O ala do lado oposto, e as defesas altas. João Amaral no Restelo.

Num jogo em que cada vez mais tudo importa, os movimentos de ataque à profundidade cada vez mais a fazerem sentido ser feitos pelos extremos do lado oposto à bola.

Tudo a ver com posicionamento da última linha adversária, e posicionamento dos jogadores da própria equipa. Com guarda redes que saem às bolas na profundidade, que e jogam muito mais fora da baliza que antes, todo o metro é importante.

Rupturas pelo ala do lado oposto porquê? Porque bola entra no espaço onde defesas desse lado estão com os apoios (pés) virados para a frente, para que consigam ver a bola, e portanto o tempo que vão demorar a rodar para ir buscar a bola às costas, será um pouco maior. Porque o facto de o movimento ser feito a partir do lado oposto, permite a quem quer receber a bola já se deslocar em corrida ao longo da linha defensiva, e portanto quando a bola sai, enquanto defesas estão parados e vão rodar para ir até ao local de queda da bola, ala do lado oposto já está de frente e vem em corrida!

E portanto, demasiadas vezes, se bem coordenado o passe com o movimento e se última linha mal posicionada em altura, pouco importará quem é mais rápido. Porque nem o Usain Bolt se tiver que arrancar de costas chegará primeiro aos 15 metros que um extremo de qualquer equipa da Liga, que parta já em corrida!

O lance é de João Amaral, um interessante jogador que tendo em conta o potencial que apresenta, chegou muito tarde à Liga. E no caso, nem precisou de beneficiar da corrida de balanço para chegar primeiro. Só o facto de estar com os apoios direccionados para o local de queda do passe já lhe garantiu a necessária vantagem.

Naturalmente que quando mais baixa estiver a linha defensiva, maior diferença fará a corrida de balanço e a qualidade do passe.

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3046 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

2 Comentários

  1. Já agora, sobre o João Amaral: ele jogava no Pedras Rubras, na altura em 4x4x2 (losango) e ele jogava na frente como avançado móvel. Muito disponível para a equipa, tecnicamente de nível alto (aliás, há um golo do ano dele em que começa antes do meio-campo em drible, deve andar pelo youtube). Sempre me admirou ter chegado tão tarde à primeira liga e não se ter destacado na Oliveirense. Do que sei, é de trato fácil, devem conseguir entrar em contato com ele facilmente se acharem isso interessante

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  1. United, e movimentos com sentido. – Lateral Esquerdo

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