Identidade Conceição.

Dúvidas desfeitas. Manterá o sistema que utilizou com grande sucesso no Nantes de França, o que poderá obrigar o FC Porto a ir ao mercado para que possa ter alternativas à dupla de avançados que promete ser titular. Aboubakar será para ficar, até porque em transição tem muito para ofertar ao modelo de Sérgio Conceição.

Foi precisamente em transição que o FC Porto somou vários ataques perigosos, fruto de dois grandes factores.

a) Portador (Geralmente Óliver, mas também o próprio Ricardo) a perceber espaço e momento para acelerar na direcção do corredor central.

b) Movimentos dos avançados. Um sistema que contemple dois na frente de ataque, garante logo maiores possibilidades para se sair em transição com maior perigo. Precisamente por já ter dois elementos mais projectados. Portador progredia na direcção do corredor central, e avançados ajustavam para darem opções diferentes. Cada um de cada lado do portador.

Se muito prometeu nas suas saídas rápidas para o ataque, também em organização ofensiva parece querer erradicar os pontapés longos dos seus centrais (levará tempo a cortar hábitos), e sobretudo chamar Óliver Torres à construção e criação de todo um jogar que procure entradas pelos corredor central com futebol apoiado. E aí, ninguém em Portugal tem este nível. A procura de combinações e associação entre os melhores para de forma inteligente começar a desmontar estruturas adversárias e posteriormente servir rupturas de dois avançados com muita capacidade para se moverem de tal forma.

Em organização defensiva, e com tão pouco tempo de trabalho, a mostrar logo posicionamentos colectivos que o preparam melhor para não ter de vencer duelos sucessivos para se manter seguro.

Parte das três linhas, 442. Com dinâmica posicional entre elas, criada pelas diagonais entre avançados e entre médios centro, em função da zona da bola, controlado o espaço entre sectores, à frente dos dois centrais e à frente dos dois médios centro. Concentração promovida pelos alas, que se ligam no espaço aos médios, ao contrário de outrora.

Pressing para retirar tempo de bola ao adversário, com um dos médios centro a saltar para próximo dos avançados e condicionar médio defensivo adversário, baixando alas que se posicionam mais dentro, como tantas vezes por cá demonstrado no modelo de Jorge Jesus.

P.S. I – Entrevista completa de Xavi na drive do Lateral Esquerdo.

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Novos uploads realizados nos últimos dias, disponíveis na drive. Pep Guardiola, Jorge Valdano e Xavi!

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3013 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

5 Comentários

  1. Ola Maldini, duas perguntas: num sistema como esse, na primeira fase de construçao o facto do Oliver baixar tanto nao podera condicionar seu raio de açao na ultima linha de passe, o seja falta um homem no apoio aos dois avancados ? Se os medios nas alas se concentras mais no centro em fase offensiva, deixando os corredores unicamente para os laterais, poderia libertar Oliver sem criar grande desiquilibro no sistema ? Bom artigo, como sempre. P.S: sorry pelo o meu mau portugues.

  2. Este óliver a jogar à frente de um Fejsa e atrás de um Jonas…só de pensar até dá arrepios.

    Maldini, será este ano em que os 3 grandes se encontram mais equilibrados? Ou ainda é cedo para fazer comparações?

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