Rui Vitória, problema ou solução?

É por hoje uma das grandes questões dos adeptos benfiquistas.

Hoje, porque os resultados têm trazido um banho de realidade. Recordo as críticas que o texto que escrevi ainda na pré temporada “Acordar para a realidade“, sofreu dos mais acérrimos defensores do Benfica. Um pouco como quando em cima de várias vitórias consecutivas do FC Porto, as críticas a um jogar parecido com o do Leicester foram apontadas no “O Leicester português” que também deixava antever o que poderia suceder em função da falta de sustentação dos resultados da equipa de Nuno Espírito Santo. Hoje, os mais inteligentes perceberão o enquadramento de um e outro.

O problema não foi criado por, e não é Rui Vitória. A menos que o treinador encarnado se tenha internamente manifestado deveras satisfeito com a composição do plantel, o que em função da tão parca qualidade em posições chave, não deve ser de todo o caso. O problema maior é a falta de qualidade individual de um plantel que da mesma forma que deixa quase 30 Milhões em extremos no banco, utiliza três defesas e um guarda redes num jogo da Liga dos Campeões que juntos não conseguiriam ser transaccionados por mais de 2 ou 3 Milhões de Euros. Demasiados jogadores consagrados que tentam a todo o custo disfarçar lacunas, que são incapazes de demonstrar qualidade com bola, e que sem ela, tudo o que lhes resta é a organização colectiva. Quando esta falha, individualmente expostos, parecem não ter nível para jogar sequer numa primeira Liga. O problema é pois a constituição do plantel, fruto de um parco reforço da equipa principal, que apenas viu chegar Seferovic e Krovinovic como opções credíveis, depois de não só ter perdido jogadores que despertaram a cobiça dos maiores clubes da Europa, como também sentir os anos a passar, carregando vários jogadores que outrora garantiram rendimento.

Está por perceber se há “pai”, ou se é apenas um grande azar, o problema das sucessivas lesões, que não só se traduzem em ausências importantes, como em prejudicar o rendimento dos jogadores nos tempo seguinte a serem dados como aptos, enquanto não incrementam níveis físicos.

Que Rui Vitória não é o problema, qualquer um o consegue identificar. Partindo do princípio de que continua ilibado dos problemas físicos que assolam sucessivamente a sua equipa.

Mas, será o treinador encarnado a solução?

Os tempos mais recentes têm deixado muitas dúvidas, por duas grandes razões:

  1. A equipa perdeu muita qualidade e defensivamente até se vale mais da sua organização do que da valia dos seus intervenientes, mas ofensivamente o Benfica não pode continuar a utilizar os mesmos processos do passado. Porque não tem à direita um lateral capaz ofensivamente, que sentido faz continuar a dar-lhe profundidade, jogando de forma simétrica, isto é, com os mesmos movimentos de corredor para corredor? Afinal, foi o próprio Rui Vitória que em tempos referiu que não era o mesmo jogar Eliseu ou Grimaldo e que tal deveria ser enquadrado no modelo… Sem qualidade individual, os caminhos a serem percorridos têm de ser outros, em função da nova matéria prima. Também defensivamente, fará sentido manter os mesmos comportamentos herdados pelo treinador anterior e que tanto sucesso permitiram ao Benfica nos dois anos de Rui Vitória? É que a linha defensiva e o guarda redes são hoje jogadores com muitas debilidades, sobretudo em termos de mobilidade e velocidade, o que os impede de continuar a utilizar as mesmas distâncias de outros dias, e ainda assim ser uma equipa segura defensivamente. Em suma, é hora de criar! E ai recordo um texto do Pedro Bouças “O criador, o detalhista e os inteligentes aproveitadores“. Rui Vitória é um óptimo e inteligente aproveitador. Mas até hoje não se mostrou capaz de ser um criador…
  2. A dificuldade que o treinador encarnado tem tido para lançar as fichas de maior potencial, em detrimento dos estatutos adquiridos por um lote de vários jogadores que já não são hoje superiores a quem está à espera. Até tem a fama da aposta nos miúdos, mas a verdade é que Semedo, Ederson e Lindelof surgiram beneficiando da ausência de soluções ou de lesões prolongadas dos mais velhos, além de que a qualidade de qualquer um do lote é de tal forma tão superior à dos que acabaram por render, que tornava bastante mais fácil tomar decisões “difíceis”. A ausência de Krovinovic no lote de inscritos na Liga dos Campeões é um mistério por perceber, e a saída da equipa do melhor central do Benfica depois de ter cumprido a preceito os últimos jogos, deixa muitas dúvidas sobre se estará Rui Vitória preparado para deixar cair estatutos e avançar com a equipa que garanta maior potencial de rendimento. A equipa está carregada de jogadores com pouco potencial para aumentarem o seu nível, e Rui Vitória parece inclinado a deixar-se afundar com eles…

