Gonçalo Guedes no caminho para a Rússia

Gonçalo Guedes é a grande revelação de nacionalidade portuguesa na presente temporada. Encontrou em Valência um modelo de jogo que encaixa na perfeição naquilo que pode trazer de bom ao jogo, e o impacto tem sido de tal forma elevado que no país vizinho o comparam aos melhores.

No jogo contra a Arábia, Gonçalo demonstrou não somente que deverá estar no caminho para a Rússia em 2018, mas sobretudo que poderá ser um elemento importante, no modelo de Fernando Santos.

Só muito esporadicamente nos jogos de maior dificuldade, Portugal deixará de manter a sua identidade defensiva, colocando as “fichas” ofensivas nas saídas rápidas em transição após a recuperação da posse, e ai Gonçalo que não demonstrou o toque refinado e a qualidade de decisão de João Mário ou Bernardo Silva, provou que pode ser um elemento decisivo coabitando com Ronaldo na frente de ataque. Garante a competência em transição ofensiva que tem encantado Espanha, e a responsabilidade defensiva que um sistema com dois avançados tanto irá requerer a quem formar dupla com Cristiano.

Mobilidade, potência, e chegada rápida aproveitando o campo aberto após as recuperações. Chegará ao Mundial aos vinte e um anos.

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3013 artigos

Criador do “Lateral Esquerdo”, tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto – Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino.

Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ).

Autor do livro “Construir uma Equipa Campeã” da PrimeBooks.

Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

11 Comentários

  1. E mais se informa, com o Gonçalo Guedes, Portugal não necessita de outro avançado.
    CR7; Gonçalo e André Silva e Bruno Fernandes. Estão encontrados os 4 homens da frente.

    Curioso é também pensar que o Gonçalo Guedes está a ser, o que o Nélson Oliveira prometeu quando apareceu, naquele mundial de sub20.

    • Óptima analogia! O Oliveira podia ter tido uma carreira tão mas tão diferente. .. culpas próprias mas tb pq apareceu 2ou 3 anos antes do melhor enquadramento q os jovens têm hj em Portugal

    • Caro Norberto

      O Nélson Oliveira brincava muito nas selecções, por isso, falhou a afirmação no FUTEBOL PROFISSIONAL, no Benfica e mesmo nos outros clubes por onde esteve sendo que actualmente está no Norwich no Championship e joga pouco.

      • Já o Rodrigo que ultrapassou o Nélson no Benfica era um coitado que nunca teve internacionalizações na mesma altura, nos mesmos escalões, certo? Ou noutros níveis, um tal de Cardozo?

  2. Nunca achei o Guedes nada de especial. Reconheço as qualidades fisicas, mas limitado no mais importante (para mim), técnica e criatividade. Aliás, na linha do Sanches. Capacidades fisicas que fizeram com que pudessem aparecer mais cedo a este nivel, mas que se esbatem rapidamente.
    Ainda assim, concordo que pode ser (muito) util como alternativa ao CR e ao Andre Silva neste modelo da seleção.

      • Não concordo Paulo. CR deixou de ser foi um prodígio no drible porque parece-me que o seu desenvolvimento motor lhe tirou agilidade para fazer o que fazia no inicio da carreira. Técnica tem muita, em especial na finalização, esse aspecto que o coloca no topo.
        No Guedes, para já, não vejo nem golo nem criatividade para chegar a esse topo. E, atenção, quando digo nada de especial, é comparado com outros bem mais talentosos como Bernardo ou o João Mário. Obviamente, é um bom jogador. Só não acho que tenha “aquele” talento…

  3. O jogador português, depois de Bernardo Silva, que mais prazer me dá ver jogar. Só imagino o jogador que poderá vir a ser quando deixar de : tropeçar, e tentar fazer tudo á pressa. Basicamente, quando aprender a respirar em campo.
    Não sei se vou estar errado, mas daqui a 3/4 anos, tem tudo para ser um misto entre Suarez ( versão Ajax ) e David Villa.

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