Neymar – O sucessor

Hoje num programa televisivo perguntaram-me sobre quem seria o sucessor de Messi e Ronaldo, os dois monstros que têm dominado de forma individual o futebol mundial na última década.

São vários os valores a prometer surgir com grande destaque na próxima década. Há, contudo, um brasileiro que já é nos dias de hoje um jogador verdadeiramente fabuloso, capaz de por si só definir todo o rumo de um jogo.

À qualidade técnica que sempre foi imensa juntou-lhe a tomada de decisão, capacidade para definir os lances mesmo que em espaços reduzidíssimos, e à escala global só Leo Messi tem mais argumentos para virar todo um jogo do avesso que Neymar.

A forma como já identifica momentos para pausar os lances da mesma forma como os acelera, o gesto técnico e a velocidade de execução supersónica, em cima da capacidade para perceber tudo o que o rodeia, tornam-o o maior candidato a bola de ouro pós dinastia Messi – Cristiano.

Foi inacreditável a categoria que passeou no Santiago Bernabéu. Neymar, voltará a bater o seu próprio recorde de transferência.

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3359 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

3 Comentários

  1. De acordo. Mas neste jogo em particular, Neymar quis “mostrar” em demasia. Perdeu muitas vezes discernimento, quis jogar sozinho e agarrou-se muito à bola.

  2. É um pau de dois bicos.

    – Poderá ser estratosférico quando jogar menos para a bancada e procurar menos protagonismo.

    – Perdendo isso, ou colocando isso de parte, perde o que torna especial em relação aos outros.

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