
    Qual é a sua opiniao sobre modelos/jogadores/sistemas? O que é que o treinador tem que trabalhar mais: autonomia do jogador consoante o que dà o jogo ou dinamicas, mecanismos, posicionamentos muito enquadrados em momentos do jogo bem definidos?

  6. Por acaso lembro-me do debate sobre o Kroos e até concordo em boa medida com as dicas do Blessing… Ninguém disse que o Kroos não é um grande jogador. O que se disse, assim de cabeça sem reler nada, é que trabalha (ou trabalhava) pouco, pensa ou pensava que era o rei do planeta e tomava decisões umas atrás das outras para agradar à bancada e à família lá em casa.

    Agora, como as coisas não são estáticas e a malta evolui (para a frente ou para trás ou para o lado ou até para todos estes sentidos, dependendo do assunto) julgo que o tempo, a idade e o contexto em Madrid – em galhetas todos os dias porque percebes que, afinal, há gente que joga muito mais do que tu e ali amochas porque senão hélas, para além de jogar mais recuado, associado à experiência adquirida, numa liga em que o Real domina 99 por cento dos adversários, etc, etc – tornaram o Kroos um melhor jogador.

    Na minha opinião, claro.

    • E o próprio Blessing no Possedebolla, apesar de não ser o habitual do costume, já escreveu posts onde revê as suas posições do passado. Não sei se esta concretamente.

  7. Não elogies muito o Kroos Pedro, não vá um menino de outro blog ficar chatiadinho.

    ……..

    Em que ficamos? Eu claramente identifico me com a tua!!

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