Romper linhas adversárias. Shakhtar de Paulo Fonseca.

Cada jogo da equipa ucraniana é uma lição.

No golo que consolidou a vantagem na quarta jornada da Liga dos Campeões, a equipa de Paulo Fonseca a mostrar como se penetra por entre as linhas adversárias.

Com o corredor central tapado, o uso do corredor lateral para atrair adversário, espaço ganho dentro, e depois voltar ao ponto de partida para então romper a linha e ficar de frente para a defesa adversária.

Talento, e inteligência. Muita inteligência para quebrar sectores adversários, entrando sempre com bola bem “redonda” para que seja mais fácil a quem recebe definir com qualidade.

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3767 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

5 Comentários

  1. ” A bola vai para fora, para voltar pra dentro”. Frase classica do LE.

    Muito bom ver utilização do corredor lateral, mas de forma subisiária, não como um fim em si. No Brasil se repete o cliche “ha que se jogar pelas pontas” quando o corredor central está assim fechado. Mas o jogar pelas pontas tem uma conotação diferente da mostrada no video. Não sei se ja deu pra perceber isso no que concerne a organização das equipes brasileiras em organização ofensiva(alias nem sei se no brasileirão isso é necessario, tendo em vista a pobreza da ocupação central defensiva), mas é o que há por aqui.

    “jogar pelas laterais, jogar pelas laterais” é o mantra.

  2. Boas. Adoro o teu trabalho mas apesar de achar que há aqui muito mérito do shakhtar, considero que há mais demérito da equipa adversária. Penso que nem foi uma situação tão trabalhada que permitisse iludir o adversário. Acho que o Médio interior ainda estando de frente para a zona da bola e com o adversário (que iria romper esse espaço) à sua frente, com alguma inteligência táctica tinha percebido que havia ali uma”porta” que teria de ser fechada e ter sido proactivo. Quando reagiu já era tarde…

  3. Bons videos!
    No entanto, pergunto-me se tal estratégia poderia ser utilizada por uma grande em Portugal, correndo o risco de em 5-6 jornadas ser desmistificada…

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