100 Jogadores a seguir no Mundial – 41 ao 45

Robert Lewandowski, Polónia

É um dos melhores avançados do futebol mundial. Aos vinte e nove anos, e a defender uma selecção com poucas chances reais de surpreender, o poderoso avançado do Bayern sabe que não precisará do Mundial para se valorizar ainda mais. Mas, é claramente a figura a seguir, numa eventual gracinha da equipa polaca.

Qualidade tremenda a movimentar-se, a oferecer soluções para a sua equipa continuar a progredir, mas também a surgir nas costas das defensivas adversárias, ou a iludir marcações nas grandes áreas adversárias, Lewa é o avançado centro que pode inventar um golo a cada instante. Mil e uma soluções para finalizar fazem do ponta de lança do Bayern, um dos mais temíveis entre todos os que estarão na Rússia.

Romelu Lukaku, Bélgica

Muito longe de ser um jogador de elite tecnicamente, o ponta de lança do Manchester United chega à Rússia aos vinte e cinco anos, e pronto para causar impacto na prova.

É um finalizador por natureza, seja usando o pé esquerdo, movendo-se para o espaço ou terminando as jogadas no ar, Lukaku terá um papel decisivo na conclusão dos ataques que Mertens e Hazard prometem desenhar.

Poderoso fisicamente, servirá também como referência quando nas eliminatórias mais complicadas, a Bélgica encontrar mais dificuldades para sair no estilo de jogo que lhe é tão característico.

 

Alex Iwobi, Nigéria

Aos vinte e dois anos Iwobi chega ao Mundial depois de uma época em aumentou o seu espaço no Arsenal. Seja como interior ou como extremo, mostrou credenciais na forma como define os lances, seja em passe ou no drible.

No 442 da Nigéria, não deverá surgir como médio, mas antes como um dos quatro da frente em organização ofensiva. A qualidade do seu drible e a forma desinibida com que encara cada situação perante oposição, fazem de Iwobi um dos potenciais criadores da Nigéria, uma das selecções africanas que procurará surpreender no Mundial.

A forma como Iwobi desequilibra e se liga a Iheanacho é uma das mais fortes esperanças dos africanos para vencer os seus jogos.

 

John Stones, Inglaterra

A Inglaterra chegará ao Mundial num sistema de 3 centrais, e John Stones será o defesa central que com bola ocupa o espaço no corredor central.

Aos vinte e quatro anos, Stones liderará o processo ofensivo e defensivo de uma selecção que procura voltar aos tempos de glória. O conforto que demonstra com bola e que o fazem não se coibir de ser o primeiro jogador ofensivo da sua equipa, e a concentração competitiva que lhe permite não errar posicionamentos, e capacidade para se impor nos duelos nos momentos defensivos, tornam Stones um dos defesas centrais que estarão na Rússia com potencial para integrar a equipa do Mundial.

Amine Harit, Marrocos

Tem vinte anos e é a grande promessa de Marrocos na actualidade. O interior do Shalke 04 não é ainda um indiscutível numa equipa africana que tem bastante talento, mas é claramente um sério candidato a surpresa na grande prova na Rússia, pela qualidade que já empresta ao jogo da sua equipa.

Um médio de traços ofensivos, com uma capacidade ímpar para rasgar linhas adversárias em posse, pela forma como progride em velocidade, mas sempre sem perder o controlo da situação.

Harit tem um potencial tremendo, e o tempo dirá se não foi um erro trocar a selecção francesa, por onde percorreu todos os escalões, pela possibilidade de jogar um Mundial tão cedo. Independentemente da sua escolha, importa seguir Harit no Mundial.

 

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3647 artigos
Pedro Bouças - Licenciado em Educação Física e Desporto, Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, bem como participado em 2 edições da Liga dos Campeões em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã", e Co-autor do livro "O Efeito Lage", ambos da Editora PrimeBooks Analista de futebol no Canal 11 e no Jornal Record.

3 Comentários

  1. Eu sei que não faltam soluções à Alemanha – aliás, ganham competições com a equipa C – mas deixar Sané de fora?!? Anda tudo doido?

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