Na área tudo se transforma. Raul Jimenez.

Parece inacreditável mas acontece.

A grande área surge para tantos jogadores quase como um microclima onde decisões e competências se alteram.

Há quem perca competência. Ou por dificuldades a finalizar, ou somente porque pisar tal espaço retira qualidade nas decisões. Estar tão perto da meta leva a que muitos procurem mais a sorte que a inteligência. “Vou meter tenso, pode bater em alguém”; “Aqui há que rematar ou cruzar e rápido!”.

Mas também há aquele tipo de jogador que mostra carências em fases, e em gestos aparentemente mais fáceis por beneficiarem de maior espaço e tempo, e que depois se transformam para melhor no espaço da grande área adversária.

Raul Jiménez do Benfica é um deles. “Tem deste tipo de subtilezas” afirmava o comentador após mais uma finalização de classe do Mexicano. Incrível como se transforma para melhor quando pisa a grande área adversária o avançado. Do jogador menos apto tecnicamente e menos capaz de decidir rápido e assertivamente, passa para alguém com mil formas de chegar ao objectivo final. E não se deixe iludir pela enorme perdida na final da Taça. Raul na área é quase um caso de estudo pela sua eficácia, e pela confiança com que decide terminar os lances. Uma confiança para fazer diferente e melhor, pouco habitual em quem noutros espaços sente as dificuldades que são bem perceptíveis.

 

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 103 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

2 Comentários

  1. penso que se o Raul ficar no Benfica a próxima época será a de afirmação, aliás a época agora terminada não fossem as lesões e penso que o Raul teria feito uma época soberba, muitos criticos apontam-lhe a falta de golo, mas na minha opinião ele não será claro está jogador para marcar 50 golos por época, mas será sempre um jogador para marcar golos importantes, e esses jogadores são fundamentais a uma equipa.

  2. Se o Porto não o deixa escapar a história recente do clube podia ser bem diferente.

    Deve ter sido a primeira vez que vi Pinto da Costa vir publicamente dizer que estava interessado num jogador antes de o negócio estar fechado.

    Soberba?

1 Trackback / Pingback

  1. As finais são para se marcar – Lateral Esquerdo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*