De Riquelme a Xavi, tratar bem da menina é uma obrigação. Correr não significa jogar.

Qué hay que hacer para jugar bien a la pelota?

–Primero, te tiene que gustar. Y mucho. Y después, mi opinión es que un jugador de la primera división tiene que saber parar la pelota y pasarla bien. Mínimamente. Eso es lo que hay que saber para jugar al fútbol. Y me parece que a veces no pasa. A veces podríamos pensar que llegan a la primera sin estar preparados y eso es preocupante.

–¿Cuándo aprendiste a controlar la pelota?

–Nunca. Todavía no aprendí a controlar la pelota. Siempre intentaba mejorarlo. Me quedaba después del entrenamiento practicando. En las prácticas, si había una pelota que no la podía controlar bien, la agarraba con la mano y se la daba al contrario para que saque, como si la hubiera perdido. Me volvía loco cuando no la podía controlar. Era lo que más bronca me daba.

Hoy los chicos llegan a la primera más inocentes que lo que llegábamos nosotros, porque hay cosas que las inferiores no te enseñan. Lo que yo aprendí en los campeonatos por plata en el barrio no se enseña.
Juan Riquelme
Em tempos dizia-me um ex campeão europeu de hoquei em patins. “O jogo está muito pior hoje em dia. Os jogadores nem sabem patinar! Correm em cima dos patins!”
O futebol tem evoluído bastante no mesmo sentido.
Muita vontade para desde demasiado cedo se conhecer posicionalmente o jogo. Muita energia entregue em processos colectivos. Em avaliar distâncias, em fechar espaços. Muita preocupação com a ocupação racional do campo, seja no momento defensivo ou ofensivo. Tudo sistematizado, tudo muito controlado do ponto de vista do treinador.
Muita organização, pouco explorar e desenvolver do que mais importa na formação. Qualidade individual. Qualidade técnica, capacidade para tomar decisões.
As idades mais precoces são fundamentais para se desenvolver a relação com a bola, promover o talento e a habilidade motora.
Los entrenadores de la cantera han de formar jugadores, han de enseñar. iQué más de ganar la liga infantil! Hay que formar los infatiles! Si ganas, mejor, pero no es el objectivo.
Xavi
Não se coloque, todavia, toda a responsabilidade nos treinadores. É todo um sistema que de cima pretende tudo muito rápido. Os dirigentes que sem perceberem um pouco sequer do jogo apenas consultam a tabela de resultados das equipas no fim de semana, os pais que pressionam de fora para que a menina não seja cuidada, mas que antes chegue e bem rapidamente mais próximo da baliza adversária.
Um futebol de fast food que importa contrariar desde bem cedo, para que cada jogo possa ser apaixonante e não tenhamos que seguir somente três ou quatro equipas em todo o mundo…

Sobre Paolo Maldini 3803 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

1 Comentário

  1. Mais uma vez um excelente texto!

    “Os dirigentes que sem perceberem um pouco sequer do jogo apenas consultam a tabela de resultados das equipas no fim de semana, os pais que pressionam de fora para que a menina não seja cuidada, mas que antes chegue e bem rapidamente mais próximo da baliza adversária.”

    Isto retrata muito bem como vai o nosso futebol infantil. Ainda me lembro quanto treinava uma equipa de sub-10 e um dos meninos (mais agil, mais rapido, mais tecnica de remate, força, colocação) por vezes queria fazer tudo sozinho, e quantos pais da bancada gritavam: PASSA A BOLA.

    Tenho imensas saudades dos miúdos, mas nenhuma saudades dos pais ou dos dirigentes..

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