A marca de Sampaoli. Argentina rumo ao Mundial.

O treinador argentino encontrou a selecção do seu país em enormes dificuldades para conseguir o apuramento para o Mundial de 2018.

Paulatinamente começa a sentir-se a marca de Sampaoli, e a Argentina caminhará para o Mundial da Russia, com possibilidades de se tornar um candidato real ao título maior.

Se no texto anterior muito se criticava a organização ofensiva do Brasil de Tite, a Argentina de Sampaoli permite estabelecer diferenças claras no seu ataque posicional, que permitem classificar a albiceleste como uma equipa bem melhor preparada colectivamente para os momentos ofensivos que a canarinha.

O tal jogo de superioridades, de inteligência, de participação ofensiva por todos. Centrais que também participam com bola, progridem com espaço, colocam pausa no jogo e usam apoios laterais para fazer a bola chegar aos médios, já de frente para o jogo.

Com bola, espaço mais recuado a cargo de apenas os três defesas centrais, com médios a colocarem-se já nas costas dos adversários. Primeira progressão a cargo dos centrais, com médios a receberem já contra menos oposição.

Um jogo mais equilibrado em relações numéricas, com a Argentina a colocar muito mais gente em zonas de criação, permitindo não só criar mais relações e possíveis combinações entre jogadores, não os deixando entregues somente à inspiração individual, mas também reagir rápido à perda. A equipa move-se em conjunto, encosta adversário atrás e quando perde, pressiona porque tem muitos elementos nas imediações da bola, e impede saídas rápidas ao adversário.

Não foi um jogo fantástico da equipa de Sampaoli. Porém, a sua organização ofensiva permitiu controlar o jogo, tirar a valorosa selecção uruguaia do jogo, e somar um ponto que poderá ser decisivo no futuro. Até porque impediu que o Uruguai desse um passo firme na direcção do apuramento.

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Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

3 Comentários

  1. faltOu criatividade nos dois médios que recebiam e jogavam de frente para o jogo…biglia e Pizarro….Com banega e pastore a história seria outra…

  2. Incrivel que eu abri e li o texto e discordava frontalmente do conteudo, numa das poucas vezes em que aconteceu. Mas vi que a discordancia foi porque minha visão foi condicionada ao rendimento de Argentina no segundo periodo.

    Nao te pareceu conservador no segundo periodo? Me pareceu que mais alem dos defesas que avançavam menos que no primeiro tempo a participação dos medios foi pobre

    • nao vi o segundo período, amigo… isso vem tudo do 1o… não foi um bom jogo… não é isso que pretendo passar. Mas sim, o facto de já se notar trabalho!

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