O Sr. que se segue. FC Porto.

É certo que é o contexto, expresso nas opções e características destas à disposição do treinador, que determina o modelo de jogo.

Embora alguns treinadores tenham um modelo muito rígido e contratem sempre para servir o seu modelo, ignorando quem possa ter qualidade, mas que não encaixe por algum motivo nas ideias preconcebidas, regra geral há da parte dos treinadores capacidade para a adaptação.

Ainda que demasiado cedo e com decisões por tomar, aqui segue o exercício do que poderá ser o FC Porto liderado pela possibilidade Sérgio Conceição.

Tudo indica que poderá manter o 442 que tanto sucesso lhe garantiu numa liga mais competitiva que a portuguesa.

Enquanto na baliza tudo permanece uma incógnita, o regresso de Ricardo Pereira para ser o lateral ofensivo que o que idealizará o treinador deverá ser uma realidade para ocupar o lugar mais à direita do quarteto defensivo, que dificilmente sofrerá mais mutações. Mantendo o 442 é mais do que previsível o regresso da preponderância do maestro Óliver Torres, para acompanhar Danilo no corredor central. Nos alas e avançados residirão algumas das dúvidas. Entradas e saídas poderão e deverão acontecer.

Ao dragão parece estar a chegar um treinador que demonstrou na temporada passada capacidade para se adaptar a um contexto muito diferente. Um treinador que não renegou a bola, nem os momentos ofensivos. Que mesmo com individualidades de menor valia procurou jogar em todos os momentos, ainda que nem sempre perante opositores bem mais fortes, tenha sido possível. No Nantes dentro das limitações procurava um jogar ofensivo bem mais entusiasmante que aquele que por cá se podia observar. E num clube como o FC Porto, tal é determinante.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 109 artigos

Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

5 Comentários

  1. Não acompanhei minimamente o percurso do Sérgio no Nantes, e a minha análise nunca poderá ser completa tendo em conta isso.

    Mas confesso que tenho muita dificuldade em acreditar no Sérgio como treinador com uma equipa competente no momento ofensivo e com capacidade para ser dominadora em posse como se exige a um grande que queira ganhar um campeonato.

    O Sérgio em Portugal trabalhou no Braga, não é propriamente uma equipa que lutasse para descer, não é uma equipa com muito maus jogadores bem pelo contrário. Foi tudo menos uma equipa marcante pela qualidade ofensiva das ideias do treinador, foi uma equipa marcada pela competência em organização, pelos processos simples e ataques rápidos. Do top 10 de jogadores mais utilizados( em termos de minutos) por ele constavam o Salvador Agra, o Tiba e o Pardo, se o último até dou de barato a sua utlização, os dois primeiros foram das primeiras dispensas do Paulo Fonseca. Paulo Fonseca esse que com poucos reforços( Hassan, Stojiljković e Fonte de relevantes) apresentou uma qualidade muito superior de jogo em relação ao Sérgio.

    Em Guimarães, a receita foi semelhante, aqui até se pode argumentar com alguma falta de qualidade do plantel, mas mais uma vez as ideias foram muito muito pobres. Numa equipa que não lutava para descer nem para ir à Europa em alguns meses de trabalho não houve qualquer ideia de qualidade a ser consolidada.

    Por tudo isto, tenho imensas dificuldades em acreditar que será moldável à realidade do FC Porto. Seria obviamente um uprgade em relação ao Nuno Espirito Santo, mas não deixo de achar que não é alguém com qualidade para isso.

    Aliás na liga Portuguesa há tantos e tantos treinadores que com menos recursos disponíveis que ele apresentaram ideias com mais qualidade, à cabeça Luís Castro e Nuno Manta. Até Pedro Martins, ( que não aprecio muito também diga-se), também sempre pautou por um futebol bem mais agradável que o Sérgio.

  2. Não vi um jogo do Nantes, mas vi quase todos da minha Académica, bastantes do Braga e alguns do Guimarães. E nunca me pareceu que o modelo tenha mudado muito, apesar dos contextos terem sido sempre diferentes. Pelo que dava para perceber é um excelente motivador. Defensivamente era um horror, mesmo no Braga plantava meia equipa nas imediações da área, e o jogo ofensivo resumia-se a algumas transições minimamente trabalhadas e focadas num médio de transporte e extremos rápidos. Na Académica lembro me de muitos pontos baseados em bolas paradas, muito também pelo perfil de jogadores de que gostava. Resumindo, a não ser que tenha mudado da noite para o dia parece-me demasiado parecido com o NES para ter sucesso a este nível. Principalmente num Porto sem o mínimo de margem de erro.
    Como é que o Luís Castro continua sem uma oportunidade séria no clube é para mim uma incógnita total.

  3. …a mim, também não me parece que seja o momento de Sérgio Conceição ir para o Porto….o Porto precisa de um Treinador mais amadurecido, Luis Castro, Couceiro e depois precisa de tempo e não da promessa de resultados imediatos…se houvesse pasta, um desses estrangeiros emergentes, mas que já custam um montão de pasta….Sérgio Conceição, Pedro Martins é queimá-los, esses precisam de mais tempo onde estão, para amadurecerem as suas ideias….
    Paulo Sousa??….com tempo, sim…com a pressão do resultado imediato, não…

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