Jogadores para uma ideia. Guardiola e Pochettino.

Britain Soccer Football - Tottenham Hotspur v Manchester City - Premier League - White Hart Lane - 2/10/16 Manchester City manager Pep Guardiola and Tottenham manager Mauricio Pochettino Action Images via Reuters / Andrew Couldridge Livepic EDITORIAL USE ONLY.

O crescimento qualitativo quer na forma como se trabalha semanalmente, quer no controlo das variáveis tácticas que assistimos nos últimos anos voltou a colocar o foco quase totalmente nos jogadores. A “silly season” volta a ganhar uma importância desmedida, porque muito do sucesso começa também a desenhar-se nas escolhas que são feitas. Escolhas essas tantas vezes limitadas. Por isso, quem pode gastar mais, tem a possibilidade de também errar menos.

Predizer o sucesso é sempre uma tarefa árdua. Não basta perceber as qualidades de determinado jogador, mas há que conhecer variáveis tão importantes como a sua capacidade de aprendizagem e de trabalho, as suas ambições e expectativas.

E escolher implica sempre projectar. Projectar as qualidades do jogador, projectando o que se pretende para o modelo.

A chegada de Bernardo ao clube de Guardiola, e o interesse de Pochettino em Suso, são excelentes indicadores de que na Premier League haverá na próxima época quem continue a tentar colocar cérebro e pausa num jogar. Tudo isto num campeonato inserido numa cultura que delira com toda e qualquer aceleração a cada instante.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3011 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

5 Comentários

  1. Uma pergunta: acham que o Bernardo terá mais potencial a jogar como “extremo” (aspas propositadas), ou com médio interior?

    Sei que são comparações exageradas, mas vêm ali mais de Messi ou de Iniesta, nas características do seu jogo?(para dar as duas referências do futebol actual)

    • bem..hoje tudo depende da dinâmica da equipa… a verdade é que em muitos modelos o ext em 442 em Org OF já pisa os mm espaços do interior…
      No modelo mais tradicional.. diria interior!

  2. Mesmo em Portugal essa sede pela aceleração faz-se sentir. Ainda no jogo contra o México, depois de 10 minutos consecutivos de tentativas falhadas de sair em contra ataque que resultaram em perda segundos depois de ganhar a bola, quando ao perceber que não havia espaço se tomou finalmente a decisão certa de jogar seguro para organizar, a bancada assobia. No momento exacto em que se pediam palmas.

  3. Mais do que a silly season, acho que vai ser cada vez mais importante a ideia de jogo do clube e ser trabalhada desde as camadas jovens. Aí acho que a incógnita já só é até onde vai chegar este jogador, mas o perfil dele já está todo identificado

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*