Gato sapato da pressão, a jogar. Desportivo de Chaves de Luís Castro

No início da temporada Luís Castro partilhou em exclusivo para o Lateral Esquerdo, não só ideias sobre o jogo e o modelo, mas também sobre como trabalha.

Sobre o que idealiza e a primazia que dá à chegada da bola com qualidade ao último terço, referiu os porquês do seu jogar :

Primeiro porque é integrador de todos os jogadores. Todos os jogadores participam no momento ofensivo e no momento defensivo e todos se sentem entusiasmados com as propostas de treino que nós fazemos e sinto-os sempre muito disponíveis

os jogadores são muito valorizados…  Portanto é um estilo de jogo integrador em que todos saem valorizados, inclusive o treinador.

Depois de passar por um calendário extremamente complicado no início da temporada, que poderia ter levado o Desportivo de Chaves e o seu próprio treinador a alterações profundas sobre o que imaginavam e projectavam para a presente época, a bonança chegou em forma de resultados (A equipa de Luís Castro somou 14 pontos nos últimos 18!). Eles que são sempre o que determina a aposta ou não de um clube.

Já os resultados, chegaram por via de uma ideia soberba  de um treinador que aos resultados, ainda soma o potenciar dos activos do próprio clube. Que pode um clube pretender mais?!

Mas na prática o que pretendia dizer Luís Castro com o “todos os jogadores participam no momento ofensivo e no momento defensivo”? 

Na Madeira, perante o até então invicto na sua casa, Marítimo, o Desportivo de Chaves desmontou o adversário no seu momento de organização defensiva. Precisamente aquele que traz maior dificuldade e exige maior critério e competência. O segundo golo na Madeira é uma lição de como contornar a pressão adversária e aproveitar o desposicionamento defensivo que esta sempre acarreta em quem sai para ir recuperar. Num lance em que os onze jogadores flavienses tocam na bola!

Sim, foi em Portugal:

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Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3382 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

5 Comentários

  1. Pedro,

    Acho que o Chaves enganou bem o Marítimo mas quando a bola chega ao extremo (Mateus) o Chaves estava em inferioridade numérica (GR+7 contra 3, imagem aos 50seg.) Há um jogador do Marítimo que é completamente displicente na sua abordagem ao lance levando a que o Mateus opte pelo lance individual criando, de imediato, uma situação de perigo iminente.

    Há sempre o binomio mérito/demérito mas quando vejo tamanho erro tendo sempre a optar pelo demérito da equipa que defende.

  2. Um treinador da velha escola com ideias da nova escola!
    Conseguiu libertar-se daquelas ideias da velha escola (se é que alguma vez esteve agarrado a elas), o que lhe dá ainda mais mérito…

  3. O aluno com melhor nota no ano em que um tal de Mourinho era seu colega.

    Outro que foi traído pelo contexto no Porto. Tem tudo para um dia voltar e ser bem sucedido.

  4. Há um passe na tentativa de procurar as costas do lateral adversário que iria sair cedo demais o erro foi corrigido a jogada segui-o o seu caminho natural mas quando chega a lateral o Matheus já estava em inferioridade depois a displicência de uns e arte de outros fez o resto.

    Contudo muito mérito de um dos melhores treinadores portugueses da atualidade

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