O novo United que desenha Mourinho.

Está a chegar aos melhores clubes Europeus a moda dos três defesas centrais.

Na primeira partida da pré temporada, perante os americanos do Los Angels Galaxy, também a equipa de Mourinho se apresentou com um sistema que contemplou os três defesas centrais.

Em organização defensiva, dependendo da dinâmica própria de cada lance, posicionamentos diferentes. Oscilação entre um 442, quando o ala do lado da bola pressiona o seu espaço, subindo metros, ficando o central do lado da bola como lateral, e restante basculação da linha defensiva, completa com a concentração do ala do lado oposto, que se torna defesa lateral, e o 532, quando alas se juntam em simultâneo à última linha, por estarem fixos pelo posicionamento alto dos laterais adversários.

Em ambas as situações, o destaque para o facto de ao contrário de outros dias, deixar sempre dois elementos na frente, esperando ser mais efectivo nas transições ofensivas.

É precisamente nas saídas rápidas para o ataque que parece Mourinho querer fazer a diferença ofensivamente. Dois avançados muito móveis e rápidos, a abrirem sempre por forma a ofertar duas linhas de passe diferentes ao ultra veloz Mkhitaryan. A referência para receber depois da recuperação da posse da bola. O arménio que joga como interior direito em organização ofensiva, é o elemento que defende mais adiantado quando o triângulo do meio campo se inverte. Baixando Pogba, precisamente pela maior disponibilidade defensiva e também capacidade de passe para ligar as transições com Mkhitaryan.

Em organização ofensiva, baixa muita gente, criando muitas ligações (constantes losangos ao redor de cada um dos três centrais). O propósito é: 1) se não há pressão nas costas, consegue sair com bola no chão pelas inúmeras linhas de passe. 2) se há pressão, o posicionamento baixo de todos os que vieram receber (5 médios que se mostram para receber dos três centrais), traz adversários até ao meio campo defensivo do United que aproveita o partir do bloco adversário para procurar em passe por cima a presença de Lukaku, e atacar logo em 2×3, esperando a chegada rápida de Mkhitaryan.

 

Com esses pés não vamos sair a jogar curto

Mourinho para Smalling na Final da Liga Europa

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3767 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

3 Comentários

  1. Este esquema não ganharia mais no seu momento de organização ofensiva com Lindelof a jogar como central direito ou esquerdo (preferencialmente direito)? Para poder tirar partido do poder de criação, sejam com passe seja em condução, do central sueco…

  2. Na minha opinião o grande problema deste tipo de táctica é a forma com a equipa reage à circulação de bola adversária e à mudança rápida de flanco. As equipas que conseguirem sair da zona de pressão conseguem com alguma facilidade ter superioridade numérica no flanco oposto. Como se pode verificar na primeira imagem, todo o meio campo do United está do lado da bola e do outro lado apenas fica o ala. Assim, “basta” que o adversário consiga tirar a bola da zona de pressão e consegue ter muito espaço para atacar o último terço

    • Não há táticas perfeitas, o melhor e maior desafio da competição é perceber como atacar uma tática e, do outro lado, perceber as maiores ameaças à tática e preparar-se para as defender. 🙂

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  1. Como Mourinho está a preparar os jogos grandes. – Lateral Esquerdo

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