FC Porto 2017 / 2018. Parte III.II

Os alas ofensivos.

Há o talento de Brahimi e Corona, e os regressos dos jogadores que estiveram emprestados no Vitória de Guimarães. Não é certo que Marega fique no plantel, até porque terá mercado, o que abrirá espaço para uma potencial nova entrada para a posição de extremo. Muitas dúvidas sobre como Conceição idealizará o seu modelo, para se perceber se as opções actuais são escassas ou não.

Brahimi. Um dos melhores da Liga nos últimos anos. Poucos em Portugal têm a capacidade para com bola provocar tanto a oposição. Um pouco mais de acerto na decisão e ainda criaria mais para a equipa. Independentemente de nem sempre decidir assertivamente, a infinidade de desequilibrios que provoca nas estruturas adversárias, quando em progressão e drible vai invadindo corredor central, tornam-o uma das referências da nossa Liga. Nos seus pés residirá muita da expectativa azul e branca para voltar aos troféus.

Corona. Tecnicamente é um prodígio. Decide bem com bola, e é também uma fonte de desequilíbrios. Falta-lhe maior variabilidade no trabalho para receber. É pouco expedito no ataque à profundidade e por isso acaba por ser mais previsível ofensivamente. Tal como o argelino, faz a diferença em condução e drible para dentro. Um dos bons valores da Liga.

Hernâni. Na temporada passada partiu como suplente no Castelo, mas acabou por realizar uma época plena de qualidade. Velocidade e drible fácil trouxeram-lhe o impacto que as suas características sempre proporcionam em equipas que têm muitas transições para resolver. Não tem a mesma qualidade para jogar em organização ofensiva, mas é da casa, e uma boa alternativa para entrar caso haja necessidade.

Marega. Uma época a um nível elevado em Guimarães, se esquecermos alguns disparates do ponto de vista disciplinar. Muito forte fisicamente, vence duelos e finaliza. Tecnicamente debilidades que o impedem de poder ser um candidato a uma opção forte no ataque de uma equipa que enfrenta demasiadas vezes poucos espaços para atacar. Valorizado, e porque não tem as características mais importantes para se jogar no FC Porto, uma transferência seria bem vinda.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 217 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

2 Comentários

  1. Em todos estes grandes jogadores podemos ver potencial. Corona tem tido um desenvolvimento muito bom. Brahimi a jogar mais com a equipa, a nível de alas ofensivos temos um FC Porto bastante forte.

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