100 Jogadores a seguir no Mundial – 36 ao 40

MALMO,SWEDEN - AUGUST 27: Robin Olsenis of Malmo FF during the UEFA Champions League play-off second leg football match between Malmo FF and FC Salzburg at the Swedbank Stadion on August 27, 2014 in Malmo,Sweden. (Photo by Jonathan Nackstrand/EuroFootball/Getty Images)

Gabi Jesus, Brasil

Aos vinte e um anos será o avançado centro do Brasil no Mundial. Por si só, tal já é algo de notável.

Chegou a Inglaterra com um potencial tremendo para ser trabalhado, pela qualidade técnica suprema e velocidade de execução e passada elevada, bem como a qualidade que demonstrava nos movimentos de ruptura. Com Pep Guardiola aumentou a percepção de tudo o que é jogar colectivo, e transformou-se também num jogador de ligação, capaz de entender e executar o jogo entrelinhas adversárias.

O seu sucesso na Rússia não será surpresa para ninguém, Jesus é já uma figura incontornável do futebol na Europa, e tem o perfil correcto para se associar a Neymar e Coutinho.

André Carrillo, Peru

O extremo direito com uma forte história ligada a Portugal, é um dos nomes mais sonantes da selecção do Peru. Velocidade de passada e de execução, capacidade de drible muito elevada, embora à medida que cresce fisicamente tenha vindo a perder a agilidade de outrora, e muito critério que lhe permite perceber que o jogo não vive só de acelerações, tornam Carrillo não apenas um desequilibrador, mas também mais um jogador capaz de definir com critério no último terço. É o tipo de extremo que não coloca uma bola na área por colocar, porque assim pensam que deve ser todos os que assistem aos jogos, mas antes coloca sempre ideias nas suas decisões.

Se o Peru é candidato a surpresa, muito também contribuiu para isso Carrillo.

Robin Olsen, Suécia

O gigante guarda redes do Copenhaga tem 28 anos mas não soma muitas internacionalizações, uma vez que foi já algo tardiamente que garantiu o seu lugar na selecção da Suécia.

Olsen foi um dos heróis do playoff que opôs a Suécia à Itália. A forma rápida como sai da baliza, e a sua imponência dentro desta, aliado ao facto de defender as cores de uma equipa que previsivelmente terá muitos períodos sem bola no Mundial da Rússia, tornam Robin Olsen um candidato à notoriedade.

Shinji Kagawa, Japão

O mágico do Dortmund tem o toque de classe dos predestinados.

Criatividade e qualidade técnica elevadíssima que lhe permitem ser um dos mais capazes entre todos os presentes de jogar em espaços reduzidos, Kagawa tem sempre soluções técnicas para desequilibrar ofensivamente os jogos, seja pela qualidade do seu passe, não só pelo gesto mas pela decisão, seja na forma como em drible desmonta organizações.

A forma como define no último terço numa era de pouco espaço fazem de Kagawa um jogador especial, e que poderá dar à sua selecção o toque de critério que tanta diferença faz no sucesso e insucesso de cada lance.

Sergio Busquets, Espanha

O melhor médio defensivo do futebol mundial é uma figura incontornável do Mundial.

Ninguém tem tanta qualidade na posição seis como Sergio. Posicionamento, competências no 1×1 defensivo, timing perfeito para sair para pressionar ou para ficar e equilibrar a equipa, aliado à forma como controla todo o jogo com bola. Dono e senhor do jogo com as suas decisões, e com o seu gesto técnico, encontra sempre soluções para ligar ofensivamente o jogo.

É um seis que à competência defensiva empresta criatividade e dinâmica ofensiva. Sergio é o candidato número um à posição seis de entre todos os que estarão na Rússia.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3558 artigos
Pedro Bouças - Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, Cursos de Treinador e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

1 Comentário

  1. Firmino é excelente. Se é.. Mas Jesus é daquele outro nível onde só estão os predestinados. Vai ser gigante este miúdo.

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