Retardar o passe. Jogar com a oposição. Genial Iniesta.

Na final da Taça do Rei, o Alavés foi sempre uma equipa que promoveu muita concentração de jogadores atrás da linha da bola, sempre muita gente muito junta.

Por melhor que sejam as individualidades, é sempre preciso muita inteligência para que mais do que aproveitar potenciais deslizes do adversário, proporcioná-los. Fazê-los acontecer.

O Barcelona adiantou-se num golo genial do mais encantador jogador do futebol mundial. Contudo, não se pode ignorar o que ficou para trás. Praticamente pela primeira vez no jogo, houve espaço para criar. Praticamente pela primeira vez nessa partida, a linha média do Alavés desconjuntou-se.

Porque a inteligência suprema de Iniesta nunca faz nada por fazer. Não solta por soltar. Não conduz por conduzir. Numa qualquer bancada em tantas ligas mundiais, o burburinho faria sentir-se se Iniesta demorasse o que demorou a tocar atrás. Todavia, se o fez, tal foi para proporcionar melhores condições aos seus colegas.

De uma decisão simples, que segura a bola, traz para fora do lance o médio adversário e só solta após este morder (mais segundos demorará a restabelecer posicionamento), se inicia o que o génio de Messi conclui.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 103 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

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