O apagão de Óliver Torres

Neste fim de semana tive oportunidade de ver alguns minutos de um jovem de 17 anos que tem um potencial tremendo, ao lado de algumas pessoas ligadas ao jogo de diferentes nacionalidades. Quando pouco depois de entrado em campo, protagonizou um lance maravilhoso que fez soltar em uníssono um “bruaá” da bancada, ouvi de uma delas: “Óliver Torres, parece o Óliver Torres!”

De todos os jogadores de enorme potencial da Liga, Óliver é o protagonista do caso de maior dificuldade em compreender o porquê de não estar a ter o impacto previsto.

O seu rendimento na pré temporada e nos primeiros jogos oficiais foi de tal forma elevado, que a expectativa que ficou foi a de que pudesse ser a figura da Liga na presente temporada.

Só Sérgio Conceição saberá o porquê do seu apagão. Com a certeza que o jovem espanhol é um prodígio que importa aproveitar. Não é relevante sequer a sua morfologia, porque Óliver tem a capacidade de ludibriar e fugir do contacto. É o médio da liga com melhor qualidade técnica, qualidade de definição e criatividade. Um facilitador que contribui para desequilibrar o jogo, mesmo que receba a bola em zonas mais baixas na fase de construção. Atrai, manipula os adversários, ganha espaço para os colegas, inicia ataques prometedores com as suas decisões.

Um génio que poderá elevar o jogo ofensivo do FC Porto para um nível superior. Assim seja aproveitado.

Na noite de ontem, foi assim:

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3767 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

23 Comentários

  1. Oliver, Maxi Pereira e Casillas. Três jogadores com provas dadas, três jogadores (em condições normais) melhores que as opções atualmente mais habituais ultimamente, três jogadores com salários incomportáveis para a realidade atual e pública do clube que (ainda) representam. Cada um/a retire as suas conclusões.

    • Maxi melhor que Ricardo? Acho que nem no auge da carreira quanto mais agora… E Óliver não me parece ter um peso na folha salarial assim tão elevado.

      Se a justificação para Casillas estar no banco pode ser essa e a justifição para maxi ser apenas terceira e não segunda opção também acho que Óliver não é por aí.

      Ou é “disciplina”, ou uma crença que precisa de dar músculo ao meio campo, se bem que isso até pode ser desculpa quando joga com Danilo e Herrera( apesar de achar que a equipa perde muito mais do que ganha), mas quando joga com meio campo a 3 jogando Sérgio Oliveira que nem em termos de duelos individuais me parece melhor que Óliver, essa questão de fortalecer o meio campo ainda me parece mais estúpida, mas tendo em conta a altura do Sérgio Oliveira e o facto de ser um pouco mais largo há muito boa gente que acha que ele defende melhor que o Óliver, o SC pode muito bem ser uma dessas pessoas…

    • Se no caso do Maxi e do Casillas até posso concordar, dada a idade e salário, no caso do Oliver, não me parece, seria deitar 20 milhões ao lixo.

      Este moço tem que jogar sempre, mesmo que tenha uma perna a menos, fará sempre melhor figura que o André 2x e o Herrera.

      um abraço,

  2. O futebol é um jogo tramado. No jogo em que Oliver volta a calçar e, consequentemente, a criar mais (vamos esquecer que Brahimi não estava) foi o primeiro jogo em que não marcaram.

    o caso de Oliver só tem paralelo com o de Rafa. O contexto em que estão não lhes é o mais favorável…

  3. Ainda assim, três casos completamente diferentes.

    Maxi nunca seria titular esta época com a aposta que foi feita na continuidade de um ativo valioso como o Ricardo.

    A sucessão do Casillas teria de ser sempre feita, embora se possa questionar o teu em que aconteceu.

    Sobre o Oliver já é mais estranho, como relata e bem o artigo. Pela produção que já apresentou esta época (e mesmo na primeira parte contra o Besiktas) e por aquilo que não tem produzido as suas alternativas, não é fácil entender a opção.

  4. Só mesmo para reiterar que Maxi é melhor que Ricardo e sempre será. Aliás, a grande maioria dos golos que o FC Porto tem sofrido tem sido pelo lado de Ricardo. Há casos em que os números não enganam.

      • O Porto sofreu 10 golos esta época. O Ricardo estava em campo em 7.

        2 – portimonense (um de livre e um de contra-ataque pelo lado do Alex Telles)

        1 – Paços de Ferreira (perda de bola no meio campo e remate de longe pelo centro)

        3 – Besiktas (2 golos pelo lado do Alex Telles e um remate de longe na zona central)

        1 – rio ave – culpas do Ricardo e do Felipe.

        10 golos sofridos, 1 por culpa do / pelo lado do Ricardo.

        Os números não mentem mesmo

  5. Óliver, devia jogar sempre…Mas só rende mais (globalmente) em 1×2 no meio. Não dá em “2”, nem tem chegada, nem definição de 10. Tem que melhorar muito o remate. Mesmo o passe longo é irregular na força em precisão. Demais para a sua qualidade técnica. Passe curto sim, mas ainda assim pode verticalizar mais.
    Demasiada necessidade de olhar de frente e espaço para actuar.
    Para crescer…muito ainda. Mais rápido.

  6. João Félix!

    Entra aos 55m com a sua equipa em desvantagem. Nos primeiros toques na bola no jogo, cueca no adversário com a maior classe do mundo.

    Dez minutos depois, a equipa já tinha virado o jogo e mudado completamente a dinâmica do jogo.

    Um craque, ou melhor, dois com Oliver Torres!

  7. Não queiram comparar o Oliver com o João Félix por amor de Deus!
    Um é jogador para um Villareal no máximo e e…. até disso tenho duvidas.
    O João é um craque de primeira.

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