 

Sobre Rodrigo Castro 218 artigos
Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

14 Comentários

  1. Sobre o ponto 2: RV será forçado a mudar pelo acumular de resultados e exibições negativas. Porque, como dizes, é inteligente e sabe que não mudar irá provavelmente resultar na sua saída.

    • Se a História (leia-se: 2015/2016) for uma indicação, Rui Vitória só mudará se as circunstâncias (leia-se: lesões) assim o obrigarem – cf: Lindelof após Luisão e Lisandro; Renato Sanches após Fejsa e/ou Samaris se lesionarem, Ederson depois de Júlio César se lesionar. A única exceção a esta regra foi mesmo quando retirou, quase de repente, Gonçalo Guedes da equipa e retirou Pizzi de “8” e devolveu-o a extremo.

  2. Até tem a fama da aposta nos miúdos, mas a verdade é que Semedo, Ederson e Lindelof surgiram beneficiando da ausência de soluções ou de lesões prolongadas dos mais velhos

    Só é pena que não se tenha tido a suprema coragem de apontar isto quando as coisas estavam a correr bem, apenas e só, como diria o Nuno Amado, porque sim.
    É verdade que os processos são basicamente os mesmos – inclusive a tática de 4-4-2. Mas as dinâmicas? Diria que, nas fases boas, foram apenas ligeiramente melhores que as da última época de Jorge Jesus, mas apenas (e isso tem sido apontado repetidamente desde 2015/16; ao menos isso) porque Rui Vitória dispunha da qualidade individual que Jorge Jesus, em 2014/15, claramente já não tinha. A verdade é que a qualidade dos treinadores nota-se (ainda) melhor quando os ovos à disposição, em teoria, e na melhor das hipóteses, só dão para fazer gemada.

  3. gerir ou criar…Não peçam ao rui para ser o que ele nunca foi nem nunca será.. faz me confussao tanta gente andar no futebol, sem o pensar…

  4. Aquilo que se tem visto é muito mais do que perda de qualidade individual de alguns jogadores. Colectivamente a equipa tem estado muito mal, com sectores muito afastados, com pouca dinâmica de movimentos e trocas, com muitos jogadores a passo (e aqui não estou a falar dos mais velhos, mas de todos).

    Além disso, há também uma previsibilidade enorme a atacar, fazendo lembrar a equipa de NES que trocava a bola por fora mas raramente conseguia romper e provocar conflito na defesa adversária.

    Outro aspecto tb responsabilidade de Rui Vitória: se JJ enfrentou o jogo com WC e Batagglia, FCP enfrentou Monaco com Danilo/Herrera e AINDA Sérgio Oliveira, o Benfica usou apenas um médio possante (Fejsa).
    Nao terá isso tido implicações?
    A frente de Fejsa estavam quatro jogadores frágeis fisicamente: Pizzi/Jonas/Cervi/Zivkovic.

    Acresça-se Ainda o facto de à excepção de Raul, não ter entrado nenhum acelerador de jogo na frente (para atacar e para defender)…. Cervi é rápido em espaços curtos mas não é um foguete, Zivk não é rápido, Jonas e Pizzi muito menos. Deu sempre a sensação que foram engolidos sempre que tentaram jogar por dentro, envolvendo o físico.

