Grimaldo. Importância do sector mais recuado em organização ofensiva.

Há vários anos atrás, Pep Guardiola referia que o Barcelona jogava bastante melhor ofensivamente quando Rafa Marquez, o defesa central, se exibia a um bom plano.

Com o espaço a reduzir-se, ou com marcações individuais mais apertadas aos jogadores mais adiantados, o ataque posicional para ser bem sucedido depende bastante da qualidade técnica e de decisões dos elementos que mais vezes tocam a bola. Isto é, dos mais recuados. Sem essa, diminui-se não só o tempo, mas também a qualidade da posse. Qualidade expressa em desequilibrios criados na estrutura adversária.

Grimaldo que só não é já um jogador de nível mundial, porque nunca consegue ter um número consecutivo de jogos que lhe permita manter a condição física desejável, a demonstrar tudo o que se vem afirmando por cá desde há muito.

Em ataque posicional, que é precisamente o período em que os grandes passam mais tempo ao longo dos jogos, o golo começa a desenhar-se das decisões dos mais recuados! E é por isso, que a assistência e o golo, por maior notoriedade que tenham, não têm mais importância que outras acções simples ou aparentemente banais, mas que são no fundo o que proporcionam a que metros mais à frente, a magia aconteça.

Não deixem de nos apoiar nesta fase em que tentamos internacionalizar o “Lateral Esquerdo. Por 1 euro mês, tornem-se patronos deste projecto e permitam-nos investir no crescimento.
Os patronos não têm conteúdos fechados, e têm acesso à drive do site, onde podem encontrar diversas obras sobre o jogo! Alternativa no lateralesquerdo.com@gmail.com.

FANTASY DA LIGA DOS CAMPEÕES

Gratuíta e com app para melhor gerir a equipa

Só entrar aqui

O código de acesso à Liga Champions do Lateral Esquerdo é: LEchamps

 

 

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3011 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

9 Comentários

  1. Grimaldo dá logo outra saída de bola, mas é pena ser o único. Já o Luisão, o Lisandro/Jardel e o André Almeida, a bola tem picos. Quando se junta o Eliseu, são menos 3/4 a atacar. Perdemos também a colocação de bola do Ederson com as mãos e com os pés. Qual a solução? Não me está a parecer que o Rui Vitória esteja a conseguir adaptar-se à situação. Pede o mesmo a intérpretes diferentes.

    • Para mim a solução passa por tirar o ala esquerdo e substituí-lo pelo Krovinovic ou João Carvalho. Fica com uma linha de 4 mais recuada com o A.A., Luisão, Fejsa e Jardel, uma segunda linha de construção com o Grimaldo, Krovinovic e Pizzi. O Salvio e o Grimaldo dão largura e profundidade às alas (no caso do Salvio) e fica com dois jogadores no centro, o Pizzi e o Krovi, para o jogo interior. Neste momento, sem o Semedo e o Lindelof a ajudarem na saída, basta marcar o Pizzi e o Jonas que se anula o jogo do Benfica. Alem disso, com este novo posicionamento do krovi, dáva-se mais liberdade ao Pizzi para se ir associar com o Jonas e com o Salvio (já que até é melhor que o AA não suba muito.).
      Se jogar o Filipe Augusto na vez do Fejsa até fica menos complicado na saída já que serve como apoio e é bem melhor com a bola nos pés.

  2. Continuo a achar o Rui Vitória curto para o Benfica, no entanto já cresceu desde quando chegou ao clube.
    Mas dá a ideia que só conseguiu o que conseguiu devido a qualidade dos jogadores e não da sua qualidade como treinador.

    Também me parece que há jogadores fora de forma, a quem o banco faz falta. E outros que simplesmente não podem nunca fazer parte do plantel.

      • Sim, a equipa está bastante mais fraca. Agora acho que uma equipa não pode depender só dá qualidade dos jogadores, o treinador também tem obrigação de ajudar a equipa. Já não foi de ontem que se notou falta de profundidade nas laterais e jogo entre linhas. Ontem era um jogo para ganhar facil. Era notória a diferença de qualidade dos jogadores, ainda assim o CSKA ganhou.

  3. Eh pá, o Lisandro nisto é um campeonato à parte. Ainda ontem foi atroz. Se alguém fizer um vídeo com mais de 5 lances diferentes em que ele tenha dado mais de três apoios com bola no pé, quando tinha espaço à frente para isso, ofereço-lhe uma boa garrafa de Moscatel. Grande parte da incapacidade do Benfica furar blocos também vem daqui. É que irrita.

    • O Benfica está claramente mais fraco na defesa + GR, e exige-se ao Benfica jogar como um grande.

      Veremos se Grimaldo consegue evitar as lesões e se Douglas dá outra qualidade com bola que André Almeida, apesar de estar a bom nível, não tem.

      Ah, e se Fejsa não falha muitos jogos este ano, também é importante!

  4. Neste lance é visivel a incapacidade de o Lisandro de sair com bola, quando recebe a bola do Andre Almeida podia facilmente subir com ela, mas recebe e passa logo.

    Bom artigo como sempre!

  5. Caro Paolo Maldini

    Aproveito para fazer uma proposta que é denominar “frango” todo o posicionamento que seja o de defender por fora desprotegendo a maior área da baliza, ou, pelo menos, o meio.

    Assim quando Grimaldo ultrapassa o adversário directo por dentro, direi que o jogador do CSKA deu um “frango”, assim como quando Luisão deixou-se ultrapassar por fora expondo uma maior área da baliza no lance do golo do Portimonense, direi que Luisão deu um “frango”.

    Protege-se sempre o meio.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*