As finais e a tomada de decisão

Messi tem vinte e seis golos em vinte e cinco finais, afirmava o comentador da partida da final da Taça do Rei.

Não é somente pela experiência. Vivenciar continuamente os grandes palcos traz serenidade. Perceber que uma carreira não depende de um jogo, de um golo, do quanto mostras num palco, faz toda a diferença.

Há sempre quem consiga manter o perfil de decisões mesmo em jogos com uma envolvência totalmente diferente. Outros, por sentirem que o brilho e os holofotes podem ser um comboio que só passa uma vez, perdem-se e ainda actuam a um nível inferior, porque a sua tomada de decisão é afectada.

Ou na área devemos rematar sempre?

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3046 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

1 Comentário

  1. Excelente análise! A ânsia de querer marcar, num lance onde o público já gritava golo, fez com que o jogador se alheasse completamente do que o rodeava. Já tinha a decisão definida mesmo antes de tocar na bola, e nem por um segundo pensou fazer diferente. Os grandes jogadores, as grandes equipas têm oportunidade de vivenciar essas situações “n” vezes, e essas situações são menos frequentemente vistas. Messi, claro, é estratosférico.

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