    Não podia Rui Vitória contornar estas condicionantes com uma estratégia diferente? Não é ele responsável por apresentar soluções criativas e inteligentes para esconder debilidades?
    Não teria sido útil por Felipe Augusto ou Samaris a par com Fejsa? E quão danoso será ter dois extremos tão baixos a jogar ao mesmo tempo (Cervi/Zivkovic)? Não seria melhor jogar com apenas um deles, usando um jogador mais possante para equilibrar a luta?

  5. Só faço uma pergunta para 2 milhões de Dólares, para com a maior das facilidades, desmontar uma tese que na verdade, só serve para complicar e está completamente errada, sobre a “Parca qualidade” do Benfica:
    Tem o Boavista, ou o Basileia, ou o CSKA, melhores valores individuais que o Benfica?
    A resposta é simples e é por isso que o Vitória, nunca foi, não é e nunca será treinador para um clube como o Benfica, de tão básico que é, a treinar e a comunicar.

  6. “Que Rui Vitória não é o problema, qualquer um o consegue identificar.”

    Na minha opinião esta frase é muito definitiva e está errada. RV é claramente um dos problemas neste momento. As responsabilidades devem ser repartidas com a direção que não colmatou as saídas, mas não vale a pena tentar desculpar o indesculpável, tem de fazer melhor, tem uma equipa top 3 que não consegue fazer uma combinação ofensivamente (e sempre foi assim no seu reinado), não se nota nada trabalhado, até a organização defensiva que era o nosso baluarte está a sofrer. Tem de mudar alguma coisa, seja na tática, na organização, ou na estratégia, tem de refletir, ver o que tem em casa e mudar.

    Se quer continuar a jogar da mesma forma, não pode ser com os mesmos. Se quer continuar a jogar com defesa subida, tem de ter Ruben e Jardel lá dentro e se calhar Svilar, para ver se ele consegue controlar melhor a profundidade que qualquer um dos outros dois gr (já estou por tudo apesar de nunca ter visto o belga jogar). Se quer mais profundidade ofensiva do lado direito, tem de ter Douglas ou Gedson Fernandes (um desperdício a lateral, mas melhor que AA). Se quer melhor circulação de bola e superioridade no meio campo, e está visto que isso para ele se faz com nomes diferentes e não com trabalho no treino, tem de ter pizzi na direita e krovinovic no meio. Visto que a tática não muda, para mim também tem de ter um 10 mais ativo, Jonas apesar de ser o melhor marcador da equipa e garantia de golos dá pouco defensivamente e não reação à perda, e devido à fraca organização da equipa neste momento por vezes parece perdido. Porque não experimentar um miúdo, Carvalho, Félix? Tenho a noção que tudo isto são suposições de quem está de fora e não sabe o que se passa lá dentro e fala mais com o coração que com a cabeça. Apesar de nada estar ainda perdido, sinto cada vez mais que temos de começar a construir o futuro e não me parece que RV seja a pessoa certa para isso.

  7. Sinceramente, concordando com algumas coisas, considero este texto incongruente e com argumentos contraditórios e outros que resultam de esquecimento.

    1 – Não compreendo a desvalorização do Rui Vitória enquanto treinador que, em apenas duas épocas, lançou na equipa principal do Benfica (não me interessam as circunstâncias, porque outros treinadores passaram pelas mesmas circunstâncias e apostaram no Steven Vitória ou no César em vez do Lindelof ou no André Almeida como segurança do Maxi e sem qualquer oportunidade – nem 1 minuto – para o portento chamado Nélson Semedo, não é?): Ederson, Lindelof, Guedes, Sanches, Ruben Dias, Semedo, até Grimaldo (pela idade e por ter chegado sem qualquer experiência de alto nível). E se calhar estou a esquecer-me de alguém. Isto são factos, não são histórias da carochinha e não me parece justo desvalorizar. Porque em 20 e tal anos de futebol não me lembro de nenhum outro treinador do Benfica que o tenha feito nesta dimensão. Noutros clubes, sim, no Benfica há décadas que não acontecia. Devemos ser justos e não arregimentar os argumentos só para dar força ao texto.

