O melhor Brasil a caminho da Russia 2018

Tite lidera a melhor equipa Brasileira dos últimos muitos anos.

Os problemas em organização ofensiva já foram várias vezes por cá referenciados, e estão relacionados com a ausência de protagonismo dos elementos da linha defensiva brasileira no processo ofensivo, nomeadamente na construção do jogo. Acentua superioridade em zonas baixas, porque pede aos médios para virem pegar na bola fora da estrutura adversária, mantém laterais sem projecção em profundidade, e deixa poucos elementos a sobrarem para receber em zonas de criação.

Quem recebe já próximo do último terço, fá-lo em condições de inferioridade muito grande, e vê-se obrigado a resolver problemas de forma individual, perante a muita distância para os restantes elementos da equipa.

Todavia, defensivamente Tite trouxe a modernidade para a selecção brasileira.

Ocupação espacial de forma racional, encurtamento do campo, coberturas, equilíbrios. Defesa zonal e ideias comuns a todos sem bola. Finalmente o Brasil a ser uma equipa que se relaciona nos momentos em que não tem a posse.

Tite a preparar não só princípios comuns para os momentos defensivos, como a pensar na forma de ligar da forma mais eficaz o momento que perde com o momento que recupera.

Nada inocente a liberdade defensiva que oferta a Neymar, procurando não só não o desgastar em demasia nas tarefas defensivas, mas também aproveitar o seu posicionamento mais alto para que possa após a recuperação da bola receber com mais espaço, porque mais longe da equipa adversária que foi progredindo com bola, e mais próximo da baliza adversária.

Numa prova de regularidade talvez as dificuldades em organização ofensiva da canarinha se fizessem notar pela cedência de pontos aqui e ali. Numa prova a eliminar, defender bem e sair com qualidade em ataque rápido poderá ser mais que suficiente para chegar ao título! Pela competência e ordem defensiva que trouxe para a selecção e pelo imenso talento dos seus jogadores que com a bola nos pés resolvem problemas como poucos outros a nível planetário, o Brasil de Tite não sendo o principal favorito à conquista do ceptro maior do futebol mundial, voltou a entrar no lote dos mais favoritos, a par da Alemanha, Espanha e França.

 

Para terem acesso a todos os conteúdos que por cá se produzem, e darem uma pequena ajuda tornem-se patronos deste projecto. Também com acesso à drive do Lateral Esquerdo, onde partilhamos “influências”. Recordamos que 1 euro mês será desde logo uma grande ajuda! Alternativa no lateralesquerdo.com@gmail.com.

O livro do “Lateral Esquerdo” agora em promoção no site da PrimeBooks (9’90€). Aqui, com entrega ao domicílio sem custos associados!

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3043 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

5 Comentários

  1. Como vê a utilização de “treinos fantasmas” sem oposição feitos por Tite? Não falo apenas da questão pratica, já que teria que ser visto esse treino para que se pudessse fazer uma analise, mas de forma conceitual, o que achas?

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*