100 Jogadores a seguir no Mundial – 26 ao 30

Falcao, Colômbia

Aos trinta e dois anos, Falcao poderá ter a última oportunidade de jogar um Mundial. Depois dos problemas clínicos que lhe afectaram a performance e o impediram de ser bem sucedido na Premier League, o regresso ao Monaco tem sido marcado por um rendimento de excelência, ao nível do que nos habituou na sua passagem por Portugal.

Uma agilidade tremenda na sua habilidade motora, permitem-lhe ter mil soluções para finalizar qualquer bola que apareça na grande área. Nunca foi um jogador de uma criatividade elevada, ou até qualidade técnica para participar nas zonas de criação. Porém, na grande área, é há muitos anos um dos melhores a nível Mundial. Com qualquer pé, e no ar, onde mesmo baixo, tem um impacto tremendo, a forma como executa o gesto final é de outra galáxia. Numa selecção com vários bons jogadores, capazes de lhe fazer chegar a bola, Falcao poderá retomar os tempos de notoriedade finalizando os ataques do seus país.

Milinkovic-Savic, Sérvia

O gigante da Lázio que até passou por Portugal enquanto criança, é o protótipo de um médio completo. Embora muito alto, está longe de ser um jogador que se impõe unicamente nos duelos, embora também o consiga fazer sem dificuldade. Mas, antes de tudo o mais, é um jogador com agilidade e qualidade na decisão para coordenar cada ataque da sua equipa.

Com Matic formará uma dupla de médios centro impressionante, quer pela disponibilidade e tamanho da passada nos momentos defensivos, quer pela capacidade para com bola assumir protagonismo e fazer a sua equipa chegar ao último terço pela sua decisão e qualidade técnica. Um dos médios que poderá ver a notoriedade chegar na Rússia.

Shaqiri, Suiça

No ponto mais alto da sua maturidade, até ao momento, um Mundial para Shaqiri jogar.

O ultra potente extremo formado no Basel não cumpriu a muita expectativa que se gerou em torno da sua carreira, e que o fizeram chegar ao Bayern e posteriormente ao Inter de Milão. Mas tal não significa que não seja um jogador de rendimento e ainda potencial elevado.

Shaqiri tem a capacidade de desequilíbrio que não costuma abundar por terras Suiças. Velocidade, drible e finalização muito fácil, Shaqiri é um perigo à solta sempre que recebe em boas condições no último terço. Se a Suiça for capaz de assegurar muitas bolas boas para o seu melhor jogador receber no último terço, é certo que Shaqiri tem o que é necessário para com impacto no resultado guiar a Suiça a uma eventual surpresa.

Philippe Coutinho, Brasil

O médio do Barcelona chega ao Mundial aos vinte e cinco anos, e é uma das grandes figuras da mais do que nunca no passado recente, candidata equipa canarinha.

Num Brasil de Tite que primará pela organização defensiva, pelo controlo dos espaços e por não descurar absolutamente nada do ponto de vista defensivo, Coutinho partindo como interior ou como ala, é o jogador que trará o toque de criatividade que poderá fazer a diferença ofensivamente e guiar o jogo ofensivo do Brasil até ao último terço onde Neymar assumirá protagonismo.

Se muito do que Tite promete é defender bem e esperar ofensivamente pela individualidade, Coutinho é então um dos fortes candidatos a figurar na equipa do Mundial, pela importância que assumirá.

Marcus Rashford, Inglaterra

O extremo do Manchester será um dos mais novos na Rússia. Aos vinte anos, Rashford ainda tem muito por onde crescer na sua tomada de decisão e forma como define os lances, mas já é uma promessa de nível imenso, e com capacidade para no momento definir o rumo de um jogo pela forma incrível como se move na frente de ataque, descobrindo espaços e sugerindo locais onde a bola pode entrar aos seus colegas. Um dos mais interessantes do futebol mundial nos seus movimentos de ruptura, e com velocidade para não só chegar primeiro como escapar à organização adversária.

O jovem do United é uma seta apontada a qualquer baliza, e é um dos jogadores ingleses que permite que o sistema e ideias mais defensivas com que Inglaterra prepara o Mundial possa ser bem sucedido, pela forma como individualmente poderá derrubar a oposição.

Paolo Maldini
Sobre Paolo Maldini 3383 artigos
Criador do "Lateral Esquerdo", tendo sido como Treinador Principal, Campeão Nacional Português (2x), vencedor da Taça de Portugal (2x), e da Supertaça de Futebol Feminino, em três anos de futebol feminino. Treinador vencedor do Galardão de Mérito José Maria Pedroto - Treinador do ano para a ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol), e nomeado para as Quinas de Ouro (Prémio da Federação Portuguesa de Futebol), como melhor Treinador português no Futebol Feminino. Experiência como Professor de Futebol no Estádio Universitário de Lisboa, palestrante em diversas Universidades de Desporto, e entidades creditadas pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Autor do livro "Construir uma Equipa Campeã" da PrimeBooks. Analista de futebol na TV e no Jornal Record.

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