    2 – Perder 5-0 com aquela falta de categoria a todos os níveis é “acordar para a realidade”? Não, não é. Isso é impossível. Porque o plantel do Benfica vale muito, mas muito mais do que tem demonstrado desde a pré-época. Assim como o plantel do FCP valia muito mais nas últimas quatro temporadas. Por isso, mesmo que o treinador não tenha o plantel que pediu, é o responsável directo e inalienável pelo rendimento da equipa. Se não estava satisfeito com o plantel e achava que não tinha condições para atingir o rendimento anunciado, então demitia-se. Pelo contrário, o Rui Vitória tem vindo sempre a dizer que está satisfeito. Agora tem de se sujeitar aos maus resultados e péssimas exibições. É a vida. Quem lhe mandou deixar o Ruben Dias na bancada depois de bons três jogos a titular? Onde anda o Douglas, o João Carvalho, o Krovinovic? Porque o F. Augusto teve direito a tudo e mais alguma coisa e o Pepê nem um minuto jogou na pré-época? O Lisandro é melhor do que o Kalaica? O treinador tem clara influência no problema que está criado. Nem poderia ser de outra forma, a não ser que estivéssemos a falar de uma crise marcada por grandes exibições dos adversários e graves erros individuais. Ou de uma série de jogos contra equipas notoriamente mais capazes do que o Benfica. Mas não. Estamos a falar de derrotas contra o Boavista, o CSKA e de uma goleada estrondosa contra o Basel. Três equipas de coxos.

    3 – De acordo com os dois pontos da solução. Não digo que deva ser despedido, porque defendi isso na primeira época dele e depois foi o que se viu. Mas noutro contexto. E com mais qualidade individual. Não tenho opinião formada. É como disseram em cima: se o Rui Vitória é só isto e não tem a capacidade de criar e mudar e adaptar, então está a prazo no Benfica. Porque está a chegar o fim da linha. Até os atletas parecem estar a cair neste engodo: a atitude que se tem visto é abaixo de cão. E aqueles rostos tristes e sem qualquer alegria em jogar são horríveis. Julgo que os treinadores good fella têm pouca consistência e tornam-se rapidamente insustentáveis.

    • “Julgo que os treinadores good fella têm pouca consistência e tornam-se rapidamente insustentáveis.”

      O Ancelotti acabou de cair à pala disso, retiraram-se dois monstros ficou logo sem pé…

    • Este comentário é fechar os olhos aos factos. Gonçalo guedes começou a ser aposta com Jesus, por exemplo, que também foi lançando Cavaleiro e outros que tais conforme iam aparecendo. O problema é que na altura do Jesus o melhor que havia era mesmo… o Cavaleiro. Só faltou rematar com “e o Jesus não apostou no Renato Sanches quando ele tinha 12 anos”. O Rui Vitória apostou porque foi forçado a tal, e grande parte das apostas que fez foram na altura certa. Nelson Semedo, Lindelof ou Ederson foram apostas na 2ª época do RV, por exemplo, não na 1ª. Que obrigação tinha o Jesus de apostar neles 2 épocas antes do RV?

      E não olhar para o plantel do Benfica e ver a pobreza franciscana em termos de qualidade individual principalmente na defesa é de uma cegueira clubistica inqualificável. E não é com Ruben Dias que vão lá. Pelo menos não em termos de resultados no imediato. Ou com Pêpê como também já foi sugerido, que apesar dos elogios aqui feitos por um ou outro lance, está associado a 4 derrotas do Estoril. Porque lhe falta intensidade defensiva e se neste momento estivesse no Benfica andava a imita o Filipe Augusto nas palmas aos assobios.

