Quando és o melhor do mundo. De Sergio a Messi.

Sergio é desde há muitos anos a esta parte, o melhor médio defensivo do mundo.

E é o melhor porque tem uma influência tremenda em cada momento da partida. Não é por ter pé esquerdo, direito ou jogar de cabeça. É porque tem as melhores soluções com bola e sem bola. Em organização ou em transição. Desde há muito que Busquets é a prova de que os melhores médios defensivos do futebol mundial não podem nunca ser os que somente se destacam por ter impacto num momento do jogo. Não que não possam ser úteis. Mas, o melhor, à competência defensiva, encontra soluções para ajudar a equipa a chegar ao golo.

É o futebol do futuro, onde todos são competentes em todos os momentos:

Quando és o melhor do mundo, até sem tocares na bola levas os outros a cometer disparates.

Inacreditável a opção de Kovacic em abrir o corredor central todo ao portador da bola, quando o Real já estava desposicionado no campo, para que a bola não entrasse em Leo Messi. Messi é de uma outra galáxia, mas os seus colegas de Barcelona não são propriamente ineptos que não consigam resolver com muita qualidade e sucesso situações de campo aberto e com vantagem numérica…

Para terem acesso a todos os conteúdos que por cá se produzem, e darem uma pequena ajuda tornem-se patronos deste projecto. Também com acesso à drive do Lateral Esquerdo, onde partilhamos “influências”. Recordamos que 1 euro mês será desde logo uma grande ajuda! Alternativa no lateralesquerdo.com@gmail.com.

Sobre Paolo Maldini 3808 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

6 Comentários

  1. Boa tarde,

    Gostava de ver esclarecida uma questão que me tem atormentado estes últimos meses. Vocês elogiam os comportamentos coletivos das equipas (treinador), ou a qualidade individual dos jogadores Pergunto isto porque, durante a época passada toda, os elogios ao Real Madrid eram jogo sim jogo sim. Chegaram a compara-los com o Barça do Pep, utilizaram afirmações como “melhor proposta de futebol da europa”; “futebol do futuro”, e agora, nem um elogio se vê. Afinal, o Zidane tinha ou não todo o mérito que vocês diziam ter? Começo a perceber uma certa tendência de análise da vossa parte, que é: Se a equipa ganha, arranja-se maneira de a elogiar. Se n ganha, já n se fala dela, mesmo que os comportamentos coletivos sejam EXACTAMENTE iguais aos verificados nos jogos que ganharam.

    • estás mesmo confuso! Nós elogiamos o que é para elogiar… o futebol do Real do ano passado, o do PSG deste… se é para elogiar, seja pelos jogadores, treinadores, ou o que for, queres que não se elogie porque sai mais dos jogadores ou mais do treinador (onde está essa do todo o mérito do Zidane? Quem tem estes planteis não tem nem metade do mérito…seja Zidane ou outro)? Há uma estupidificação muito grande que impede de ser ver o que é bom ou mau, se fugir ao gosto pessoal de cada um… e sim, o Real do ano passado era de longe a melhor proposta da Europa, dizimaram toda a gente (Bayern foi a excepção)… a consequência disso foi ter ganho tudo… e os elogios ao seu jogo chegaram muito antes das conquistas, como ai quiseste fazer passar… Se este ano não está a jogar igual, não se vai elogiar…

      o futebol como a vida, não é estático. Não ganham sempre os mesmos, não jogam sempre o mesmo as equipas… tens o exemplo também do Benfica, que o ano passado era a melhor… e não tendo mudado de treinador, já não o é… isso não invalida que o ano passado o fosse. Certo?

      O Real pode descer que isso não apaga o que jogaram na temporada passada. O PSG para o ano pode descer, que isso não apaga o que joga este ano…certo?

      entender que as coisas no futebol não são estáticas é o primeiro passo para ultrapassares a confusão…

      O Barcelona se na próxima época não for campeão, deixa de ter merecido ser nesta (confirmando o que parece quase óbvio, agora)

      • O benfica na epoca passada também não jogava nada, os 3 grandes juntos na epoca passada não davam meia equipa. Aliás, o Benfica de RV nestes 2 anos e meio sempre foi 0 coletivamente.

        E o real coletivamente é exatamente o mesmo esta epoca.

      • Desculpem lá mas a questão acho que não era o mérito do ano passado. Isso foi é continua inegável. É perceber porque os mesmos, com o mesmo treinador, com traços e comportamentos coletivos muito idênticos ao que tinham, não estão a carburar tão bem agora. Muitas razões, mas globalmente porque acontece? As dinâmicas não deixaram de ser boas certamente.

  2. Acho que também seria justo realçar o esforço do Casemiro, na jogada do golo, em fazer de sombra do Iniesta começando a abrir o bloco do Real Madrid (no segundo golo é ele que também perde a bola).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*