Curta do FC Porto na Alemanha.

FC Porto a preparar-se para um jogo de duelos, onde se impõe com naturalidade, e o Leipzig a contornar as bolas divididas. A “fugir” rápido dos duelos, a evitar os choques, a fazer correr a bola, e a expor dificuldades nos comportamentos colectivos defensivos da equipa de Sérgio Conceição.

Porque na realidade nacional não precisa nunca de ir ao pormenor na movimentação defensiva para resolver problemas, sofre em demasia perante equipas capazes de evitar os duelos pela forma rápida com que decidem, circulam e transformam as situações de jogo.

Foram imensos os ataques da equipa alemã que exigiam respostas diferentes em termos de movimento e posicionamento da última linha da equipa do Porto, e só por mero acaso o resultado não foi crescendo.

Notas individuais:

Marega – Um jogo marcado pelas suas dificuldades técnicas e de decisão. Está a anos luz do nível Champions, e somou perdas e não aproveitamento por más decisões de um sem fim de lances que poderiam ter sido prometedores.

Óliver Torres. O jogador que tentou virar as agulhas de um FC Porto que até então pretendia duelo, e não o conseguia ter. Aumentou critério e trouxe o FC Porto para o jogo, onde nunca tinha estado na primeira parte, pese embora o resultado não o tivesse reflectido no final dos primeiros 45 minutos.

Rodrigo Castro
Sobre Rodrigo Castro 105 artigos

Rodrigo Castro, um dos fundadores do Lateral Esquerdo. Licenciado em Ed física e desporto, com especialização em treino de desportos colectivos, pôs graduação em reabilitação cardíaca e em marketing do desporto, em Portugal com percurso ligado ao ensino básico e secundario, treino de futsal, futebol e basquetebol, experiência como director técnico de uma Academia. Desde 2013 em Londres onde desempenhou as funções de personal trainer ligado à reabilitação e rendimento de atletas. Treinador UEFA A.

8 Comentários

  1. Acho incrivel o facto de criticarem o marega dizendo que nao tem nivel para a champions depois do jogo dele contra o monaco.Criticar é facil,elogiar nem por isso,quero ver quando o marega jogar bem,como ja jogou esta epoca se o vao elogiar.

  2. O facto do Marega ter feito um bom jogo contra o Monaco, nao invalida que não tenha nível para a Champions. Como o Rodrigo frisou o nível técnico e de decisões não é o mesmo. Depende dos “olhos” com que se vêm os jogos, mas o que não falta por aí são jogadores que fazem fazem a diferença no nosso campeonato (por variadíssimos atributos) e não têm nivel champions. Infelizmente tenho vários casos no meu clube.

  3. Entraram no jogo com 2 golos fortuitos que nunca reflectiram o desequilíbrio que poderia atingir 4 golos, até acordarem nos últimos minutos: alguém gritará ” o rei vai nu”?

  4. Qualquer treinador que vá enfrentar o FC Porto de futuro deverá estudar bem este jogo, o do Besiktas e momentos dos jogos com Braga, Rio Ave e Sporting. Acreditem, estão lá muitas das chaves que permitirão expor o quanto o modelo de jogo de Sérgio Conceição, tendo os seus méritos, é um bocado castelo de cartas. Aliás, vendo bem a coisa, não é muito diferente do que acontece com o Benfica: uma equipa que tenha capacidade E paciência para pressionar alto E trocar a bola dificilmente não criará dificuldades a esta equipa.

  5. O modelo do Porto não está em causa em Portugal e contra equipas que sejam más a atacar. O RedBull teve uma pressão vertical muito forte e um nível técnico brutal com bola, a encontrar soluções no corredor central demasiado fácil. Faltou mais controlo (atrair dentro com 2 ou 3 passes antes de jogar por fora) e mais paciência sem bola.

  6. “FC Porto a preparar-se para um jogo de duelos, onde se impõe com naturalidade, e o Leipzig a contornar as bolas divididas. A “fugir” rápido dos duelos, a evitar os choques, a fazer correr a bola, e a expor dificuldades nos comportamentos colectivos defensivos da equipa de Sérgio Conceição.”

    Caro Rodrigo castro

    Chama-se a isso mobilidade e o FCPORTO foi incapaz de superar a maior mobilidade dos jogadores do Leipzig.

    As brincadeiras nas selecções (Danilo, mexicanos e africanos) também não ajudaram na preparação do jogo.

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