      Posto isto, há que cascar no Rui Vitória porque a culpa é claramente dele.

      • Não não David, tu chamas factos ao que te apetece.

        É que nem falei no Bernardo Silva, sabes, de propósito, para tu vires aqui e te atirares para a piscina.

        É que em vez do Bernardo Silva jogou o Sulejmani, o Talisca (bom jogador, sempre disse e mantenho – mas o Bernardo é o Bernardo, percebes?), entre outros. E depois vens com a história que na altura o melhor que havia era o Cavaleiro! BAHAHAHAH

        Se Cavaleiro, Bernardo, Hélder Costa, Lindelof e Semedo jogaram todos juntos na B. Até aqui te atrapalhas todo, porque o Cavaleiro é de longe o pior e foi o que teve mais oportunidades com o Jesus! Até percebo o que dizes em relação ao Guedes, mas estás mesmo a ser sério com essa comparação? O R. Vitória não só lhe deu um lugar no onze (em vez do Jonas lesionado) como o meteu no corredor central! Vamos ser honestos…

        Ederson e Semedo só foram apostas na segunda época!!!!!????? E vens falar de factos?! Semedo foi titular desde o primeiro jogo da primeira pré-época do RV, seu mentiroso. Saiu da equipa porque se lesionou na selecção em Outubro de 2015. O Ederson ficou na sombra do JC – que estava a fazer uma bela época – até ao jogo da segunda volta em Alvalade (1-0 golo de Mitrglou). E nunca mais saiu da equipa.

        Também te aconselho a reler o que escrevi com mais atenção. Para ver se mentes menos. Se o Rui Vitória não pode ser criticado com argumentos (bons ou maus, são os meus, e são de boa-fé) então que fique em casa.

        Agora vai lá te deliciar com o Alan Ruiz que eu fico com o Podence e o Geraldes.

  8. A culpa maior terá de ser de uma direção que transfere, no espaço de 1 ano, 6 jogadores titulares “inventados” pelo treinador e que, como “paga” deste feito milagroso, lhe disponibiliza alternativas ridículas ou perto disso. O treinador, pacato e benfiquista, jamais se iria insurgir publicamente contra esta política de “faz-te à vida”, não é o seu estilo, e terá sido este também um dos motivos primordiais para a troca de um treinador “criador” para um “adaptador”, um bocado como a troca de um compositor para um Tony Carreira.

  9. Viva Rodrigo,

    Não consigo entender onde é que vês organização defensiva no Benfica.

    Eu vejo um monte de jogadores a acudir fogos, com a famosa linha mil folhas.

    Vejo uma equipa que depende da voz de comando mas enfraquecida fisicamente do Luisão, que depende das varridelas do Fejsa, um excelente jogador mas feito de vidro.

    Concordo com o Edson, ser um gajo porreiro pode servir enquanto algumas bases do colectivo lá estiverem e os jogadores estiverem confiantes.

    Se calhar estavam oprimidos pelo jota, não duvido, e nos anos anteriores abriram a panela de pressão.

    Mas vocês defendem o trabalho do treinador, aquele que treina, que obsessivamente se esforça para a equipa ter uma identidade própria e controlar o jogo no seu mais ínfimo detalhe (daí as vossas referências serem o Sacchi, o Sarri, o Guardiola e o Jesus, etc…).

    1) Em algum momento Rui Vitória se aproxima deste grupo? Desde que está no Benfica?

    2) Em algum momento o Benfica, com RV, dominou algum jogo com equipas do seu nível?

    3) Em algum momento o Benfica demonstrou evolução sobre o trabalho do Jota?

    Um abraço,

    • Menos, menos… O Benfica do RV dominou o ano passado o Sporting, em Alvalade (o jogo todo) e na Luz (até ao 2-0). Também dominou o FCP pelo menos duas vezes, em casa (e até nem venceu nenhum desses jogos). Também não me esqueço da fantástica exibição em Munique contra o Bayern do Guardiola – acho mesmo que foi o jogo que mais gostei do consulado RV.

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